sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Suckers II - O Vexame

É lamentável. US$ 37 milhões, profissionais (teoricamente, bem teoricamente!) competentes e um resultado que é uma... vergonha. “Crepúsculo”, que estréia hoje no Brasil, não decepciona somente os fãs da série literária por pecar na adaptação. Quando se decide adaptar a história de uma mídia para outra, a tendência é modificar alguns pontos que podem, até, construir um novo enredo. Isso é natural, existe liberdade criativa na produção de uma obra audiovisual e isso não deve ser ignorado. Mas o problema de “Crepúsculo” não é nem de longe a adaptação. Ele é um filme mal educado, que desrespeita o espectador que, além de desembolsar R$ 14, perde uma preciosa fatia de seu tempo com um filme tosco e universitário. Na verdade, é uma utilização incorreta. Universitários (sem arrogância, estou falando de todo o meu coração e não minto) realizariam um filme muito superior com nem US$ 10 milhões.
Os efeitos especiais mal feitos passariam absolutamente despercebidos se o resto do filme fizesse o contrapeso. Enquadramentos e decupagem (mas você não elogiou a decupagem dos outros filmes da diretora? Pois é!) são tortos e estranhos. Alguém que estudou um pouco de cinema ou que viu muitos filmes ou que fez um filme na vida(caseiro, que fosse) saberia realizar campos e contra-campos que não estivessem em desacordo com a linguagem cinematográfica. E a direção de atores... caras e bocas que não expressavam nada. A platéia, verdadeiramente constrangida, ria. Alguns atores (três para ser mais especifica) de papéis pequenos diferenciaram-se e algumas sacadas cômicas são realmente boas. Mas, infelizmente, não salvam o filme.
“Crepúsculo” fere o primeiro (talvez o único!) princípio da dramaturgia: o envolvimento emocional. Você não se sente atraído por esse filme em momento algum. Fica envergonhado, magoado e decepcionado de que algo como ele tenha sido realizado. O mistério é que os outros filmes da diretora Catherine Hardwicke, não são tão ruins e se os atores protagonistas não tiveram atuações expressivas em seus outros trabalhos, também não tiveram atuações ruins. Mas saímos da sala com a sensação de que vimos um filme porcamente realizado. É difícil de acreditar que alguma alma da equipe de produção realmente quisesse realizar e finalizar esse filme, porque ele é uma ofensa para o audiovisual.

Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DVDs e férias escolares

De férias ou não nesse fim de ano, sempre acaba sobrando um ou dois dias entre os feriados de Natal e Ano Novo nos quais temos o luxo querido de ficar em casa.
Se a proposta é relaxar e curtir um cineminha em casa esperto, fica aqui algumas dicas, separadas por interesses.

Comédias românticas pra se chorar e terminar sorrindo:
Mensagem pra Você.
Alguém como Você.
Simplesmente Amor.
De Repente é Amor.
10 Coisas que Eu Odeio em Você.

Animações de qualidade:
Viagem de Chiriro.
Castelo Animado.
Wall-E.

Adaptações de quadrinhos, com jeito de HQ:
V de Vingança.
Sin City.

Clássicos pioneiros:
Era uma Vez no Oeste.
Acossado.
Batalha de Argel.

Romances com sensibilidade:
Orgulho e Preconceito.
Desejo e Reparação.

Um outro jeito de fazer cinema:
Espanglês.
Paris, Te Amo.
Labirinto do Fauno.
Beleza Roubada.
Viagem a Darjeeling.
Pequena Miss Sunshine.

Para fãs da matemática:
Pi.

Bom sofá!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

domingo, 14 de dezembro de 2008

Suckers!


Nessa sexta-feira, dia 19 de dezembro, chega às salas de cinema brasileiras o fenômeno “Crepúsculo”. O filme conta a história de Bella, uma jovem tímida que decide se mudar para a pequena cidade de Forks, que ela odeia, para viver com o pai, que ela mal conhece, e conviver com pessoas com as quais ela não se importa. Apesar de tudo isso, ela não trocaria Forks por nenhum outro lugar no mundo. O motivo: Edward Cullen, o sedutor e misterioso colega de colégio com quem ela faz dupla nas aulas de Biologia. Os clichês não terminam por aí. O tal galã é, na verdade, um vampiro. Sim! Um sugador!
A série de livros escrita pela norte-americana Stephenie Meyer ganhou uma legião de fãs frenéticas e fiéis que não deixaram a adaptação cinematográfica na mão: em cartaz nos EUA, no Canadá e no México, o filme já fez mais de US$ 120 milhões nos primeiros 10 dias em que esteve em cartaz. Produzido pelos estúdios da pequena Summit, uma produtora independente, o filme custou apenas US$ 37 milhões e a diretora, Catherine Hardwicke, passou a deter o recorde de maior bilheteria de estréia para uma diretora mulher: US$ 70 milhões. Com esses valores, a produtora tem carta branca para começar a rodar a adaptação do segundo livro da série, “Lua Nova”.
Nessa febre adolescente, os astros desconhecidos da produção tornaram-se os novos ídolos da nova geração. Centenas de comunidades do Orkut, blogs e sites, especializados ou não, debatem sobre a vida pessoal dos atores e torcem por romances entre os membros do elenco. Robert Pattinson, conhecido também pela “expressiva” interpretação de Cedrico Digory na franquia Harry Potter e que agora encarna o vampiro arranca-suspiros Edward Cullen, teve que aprender a lidar com fãs que acampam na porta de sua casa, em Los Angeles, que lhe pedem em casamento e que lhe declaram amor eterno.
Qualidade literária ou não, qualidade cinematográfica ou não, essa série promete conquistar uma fatia importante e extremamente poderosa da população: mulheres dos 15 aos 25 anos (embora exista uma segunda fatia, de mulheres na faixa dos 40, chamada de TwilightMoms). E elas vão em busca de contos de fadas modernos que saibam dialogar com sentimentos que foram abandonados, nos últimos tempos, tanto pela literatura quanto pelo cinema: o amor puro e simples, sem segundas intenções. E é em “Crepúsculo” que elas depositam a esperança de viver essas experiências. Mesmo que através de personagens ficcionais.

Da diretora, assista "Aos Treze" e "Os Reis de Dogtown". Linguagem jovem e cuidados com a fotografia e com a decupagem.

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira (Fernando Meirelles, 2008)

Ensaio sobre uma nação

No último dia 2 de novembro, foi realizado o "Projeta Brasil Cinemark", onde todos os cinemas de rede Cinemark exibiram filmes brasileiros a 2 reais. Então, eu e meus amigos decidimos assistir ao filme "Última Para 174", o novo filme de Bruno Barreto. Quando chegamos ao cinema descobrimos que não havia mais ingressos para o filme, logo decidimos rever o filme "Ensaio sobre a Cegueira" de Fernando Meirelles. Como a maioria das pessoas sabe, o filme é uma adaptação do romance de José Saramago. A história fala sobre uma epidemia de cegueira que atinge o mundo, poupando apenas uma mulher. O filme trabalha a questão dos limites do ser humano, até que ponto um ser humano pode ser bom e até que ponto ele pode ser ruim quando submetido a situações extremas. O maior choque que tivemos não foi como o tema foi desenvolvido no filme mais sim a recepção do público.
Durante todo o filme, deve haver duas situações de humor, ou seja, duas situações que provocariam risos no público, mas não foi dessa maneira que aconteceu. Em diversos momentos tensos e violentos, o público achava uma brecha e iniciava uma boa gargalhada, até mesmo numa cena em que mulheres são estupradas, podia-se ouvir alguns risos incontidos, e alguns desejos escondidos. Uma amiga minha, que não se conteve com o filme e acabou se emocionando com a sessao disse após o término do filme: "Até parece que viemos assistir a comédia "Ensaio sobre a cegueira". Resumindo, o público perdeu a sensibilidade, as pessoas simplesmente nãoconseguem se emocionar e acabam vendo tudo como uma grande comédia. O público desaprendeu a se emocionar, infelizmente.
Agora, fico imaginando, quando essas mesmas pessoas vêem as notícias sobre a tragédia de Santa Catarina, as pessoas que ficaram sem casas, e que acabaram se submetendo a situações subhumanas, como furtos a supermercados e assaltos a mão
armada. Será que esse mesmo público dá risadas e se diverte com a desgraca alheia? Nunca duvide da "capacidade" humana.

Até a próxima, bjs...

*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Festival de Aruanda

Estamos concorrendo no festival de Aruanda, também em trilha sonora.

Mais informações no link, é só clicar aqui!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mídia produzida para internet

Então, como muita gente já sabe, hoje existem produtoras direcionadas apenas para conteúdo de internet. existem aquelas produtoras que estão tentando também a internet por ser um mercado fértil. e existem estudantes que testam de tudo.

Um dos trabalhos que faço parte deste semestre é direcionado para a internet e requer divulgação, portanto gostaria de usar este canal para pedir para vocês visitarem!



o projeto é uma espécie de novela criada para ser acompanhada pela internet, porque ela não funciona sozinha. junto com os vídeos o projeto tem a disposição os blogs dos personagens, para que você acompanhe o desenvolvimento da história off screen.
desta forma, para entender o blog tem que ver o vídeo e para entender o vídeo tem que entender o blog. façam na ordem que lhes apetecer. o link dos blogs esta no site principal.
quando vocês entrarem usem a barra de rolagem para a direita e lá estarão os primeiros capítulos, pois já esta no quinto.

o endereço do projeto é:
www.incontato.net


boa sorte! espero que gostem!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Como funciona a decupagem de uma cena? (decupar um roteiro II)

Muito bem, eu cheguei a dar um exemplo na outra postagem (clique aqui para chegar nela) bem superficial para decupar um roteiro, mas acho que ainda falta ensinar algumas coisas basicas antes de seguirmos adiante. Se quiser, quando terminar de ler, vá para a terceira postagem sobre o assunto CLICANDO AQUI!

vamos começar com um pouco de vocabulário importantíssimo e básico:

Plano geral (aberto) - PG - é uma posição de câmera que captura a totalidade de um cena (como um palco de teatro, que a cena inteira está no mesmo lugar).

Establishing shot - é um plano que situa o o local onde acontece a cena. se o filme se passa em nova york, por exemplo, antes de começar o filme a camera pode passar pela estatua da liberdade... enfim...

Plano médio - PM - é um plano que captura da cintura para cima dos personagem na cena. Pode estar o personagem sozinho ou pode capturar mais personagens.

Plano americano - é um plano que captura dos joelhos para cima, muito próximo de um plano geral.

Primeiro Plano (fechado) - PP - é um plano que pega o rosto do personagem, usado para mostrar detalhes do rosto ou de alguma coisa.

Primeiríssimo primeiro plano - PPP - pode parecer uma palhaçada, mas se usa esse nome para um plano do olho, ou da boca, ou mesmo de uma mão pegando alguma coisa, um emblema.... um detalhe mesmo...

Zoom in ou out - é fazer um afastamento ou aproximação atravez do zoom da câmera.

Traveling - um traveling seria um movimento físico da câmera, que pode ser para os lados, para frente, para cima, para baixo... pode ser feito com trilhos, com uma grua...

Tilt - é a angulação da camera no eixo dela na vertical. se a camera começa no chão e vai até o rosto do personagem ela fez um tilt.

Pan - pan é semelhante ao tilt mas o movimento é relacionado a horizontal do eixo.


Ai está uma idéia do que se fala quando decupamos um roteiro.



Estava pensando em montar alguns encontros com as pessoas que tem mandado duvidas para o meu email, afim de explicar melhor!

meu e-mail é guilhermferrari@gmail.com

qualquer dúvida específica, situação, etc, é só mandar que eu respondo! e respondo mesmo, viu?

até a próxima!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sobre pinguins e gente morta

Pra quem sempre gostou de assistir animações sabe que existe mais de um jeito de dar vida para os personagens além de ligar uma camera dirigida a um ator bem treinado. Hoje, as animações representam uma boa porção das produções audiovisuais voltadas às salas de cinema.
Uma das técnicas conhecidas e muito usadas (principalmente na televisão) é o famoso 2D, que seria uma série de desenhos com ligeiras alterações em cada um dando a sensação de movimento. Mas uma técnica muito usada hoje em filmes como “Monstros S.A.” ou “Shrek” é o 3D, que é baseado em modelagem de personagens e cenários dentro do computador, de forma que anima-los, uma vez criados, parece bem mais fácil.
Agora, um filme que surpreende não só pelas qualidades gráficas mas pelas técnicas utilizadas é o “Surfs up” ou em português “Tá dando onda”. Produzido em 2007, foi indicado ao Oscar de melhor animação em 2008 mas perdeu para o também excelente "Ratatouille". O filme é uma animação em 3D que simula um documentário sobre um campeonato de surf em um mundo que pinguins e galinhas também sobem na prancha. Para dar mais realismo nos movimentos de camera os realizadores contaram com uma sala lotada de leds que identificariam a posição de uma câmera ligada ao computador. Um camera man então faria os movimentos na camera de verdade e conseguiria passear pelo ambiente virtual da animação, criando uma espécie de personagem por trás da câmera. A produção do filme chegou inclusive a levar os animadores, atores e outros da equipe para surfar para que conseguissem criar ondas mais realistas e animações convincentes.
Na animação 3D, são criados modelos virtuais dos personagens que vão sendo animados de acordo com os movimentos escolhidos. Mas como disse antes, essa não é a unica forma de animar personagens. Uma boa solução, não só pela estética criativa mas pelas inovações da produção foi dada pelo filme “Corps Bride”, ou em português “A noiva cadáver”. Não foi a primeira vez que Tim Burton dirigiu um filme com a estética e a técnica utilizadas (fez um filme anterior chamado “Nightmare before christmas”) e não foi a primeira vez que o mundo viu a técnica de stop-motion, mas o filme tem várias coisas que devem ser levadas em conta. No stop-motion são criados os personagens como bonecos, e são tiradas fotografias deles com pequenas alterações em suas posições simulando o movimento com um efeito único da técnica. Normalmente o que vemos em stop-motion são bonecos com cabeças removíveis e conforme a boca dele precisa mexer é trocada a cabeça. Já com o “Noiva cadáver” foram criados os bonecos com sistemas em suas cabeças de parafusar e desparafusar o maxilar e a lateral do rosto. Também suas sobrancelhas podiam mexer facilmente. Está ideia trouxe uma nova visão para o stop-motion. No processo de finalização foram utilizados filtros de davam a característica de imagem capturada por película, já que o filme foi capturado com cameras fotográficas digitais.
O importante em um produção audiovisual de animação não é que técnica é mais dificil ou impressionante, e sim porque foi utilizada. Na hora de planejar uma animação temos que pensar no visual que queremos dar a ela e como vamos fazer para alcança-lo. Na verdade, sempre que vamos planejar uma produção temos que antes pensar o que queremos antes de sair inventando moda.

beijos e até mais!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Onde escondemos o lapela? (esconder, colocar o lapela)

Uma dos erros que mais pode rolar em relação ao som no cinema é o aparecimento do nosso pequenino na imagem. O lapela é um pequeno microfone que serve exatamente para ficar o mais proximo possível da boca do personagem, sendo o microfone responsável por captar a fala.
O que acontece muitas vezes é que estamos quase terminando de montar o set de filmagem quando alguém vira-se para a equipe e pergunta: onde eu boto o lapela?

O que o lapela tem de bom em relação ao shotgun (o microfone que fica na vara de boom) é que ele é mais "duro": capta muito mais o que está proximo dele e muito menos o que está distante, portanto ele é ótimo para cenas externas.

normalmente o sistema de lapela consiste em três partes: o microfone (que tem um cabo, o que pode atrapalhar um pouco), que liga em um transmissor (o treco que fica na cintura, mas em uma cena que os atores ficam sentados ele pode ficar no chão, na mesa, ou em qualquer lugar que não apareça mas facilite a transmissão) e um receptor (que fica preso na camera ou no lugar para onde vai o audio).
Bem, existem vários lugares para colocar o lapela e ele depende muito da roupa que o ator esta usando. um bom lugar seria exatamente na lapela da roupa, atrás dela, mas nem sempre rola. Outra coisa que importa muito é onde está a camera, porque se a camera captar o lado direito do ator você pode colocar o microfone do lado esquerdo e vice versa.
Um ótimo lugar, mas meio maluco é colocar no cabelo (tem que ter uma quatidade razoável de cabelo e tem que ser preto, castanho...) e passar o fio pelas costas. o importante é tentar manter o mais perto da boca possível, pois caso contrário ele não vai captar a fala. no caso de uma camiseta você pode prende-lo dentro dela perto da estampa, e se não rolar uma estampa pode ficar perto de alguma dobra da roupa, mas lembre-se que pode comprometer um pouco o som graças ao barulho que a roupa faz ao raspar no corpo do ator. no caso de colocar o lapela dentro da roupa é melhor que a cena não tenha muita movimentação do ator.

Se você tiver apenas um microfone de lapela (aqui no Brasil pode rolar bastante...) o ideal seria você colocar o microfone na pessoa que tem falas mais importantes ou colocar no personagem com menos potência vocal e um pouco mais abaixo do habitual, que seria no peito.

ao decupar a cena não se esqueça dos microfones, caso o contrário nem leve o microfonista e nem o técnico de som (é uma boca a mais para alimentar...)

amanhã coloco alguns exeplos em vídeo para vocês verem.

um abraço!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Games e Política


Fui assistir a uma palestra do Gonzalo Frasca, um game designer, pesquisador de games e dono de um currículo bacana com PhD e todos esses maus necessários (isso de acordo com os pesquisadores que eu conheço que alegam que a pesquisa vicia além de dar muito trabalho!).

O simpático uruguaio que vestia exatamente o que queria dizer (uma jaqueta da Hello Kitty por cima de uma camiseta do Obama!) falou sobre a relação entre games e política, mas não apenas política de candidatos e eleições como sempre acabo por restringir a palavra, fez um apanhado do que são, essencialmente, os jogos e a que propósitos eles atendem embasando-se no passado, dentre outras coisas jogos de tabuleiro, para levantar questões sobre o atual universo/mercado dos games e a relação deles (principalmente dos jogos para a internet) com a sociedade.

Com comparações eficazes e muito divertidas, Frasca, falou sobre como os jogos já ganharam um espaço grande e estão se tornando, em suas palavras, “o novo graffiti”: um meio onde as pessoas (especialmente os jovens) expressam suas inquietudes e opiniões. São exemplos recentes os muitos “shoot obama” que surgiram após o 11 de setembro ou até mesmo um “mate o Lula” ou “ajude a Amy escapar da rehab”. Esses jogos mais “caseiros” são feitos através de tecnologias não muito complexas e contam com a internet como mídia perfeita para distribuição e é exatamente nesse ponto que entra a relação entre os games e a política quando os jogos estão refletindo acontecimentos, revoltas e elementos cotidianos de uma sociedade.

*Jéssica Puga é colaboradora do Audiovisueiros

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fim das captações, início das edições

O prazo de entrega do curta "Sonho de todo o Junky" será para meio de Julho! aprendi que nada bom sai fácil. Mas quando terminar vocês vão ver!! Estou tentando marcar uma bela de uma "premiere" do nosso filme, e assim que rolar aviso a todos!

abraço!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Vício Semanal

Diferente do que alguns pensam, um seriado não é um filme muito, muito longo. Cada episódio contém em si o ciclo fundado por Aristóteles em “A Poética”, nosso velho conhecido “começo, meio, fim”. Uma situação é apresentada, um problema é proposto e uma solução é dada até o fim do capítulo. Uma solução raramente permanente, raramente estável, raramente inteligente. Considerando a temporada de um seriado, o mesmo ciclo se repete: apresentam-se os personagens, novos e velhos, cria-se um conflito e resolve-se o conflito até o fim da temporada. Se usarmos como objeto de estudo o próprio seriado, com todas as temporadas, do começo ao fim, também vamos observar que a estrutura é a mesma.

Seriados carregam em si uma meta estrutura: um filme, dentro de outro filme, dentro de outro filme. Sabe-se lá até quando vai essa constante.

De maneira menos teórica e, provavelmente, muito mais simples, o que acaba atraindo o espectador é que essa estruturação, na verdade, permite a aproximação de uma narrativa audiovisual à narrativa subjetiva que cada um tem da própria vida. Nada é constante, nada é permanente, nada é regular. Em um dia acordamos bem, no outro tudo dá errado, nos sentimos otimistas, pessimistas, sortudos, azarados. A solução para um problema raramente tem efeito a longo prazo e se existe uma solução, logo haverá outro problema. No fundo, o que o seriado copia é esse esquema de irregularidades da vida real.

Ainda mais curioso é que mesmo cheios de angústias, problemas, conflitos e complicações em nossas vidas, todos os dias, não nos sentimos satisfeitos e perseguimos outras angústias, outros problemas, outros conflitos e outras complicações. Adoramos sair das nossas vidas, mesmo que seja por um instante, mesmo que essa outra vida também não seja assim tão perfeita.

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Debut!

Os meninos haviam comentado comigo sobre participar nesse blog. Dei uma enrolada, eles deram uma esquecida e assim ficou. Adorei o convite e a iniciativa de escrever sobre audiovisual, mas uma coisa me deixava insegura: escrever o quê? Pior ainda. Desde que decidi fazer cinema, escrever sobre cinema me assusta um pouco. “E se eu me tornar uma crítica de cinema e não uma cineasta?”.

Sou uma pessoa confusa de reflexo lento. Se me perguntam alguma coisa que tenha um mínimo grau de importância, preciso de um certo tempo para refletir e responder descentemente. Quase seis meses depois, a luz finalmente veio. “Qual é, Natália, escrever sobre cinema não é tarefa fácil, mas é aquilo que você mais gosta no mundo todo, não é?”.

É! E cá estou eu. Ah! Acho válido uma apresentação ligeira:
Estou no segundo ano de Audiovisual do Senac e alguns dos meus filmes favoritos são “Pequena Miss Sunshine” e “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”. Adoro “cinemão” blockbuster, mas nunca dispenso filmes de digestão mais lenta.

É isso ai, pessoal. Fico muito feliz de fazer parte disso.

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

Comecaram as filmagens!

Ja comecaram as filmagens do curta que estou dirigindo. O Renan ficou encarregado da ass. de direcao e estamos todos vivos. Agora temos mais 5 diarias de gravacao e depois editamos e finalizamos. Acredito que estará pronto ate final de outubro. Mais informações, postaremos aqui!

Ate mais!!!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sábado, 9 de agosto de 2008

Batman - The Dark Night (Chistopher Nolan, 2008)

Essa semana fui ao cinema assistir ao novo filme do Batman: Batman - The Dark Knight.

Demorei um pouco por que gostaria de assistir numa sala mais bacana e com pessoas mais próximas, por isso, na última quinta-feira, fui com alguns amigos da faculdade ao Kinoplex, localizado no Itaim Bibi, onde pudemos assistir ao filme numa sala certificada com o THX, a melhor qualidade de som 5.1 existente no planeta...

Chistopher Nolan("Batman Begins", "O grande truque") mais uma vez supera nossas expectativas assim como fez com Batman Begins. O filme é muito bem dirigido, os enquadramentos são muito precisos e as atuações muito impressionantes. Todos estão muito bem no filme, Christian Bale("O império do sol") retorna no papel do morcegão que tenta combater o crime em Gothan, Aaron Eckhart faz sua estréia como o promotor público Harvey Dent, além de é claro Gary Oldman como Jim Gordon, Morgan Freeman como Lucius Fox e o insuperável Michael Caine no papel de Alfred. Esqueci de alguém? Ah, é claro, Heath Ledger se torna o curinga mais assustador de todos os tempos, não engraçado como Jack Nicholson, e sim demoníaco como nosso querido Alex de "Laranja Mecânica" (S. Kubrick, 1971), um dos objetos de estudo do ator para encarar o personagem. Em diversas cenas do filme entramos em desespero pela chocante atuação de Ledger, existem os momentos sarcásticos é claro, mais em sua grande maioria são cenas de tensão em que ficamos paralisados com a forte energia negativa que o personagem consegue exercer sobre os habitantes de Gothan City. Não vale a pena citar nenhum trecho do filme para não tirar o gostinho...

Existem rumores de que Ledger pudesse ser indicado à um oscar póstumo, se isso acontecesse seria a segunda a vez na história do Oscar, a primeira aconteceu em 1976, com o ator Peter Finch por sua atuação em "Rede de Intrigas" (I. Kershner, 1976). Seria um acontecimento simplesmente fantástico...

Alguns amigos me disseram que o nome do filme está errado, deveria se chamar "The Joker"("O Curinga"), eu discordo. Acho que quanto menos atenção se traz para um personagem maior é seu desempenho, parabéns para Heath Ledger...

Espero que todos vejam e apreciem esse grande filme...e deêm muitas risadas, afinal: "Why so serious?"


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Steven Spielberg, 2008)

Steven Spielberg e George Lucas são a dupla dinâmica do cinema. No novo filme da franquia Indiana Jones, a qual Lucas produz e Spielberg dirige, percebemos que além de grandes amigos, os dois cineastas continuam muito talentosos. O novo Indiana é simplesmente fantástico, Harrison Ford retoma o papel que lhe deu grande fama internacional, trazendo consigo novas promessas do cinema. A participação da sensacional Cate Blanchett (Notas sobre um escândalo, Babel), como agente russa, e do ainda novato Shia LaBeouf(Transformers) num papel também muito interessante. Acompanhado pela belissíma trilha do maestro John Williams, o filme não deixa a desejar em nenhum aspecto, é diversão e aventura do começo ao fim, entretenimento para toda a família. Parece um daqueles filmes em que os cineastas fazem como se fosse uma brincadeira, do tipo: Ah Harrison você já sabe como é né? Então vamo lá, pode começar. Liga a Câmera! A história original é de George Lucas, e o nome do personagem veio de seu cachorro: Indiana Jones!

Vendo assim, fazer cinema parece até birncadeira de criança...

bjs pessoal, até a próxima...

*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

Como funciona a decupagem de uma cena? (decupar um roteiro I)

Decupar um roteiro significa pegar aquelas letrinhas escritas em um papel e transforma-las em cinema ou vídeo. Isso significa que você vai criar a forma como vamos ver aquela cena.
Resolvi pegar uma cena do filme "Batman - Begins" no youtube para dar de exemplo.

Vamos começar descrevendo a cena:
Não vou escrever o diálogo por ser longo e nesse caso desnecessário. mas temos um diálogo entre Bruce Wayne e Henri Ducard, e eles estão em uma espécie de prisão. um lugar escuro e feito de pedras.
em um roteiro teríamos a descrição do local e da situação para depois termos o diálogo.

ao olhar esta cena poderíamos dizer que só temos isso para analisar? não.
Podemos ver mais ou menos como a cena foi decupada.

se você observar a cena verá que ela tem 27 cortes, feitos na montagem, é claro.
e esses cortes, significam que a camera filmou pelo menos dois planos, ou seja, ela filmou a mesma cena de pelo menos dois lugares diferentes.
Agora, quais são esses planos?
Tenho que lembra-los que o cinema em geral usa apenas uma camera, então um diretor maluco porderia fazer 28 planos diferentes (ou seja, filmar a mesma cena 28 vezes) e depois junta-los na montagem, mas isso certamente não foi feito.
se você avaliar novamente verá que essa cena, como foi feita, poderia usar de apenas três planos. um que começa com o corpo de Bruce quase inteiro em quadro e faz um traveling (movimento da camera) para frente até fechar o plano no rosto de Bruce. Outro plano seria um que pega Henri da cintura para cima e faz um traveling para trás, e a aproximação do plano em Ducard se dá pelo movimento do próprio personagem. e uma terceira camera pegaria Bruce pelas costas de Henri Ducard, acompanhando o movimento dele.
Repare que o "movimento" da cena se dá pelos travelings em direção ao Bruce, conforme ele vai "realizando" em sua cabeça a "natureza" da conversa. isso significa que a decupagem da cena levou isso em conta.

Então como teria sido a decupagem dessa cena caso minhas considerações estejam corretas:
cena X, 3 planos.

Plano 1: plano médio de bruce com ele em pé. traveling para frente durante o movimento dele até o chão se transformando em um plano fechado. ação completa.
plano 2 (contra plano do primeiro plano): plano médio de Henri. começa parado, e inicia um traveling para trás quando Ducard começa a se movimentar. movimento da camera mais lento que o movimento do personagem, fechando o plano.
Plano 3: "over the sholder" de Ducard, pegando bruce.

(segundo post sobre decupagem? clique aqui!)

qualquer dúvida e-mail pra mim! guilhermferrari@gmail.com

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Heath Ledger, Pandas que lutam kung-fu e Agentes numerados

Bem, gostaria de pronunciar que fui assistir o Batman, e não me arrependi. Masssssss

Enfim, gostei muito do filme, ficou muito bonito. o roteiro ficou maravilhoso, e TODOS os atores superaram minhas expectativas, com exceção de Christian Bale, que eu já esperava muito. O que as pessoas estão falando por ai muito é do Heath Ledger, e isso não deixa de ser a força da mídia jogando em cima da morte do cara. Mas, ele realmente surpreende, e mesmo eu lhes falando que ele surpreende ele vai continuar surpreendendo... hehehe
Vale a pena assistir, mas não vão esperando o melhor filme do ano porque fará vocês terem expectativas de mais.
Logo depois de ver o Batman aluguei o "Devorador de Pecados", que tem um clima parecido com o Constantine, mas um pouco mais misterioso, e mais lento. O devorador de pecados conta com Heath Ledger no papel principal, e vale a pena conferir porque o filme é bem bacana. Não é um terror, ainda que seja classificado assim nas locadoras, eu colocaria como suspense.

Assisti também Kung-fu Panda, com a voz do maravilhoso Jack Black. Morri de dar risadas. foi a melhor animação que vi nos últimos tempos. RECOMENDADÍSSIMO! o desenho conta com as vozes de Jack Black, Angelina Jolie, Jackie Chan... Conta a história de um panda que queria lutar Kung fu, mas na verdade vende macarrão com seu pai e esse é seu legado. Mas por acidente ele vira o escolhido para salvar sua cidade da desgraça total através da luta, e tem que aprender a lutar mesmo sendo gordinho e desajeitado.

Assisti também nas férias o agente 86. Outro filme que me surpreendeu. vi uma matéria com o Steve Carell em que ele dizia que tentou representar de forma fiel a primeira versão do agente, mas eu poderia dizer que não rolou. O filme é muito engraçado, me diverti (ainda que não saia da classificação "piada farofa") mas quem conhece S.Carell sabe que ele tem o jeito dele de interpretar as coisas, que não seria possível ele fazer nem parecido com o anterior.

Outro dos nossos agentes numerados é o James Bond, interpretado por Daniel Craig, dirigido por Marc Forster. O filme da vez é o "Quantum of Solace". Estão dizendo por ai que vai ser melhor que o "Cassino Royale". Para quem não viu D.Craig na pele do James Bond eu posso dizer algumas diferenças entre ele e Pierce Brosnan fazendo o mesmo personagem. O novo James bond é menos charmoso, e mais encrenqueiro. Em compensação, para quem achava uma palhaçada as tecnologias do anterior este usa menos aparatos tecnológicos para se dar bem, e inclusive o carro dele no Cassino Royale não foi destaque de nada.


Estou surpreso com a qualidade dos novos filmes! vamos torcer para continuar assim! ta dando gosto de ir no cinema!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

terça-feira, 22 de julho de 2008

Speed Racer, Homem de Ferro e O Incrível Hulk

Falando um pouco do cinemão americano, gostaria de falar um pouco sobre esses três filmes que vi recentemente...

Speed Racer, mais um trabalho dos genias irmãos Wachowski(Trilogia Matrix, V de Vingança), uma adaptação do famoso desenho dos anos 80, conta a história do jovem Speed Racer que sonha em se tornar um grande piloto de corrida. Apesar do fraco desempenho nas bilheterias de todo o mundo, o filme se resolve em sua proposta. As cores vivas e exageradas permeiam o filme todo, algo que me surpreendeu, pois achava que só funcionasse nas corridas, ou seja, o ambiente estilizado e carregado permeia o filme todo. Apesar de ser uma adaptação de um desenho infantil, o filme marca forte presença nas impressionantes cenas de velocidade, e também não deixa a desejar quanto a história, que promete uma boa continuação...

Homem de Ferro, com certeza o melhor dos três, é uma adaptação dos quadrinhos. Robert Downey Jr. se encaixou perfeitamente no papel, e apresentou a história de maneira brilhante. Um vendedor de armas que passa por uma catástrofe e é obrigado a mudar sua postura. O filme explora a apresentação do herói, assim como no primeiro Homem-Aranha(2002), e deixa algumas características do herói para serem exploradas em filmes posteriores, como seu alcoolismo por exemplo.
Com efeitos especiais fantásticos, Homem de Ferro é entretenimento de primeira...

O incrível Hulk trás dessa vez Edward Norton no papel do cientista Bruce Banner. Muito diferente e (na minha opinião) muito melhor construído que o "Hulk" de Ang Lee(2003), o filme já começa com o Dr. Banner(Norton) procurando uma cura para sua "doença", sendo assim ele passa o filme todo foragido, até o momento em que é requisitado para combater um vilão à altura e com muito mais "raiva" do que ele próprio. Como vem sendo uma característica dos filmes de super-herói atuais, essa versão trás um Hulk muito mais complexado e muito mais preocupado com o "EU" interior, a batalha do herói com ele próprio, uma questão existencial. O personagem se adaptou muito melhor, o figurino é muito mais condizente com o original(Série de Tv americana) e as atitudes também. Norton gostou tanto do projeto que colaborou no roteiro e acabou sendo um dos produtores. Vale o ingresso...

Até mais gente...bjs a todos...

*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Edição de som não realista: O básico

Não é todo filme que tem como objetivo mostrar da forma mais fiel possível dentro da linguagem do cinema o mundo como ele é. Aliás, na minha percepção, poucos filmes realmente tem esse objetivo.

Claro que falo isso de forma completamente vazia, exatamente porque uma discussão sobre o cinema e a realidade não é o que quero iniciar.
Gostaria de falar, na verdade, sobre o cinema e a edição de som não realista.

A montagem da imagem é capaz de mostrar através da sua linguagem diversas informações que não estariam lá. Isso quer dizer que o cinema tem qualidades semi-óticas incalculáveis. Um exemplo: se você colocar a imagem de JW Bush seguida de uma imagem de bomba atomica e depois uma de um leão trucidando uma presa, você entenderia que Bush ataca as coisas com fúria, como um leão com fome. Ou que Bush tem o poder de um bomba, o vigor e a vontade de um leão, ou que ele ataca sem pensar, com bombas e dentes... a questão é que essas três imagens separadas não dizem nada disso, mas em conjunto elas formam uma terceira imagem.

O som também é capaz de criar essa terceira "imagem". por exemplo: ao invés de colocar essas três imagens, poderíamos deixar apenas a imagem de Bush e ao fundo colocarmos o som de uma bomba atômica e de um leão. Isso pode não só dar o mesmo sentido como trazer novos sentidos. A voz de Bush poderia ser um rugido de leão, dando a entender que qualquer coisa que ele fala é blablabla vou comer todos vocês bla bla bla.

Lembre-se que o som é capaz de criar novas imagens. O som e a imagem vivem juntos.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

Sobre a edição de som no cinema: dentro e fora do quadro cinematográfico

Assim como a edição de imagem, a edição de som que cria a sensação de realidade do cinema. O som, assim como a imagem, nos faz embarcar no cinema. Você já viu um filme sem som? Como já dizia um professor meu, o Zé Gatti: o cinema sempre foi sonoro. mesmo quando os filmes não tinham uma "banda de som", tinha alguém fazendo musica, ou mesmo narrando o filme enquanto ele passava na tela. Aliás, ter um narrador dentro da sala para o filme foi um hábito que durou até pouco tempo na cinematografia do Japão.

Para se editar o som, temos que lembrar sempre do efeito que o cinema tem com o enquadramento. Diferentemente do teatro, por exemplo, o cinema enquadra o que quer explicitar com a imagem. O que o editor de som tem que fazer na edição não é diferente. Ele "enquadra" o som que deve ser percebido pelo espectador através da mixagem, mudando volumes, selecionando sons que devem ser mostrados e os que devem ser omitidos.

Algo que aprendi com Ismail Xavier é que o enquadramento de mostra uma fração da realidade no momento da captação. O espaço visto pela câmera fornece elementos que nos facilitam entender o espaço "fora da tela", como por exemplo um primeiro plano de um rosto, que nos da a entender que ali tem um corpo inteiro, ainda que só vejamos o corpo.

Se você, por exemplo, em uma edição sonoramente realista/naturalista, vê ao fundo no quadro alguns carros em uma avenida não poderia simplesmente "limar" os sons de carro, exatamente porque o espectador veria os carros mas não os ouviria, dando uma sensação de vazio. Então, se houver a nescessidade de recriar os sons do espaço da cena você precisaria colocar os sons de carro. Aliás, se você tiver em mãos uma cena que se passa em uma cidade, temos um termo que chamamos de "bafo de cidade", que seria o som que os carros, as pessoas, as construções fazem. Isso é muito importante, e é uma das formas de colocar o expectador no mesmo ambiente sonoro que o filme.

Para editar o som, lembre-se também que a localização de cada coisa é muito importante para se recriar um ambiente. você deve colocar, de acordo com os seus recursos em mão, os sons nos seus devidos lugares. Em uma edição estereo, que seriam dois canais (direito e esquerdo) você em um diálogo colocaria cada voz do lado que ela vem.

O som é o responsável por localizar o espectador. lembre-se disso.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Os Bons Companheiros - Martin Scorsese, 1990 (Sobre o filme, ou Análise do filme)


Se você gostou de poderoso chefão e gosta do estilo do Scorsese você não vai querer perder essa daqui. Martin Scorsese dirigiu esse filme chamado GoodFelas (Os Bons Companheiros). Esse filme maravilhoso conta a história de Henry Hill, que é um garoto que vive em frente de um ponto de taxi. A parte importante do ponto de taxi é que é lá que alguns dos maiores mafiosos da Nova Yorque se reúnem e também é frente de um restaurante Italiano. Esse garoto sempre quis ser um gangster, e começa a se meter nas conversas do ponto de taxi de forma que acaba se tornando uma espécie de "boy" dos carcamanos. Todo o processo que o menino passa até se tornar um gangster já é maravilhoso, mas a história que vem depois é de babar nos caras mesmo. Não tem porque eu contar a história daí pra frente, até porque o roteiro é tão maravilhoso que não tem como eu falar o suficiente para valer não assistir o filme.

O Filme é baseado em um livro chamado "Wiseguy" que conta a história real de um mafioso, ou seja, a história é baseada em fatos reais.
o filme ganhou vários prêmios e foi indicado a outros. para ver a lista clique aqui.
A trilha sonora é fantástica e muito eclética. ela dá o tom do filme de uma forma maravilhosa. mas realmente a fotografia e os planos do filme são tão fantásticos que eu não me preocuparia em prestar atenção na trilha até porque as musicas não são originais para o filme, tendo músicas do sid vicious, rolling stones... enfim...
De acordo com o IMdb, a cena da sala de jantar com os três gangsters e a mãe de um deles foi boa parte improvisada, inclusive a parte da faca. para quem não assistiu ainda vocês vão gostar muito mais da cena depois dessa informação.
outra coisa legal é que tem uma cena que o personagem Tommy DeVito pergunta para um outro: "do you think i'm funny?... enfim, essa cena foi dirigida e escrita por Joe Pesci, o ator que viveu Tommy DeVito. quem pediu para que ele fisesse isso foi o próprio Martin Escorsese.

se vocês quiserem mais curiosidades sobre o filme acho legal entrarem no IMDB do filme. é só clicar aqui.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sobre mês de julho, trailers e teasers

Pelo menos na minha cabeça, exste uma grande diferença entre "teaser" e "trailer". ambos, defnitivamente, foram criados para divulgação e ambos poderiam ser chamados de teaser (provocador, em inglês). mas o trailer tem como ideia contar um pouco da história, te deixando curioso, e o teaser tem como proposta te convencer a ir ao cinema sem mostrar nada de concreto. Basicamente trailer são aqueles que passam no cinema, grandões e os teasers tem mais daquelas frases curtas sem sentido e é menor.

entrei em um site, se chama trailers de cinema ponto com. e fiquei olhando um pouco. todos os "trailers" que estão lá na verdade são teasers! bem, não que isso acabe com a imagem do site, mas ele deveria divulgar de forma diferente o teaser e o trailer... não sei se é exigência da minha cabeça. outra coisa que reparei é que o Eddy (um amigo meu) estava comigo quando achamos o teaser do Dragon ball!!! muito animados, vimos inclusive que o ator Keanu Reeves estava no filme! achamos fant ástico. então entramos em um site, montado por fãs, que dizia que o teaser nem mesmo tinha sido publicado. o Eddy argumentou comigo, porque eu mesmo mostrei a ele o IMDB, e Keanu Reeves não constava na lista de atores do filme, então era beeeeem possível que o teaser fosse falso. Na verdade o próprio site que vimos o teaser não dizia nada sobre o "escolhido". voltamos para o "trailers de cinema ponto com" e comecei a avaliar com ele o tal do teaser... ERA FALSO! dentro dum site sério! meu deus. se os caras soubessem... aprendemos uma lição... não podemos confiar em tudo que vemos por ai. enfim, no teaser vemos logo de cara um Iphone disfarçado de radar do Dragão, vemos cenas do Matrix com o Morpheus pintado de verde, vemos Vin diesel com um olho a mais, o surfista prateado com um rabo (pra fingir que é o freeza) entre outras computações graficas horríveis, que deixa bem na cara. o Eddy ganhou... vale a pena conferir essa palhaçada. LEMBRANDO QUE O VERDADEIRO TEASER DO FILME NÃO FOI PUBLICADO AINDA. ESSE É FALSO!!!!
Pra ver o teaser FALSO. reparem que a música de fundo é o tema do filme "Requiem for a Dream".

Em Julho temos várias estréias, como o novo Batman, Viagem ao centro da terra, Pequenas histórias, de Helvécio Ratton (o cara que dirigu o menino maluquinho)... enfim... várias estréias.

Nosso querido ator Daniel Radcliffe (o Harry Potter) disse em entrevista sobre o novo Harry que
"há muita energia sexual e haverá algumas metáforas sobre o uso de drogas. será tão polemca como o filme "Trainspottng".

agora eu quero ver... hahahahaha

enfim, muitas novidades e elas não cabem aqui. depois falo mais!

até!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

domingo, 22 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Um beijo roubado (Wong Kar-Wai, 2007)

O último filme do diretor chinês Wong Kar Wai é "My Blueberry nights" (intitulado "Um beijo Roubado" no Brasil é muito interessante. Estrelado por Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weisz e com uma participação inédita de Norah Jones é um filme que conta a história de Jeremy (Law), dono de um restaurante que se apaixona por Elizabeth (Jones), entretanto ela precisa ir embora e o deixa. Então em sua viagem ela conhece algumas figuras que irão mudar sua vida de uma maneira um tanto quanto inesperada. O filme chama a atenção por diversos aspectos.
Primeiramente, uma direção de arte impecável, começando pela concepção do restaurante e indo até os figurinos de cada personagem. Depois, a atuação dos personagens, mesmo não sendo perfeita, é uma atuação um tanto quanto inesperada; os personagens vão nos surpreendendo conforme o desenrolar das ações. A transformação do personagem de Elizabeth é algo que nos comove, nos envolvemos juntamente com o personagem. A figura da torta my blueberry night, vendida no restaurante de Jeremy, é um elemento que trás bastante significado no entender da história.

Enfim...Mesmo sendo de um diretor pouco conhecido, trás uma história e um elenco muito bons que valem a pena ser apreciados...

beijos á todos...

Abaixo, o trailer...








*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vamos Rodar em Julho e agosto!

Eu queria avisar para nossos visitantes assíduos que vamos filmar agora em Julho e agosto!

O roteiro e direção ficaram por minha conta!
e outra coisa! ou curtas nossos saíram e serão exibídos na Reserva Cultural dia 26-06-08 as 2345h, dez reais de entrada e depois tem uma festa e seus dez reais gastos podem ser usados para consumação!!!

ainda estamos decidindo postar os vídeos na internet, graças a falta de qualidade de imagem e som que os provedores oferecem...

té mais!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

Basicamente som direto no vídeo e cinema

Este texto eu to escrevendo com a idéia de continuar o primeiro que escrevi. Para ir ao primeiro texto, onde falo mais uma idéia geral do que é som no cinema e vídeo clique aqui.

Vamos para uma próxima etapa. vou falar ainda basicamente sobre som direto.

O som direto depende de algumas coisas: microfones, gravador de som, técnico e microfonista.

Vou tentar explicar de uma forma simplificada, e num próximo texto eu desenvolvo para cada um destes tópicos.

O técnico de som direto é o cara que vai planejar a captação na hora da produção, ou seja, na hora que forem captar as imagens. Então ele tem que ter algumas coisas em mente: o formato da locação, o que deve ser captado em cada plano e sabendo isso que microfones vai usar. para saber sobre microfones melhor vai pra ESSE post.

o microfonista tem que ser muito habilidoso. não adianta se o técnico planejou bem, se o microfonista não souber se posicionar em cena o som fica uma %$(&T@. ele que segura a vara de boom e aponta o microfone para a cena.

existem várias formas de captar o som direto (gravar). uma delas, a mais usada, é possuir um gravador que receba o time code da camera para depois ficar fácil sincronizar a imagem e o som. mas eu, por exemplo, gravo com um notebook e uma placa de som, chamada de Mbox. a minha tem 4 canais de entrada e ela grava para um programa chamado pró tools. eu prefiro assim.

Bem, da próxima vez falo sobre decupagem de som. qualquer dúvida é só mandar um e-mail com o assunto: dúvida para guilhermferrari@gmail.com

até mais!


*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

Sobre os microfones

Existem diversos tipos de microfones, mas eles se dividem em dois grupos: os Capacitivos (condensadores) e os dinâmicos. Os Dinamicos consistem em um diafragma acoplado a uma bobina de alumínio imersos num campo magnético. Já os capacitivos são aqueles que possuem uma placa fixada muito próxima ao diafragma. Entre a placa e o diafragma é mantida uma carga elétrica polarizada. A grande diferença entre os dois tipos é que o capacitivo precisa ser “alimentado” e o dinâmico não. Alguns capacitivos usam de uma bateria de 9volts para alimentação, outros usam a entrada USB do computador, mais os mais comuns são alimentados por uma fonte externa que gera 48V contínuos. Esses 48V são chamados de Phantom power.

A diferença de captação dois tipos consiste no espéctro de frequências que cada um é capaz de captar. Cada microfone tem uma capacidade diferente mas em geral os capacitivos tem um espéctro bem mais amplo enquanto os dinâmicos ficam apenas com as frequências médias, medias-altas e altas.

Para entender melhor daqui para frente acho melhor ler aqui primeiro.

No som direto usamos os dois tipos de microfone. Aqueles que chamamos de microfone de lapela é um microfone dinâmico, e é bom que seja assim. Graças ao espectro reduzido dos microfones dinâmicos, eles são, como chamamos, mais “duros”, então eles captam os sons mais próximos com mais eficiência, e sons mais distantes sem nenhuma eficiência. Outra coisa que faz a diferência nos lapelas é a direção que eles captam, então temos que levar isso em consideração ao posicionar o microfone.

Outro microfone usado em som direto é o “Shotgun” que normalmente é o colocado na vara de boom. O lapela costuma a ser usado para captar as vozes dos personagens separadamente e o boom serve para captar diversas coisas, exatamente porque o shotgun é um microfone capacitivo. As vozes humanas giram em torno das frequências captadas pelos microfones dinâmicos e os capacitivos são mais aptos a captar o som ambiente, mas também são usados para captar vozes em diversas situações. Em algumas situações não temos onde esconder o lapela no ator e o shotgun é uma boa opção.

Acho que por enquanto é só!


*Guilherme Ferrai é colaborador do Audiovisueiros

Sobre a direcionalidade dos microfones

Os microfones omnidirecionais são aqueles que captam em todas as direções. São igualmente sensíveis para todas as direções.


















Os cardióides captam os sons vindos pela frente com mais intensidade e nas laterais mas com menos intensidade.








Os hiper cardióides e os super cardióides são semelhantes aos cardióides mas conseguem captar um pouco do som vindo de trás.

















Alguns microfones também captam em um formato que chamamos de “figura oito”. Nesta direcionalidade o microfone capta como um cardióide, mas para os dois lados.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Relação Cineasta e sua Obra...

“O espectador é aquele que acompanha a criação de sentido na imagem e se encanta com todos os outros sentidos que não foram propositalmente criados”.


Fazer um filme é sonho alto de muita gente. É maneira de espalhar ideais, expressar sentimentos, inventar teorias, deixar um pedaço seu para o resto do mundo; fazer arte. Fazer um filme, em nossa realidade autoral brasileira, é perseguir, batalhar, persistir, esperar durante sabe-se lá quantos anos por prêmios, parcerias e incentivos. Sendo assim, não é de se surpreender que muitas vezes se estabeleça uma íntima relação de paixão entre “criador e criatura”; cineasta e seu batalhado filme.

Foi só nesta última terça-feira, quando a diretora de cinema Lina Chamie apresentou para os alunos da faculdade seu segundo filme, “Via Láctea”, que me atentei para a complexidade e sensibilidade de tal fato.

Um cineasta cria, estuda, desenvolve, pensa, respira sua obra. Cada um tem suas pretensões e diferentes objetivos, mas inegavelmente compartilham o desejo de que seu filme seja visto e, de preferência, entendido pelo espectador. “Entender” talvez não seja a melhor palavra, “interpretar” seria uma escolha melhor.

Dentro de um bom filme nenhuma cena é irrelevante, nenhum enquadramento ou ruído é vazio de significado. O cineasta espalha suas intenções em cada um dos 24 fotogramas de segundo e cabe ao espectador absorver esses sentidos e moldar sua própria impressão sobre a obra como um todo. Se vinte mil pessoas assistem a um filme, no final, serão vinte mil interpretações, não necessariamente diferentes de sentido, mas cada uma única em sentimentos e sensações.

Pergunto-me, então, como deve se sentir esse tal “criador” no momento em que sua “criatura”, que antes existia coesa em seu imaginário, é mostrada a outras pessoas e submetida as suas interpretações. Ser compreendido ou elogiado há de inspirar grande sensação de satisfação enquanto as críticas ao mesmo tempo em que descontentam devem fazer refletir. É necessário um certo desprendimento da obra para que se possa visualizar sua repercussão. Um filme não pode ser considerado uma obra completamente fechada, ele começa no cineasta, se desenvolve na tela, mas acaba na cabeça de cada espectador.

*Jéssica Puga é colaboradora do Audiovisueiros

domingo, 18 de maio de 2008

Teaser - "O Pensador", dirigido por Fábio Aguiar

Este filme é uma das produções deste semestre da minha galera. Não esta pronto ainda, mas até meio de Junho estará.
O filme é a história de um cara que vive sua vida normalmente até que começa a frequentar "umas festas" e acaba caindo na tentação de pensar. Ele então começa a ficar viciado e não sabe como parar, até que encontra o PA, pensadores anônimos, que vão ajuda-lo a sair do vício.

O filme é um curta de aprox. 15 minutos filmado em digital.
Vale a pena conferir o teaser (uma espécie de trailer que não conta a história do filme e serve apenas para instigar o público), e em breve lançaremos aqui no blog o filme completo!

o teaser é em wide screen, então o lado esquerdo do vídeo está cortado (vocês perceberão quando terminar o teaser e entrar nos créditos...) mas clicando aqui você vai dar no vídeo do tamanho certo!!! é preferível, porque daí vcs veem o teaser direito!!!!!
té mais!


*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

terça-feira, 13 de maio de 2008

Sobre o cineasta Fernando Meirelles e sua nova obra.


Para quem ainda não sabe, o diretor Brasileiro Fernando Meirelles (entre suas obras está "Cidade de Deus" - indicado para 4 oscars e "O Jardineiro Fiel" - também indicado a 4 oscars...), que é da equipe da O2 Filmes completou a pouco a versão final do filme "Blindness" que irá para o litoral sul francês para abrir a 61ª edição do festival de Cannes. Fernando Meirelles é arquiteto e passou a dirigir programas independentes para TV nos anos 1980, comerciais nos anos 1990 e finalmente longa-metragens no século XXI.
O filme "Blindness" é uma adaptação para cinema do livro "Ensaio sobre a segueira", de José Saramago. Posso levar pedradas por isso mas não gostei do livro, porque não é muito o meu tipo de leitura (é muito pesado e tem algumas coisas que eu não escreveria e nem filmaria), masssss tanto Meirelles quanto Saramago são mmmmuito aclamados pelo público, culto ou não.

Enfim, o filme foi rodado em SP e até onde eu sei todos os atores principais são americanos. Li que algumas partes do filme são "reproduções de quadros" de forma cinematográfica. Meirelles disse: "A idéia de reproduzir quadros num filme não é original mas, nesta história sobre visão, trazer referências do imaginário humano ao longo do tempo pareceu fazer algum sentido". um exemplo que ele deixou passar para a mídia é uma referência a um quadro de Pieter Bruegel. Abaixo, a foto do "Estado de S ão Paulo" - tirada no set de filmagem - e do quadro referido:




Meirelles ainda fez um comentário no blog do filme que vale a pena ler: "Fora este Brueguel, quem conhece um pouco de pintura vai identificar referências a Hieronymus Bosch, Rembrandt, Malevitch, alguns dadaístas, cubistas, Francis Bacon, gravuras japonesas, e principalmente algumas telas do Lucien Freud que nem referências são, são cópias mesmo. Homenagem. O que me espantou ao reproduzir estes quadros foi constatar que apesar do nosso empenho em buscar imagens expressivas no filme, cada vez que estas referências aparecem na tela elas saltam. Isso talvez explique porque estes artistas resistiriam ao tempo. Em seus trabalhos, conseguiram alguma espécie de síntese que mesmo nessas cópias, fora do seu tempo, ainda continuam expressivas."


é isso ai. agora vale a pena esperar para ver o que esse Brasileiro fez com a obra de Saramago.
Para quem não assistiu "Cidade de Deus", um aviso: não conte para ninguém que não viu, passe hoje na locadora, assista, repare no filme todo mas principalmente na sequência inicial (que eu adoro e vivo dando de exemplo) e depois venha aqui, finja que assistiu a um tempão e fale o que acha!

até mais!
- Teaser do filme "Blindness" dirigido por Fernando Meirelles:







*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Estômago (Marcos Jorge, 2008)

Ontem fui ao cinema assistir "Estômago", do diretor Marcos Jorge, estreante em longa-metragens.

O filme chama atenção principalmente pela atuação do protagonista, João Miguel ( "Cinema, aspirinas e urubus", "O céu de Suely"), um ator simplesmente fantástico, marcante por suas expressões e por seu sotaque nordestino.
A história é bem simples, entretanto o roteiro é construído de uma maneira muito interessante. A escolha narrativa foi determinante para o desenrolar da narrativa fílmica. O filme se passa basicamente em dois ambientes: uma cadeia e um restaurante italiano. Raimundo Nonato vive nesses dois ambientes. Ao mesmo tempo que vemos o personagem tentando se adequar as normas da cadeia, vemos também, através simplesmente de cortes, Raimundo aprendendo como cozinhar em um restaurante bacana, ou seja, sabemos que ele esteve de verdade nos dois ambientes, mas não sabemos em que ordem isso aconteceu, ele cometeu um crime a agora tenta sua redenção, ou algo irá acontecer em sua vida que o fará cometer um crime?
Somente vendo o filme!
O filme apresenta altos e baixos, como qualquer obra audiovisual, nuances no roteiro, coisas que incomodam, coisas que nos fazem pensar, e coisas desnecessárias.
Não sei por que mais o filme me lembrou um pouco o longa-metragem de animação da Disney "Ratatouille", principalmente pelo personagem principal, tendo que se adaptar a um mundo que não lhe pertence, e tendo como arma uma única habilidade, saber cozinhar.

Vejam o filme, e depois nos contem o que acharam!

Bjs e abraços a todos!


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

terça-feira, 6 de maio de 2008

Visita - Laís Bodanzky

Na semana passada, recebemos aqui em nossa faculdade a visita de Laís Bodanzky, diretora dos filmes: "O bicho de sete cabeças" e o mais recente "Chega de Saudade".

Uma pessoa muito simpática e atenciosa, respondeu as perguntas com bastante disposição. Vou transcrever alguns pontos que julguei importantes no decorrer do encontro.

Primeiramente assistimos ao Making-of do filme, um material muito interessante que deu base para as perguntas. No começo a discussão foi pro lado da produção em si, quanto a captação de recursos, as parcerias com as co-produtoras, o processo que durou quatro anos, desde a elaboração do roteiro(Luiz Bolognesi) até o lançamento do filme. O filme teve orçamento total de 5 milhôes de reais (confesso que achei que tinha sido mais barato) e foi rodado em 6 semanas, se não me engano, em uma casa de bailes na zona oeste da capital paulista. Uma questão muito interessante que foi levantada foi a respeito da preparação de elenco feita por Sérgio Penna (O bicho de sete cabeças, Contra Todos, Carandiru), e ela disse que o trabalho do Sérgio foi fundamental, tanto no elenco principal, ensaios com todo o elenco junto, trabalhando personagem, exigindo bastante da direção de atores, como no elenco de apoio que eram, quase em sua maioria, pessoas que freqüentavam esses bailes noturnos, e que sempre diziam: Nossa! É exatamente desse jeito que acontece!
Outro importante da discussão foi a escolha fotográfica para o filme. Como foi rodado em película 16mm, sempre existe a sensação de que o filme está com a imagem granulada. Então a Laíz nos explicou que isso foi uma opção adotada por ela e pelo fotógrafo(Walter Carvalho), a presença constante do primeiro plano, a câmera na mão que toma conta do espaço, que nunca para, que te faz se sentir dentro do baile de verdade. E como disse Geraldo Ribeiro(Técnico de som direto do filme): "O Walter(Carvalho) é 0% razão e 100% emoção", portanto microfonistas se preparem porque ele pode movimentar a câmera a qualquer momento.

Foi um papo descontraído e bem bacana!

E quem assistiu o filme espero que tenha gostado, e quem não viu, por favor veja!

Até a próxima, Abraços a todos...


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sobre uma (nem tão) nova mídia...

A internet esta invadindo o mundo da tevê e do cinema já faz algum tempo. Agora comemos pipoca na frente de uma tela de computador. Vale lembrar que fiquei com minha namorada pela primeira vez assistindo um filme na tela do meu macbook! Enfim, o mundo não é mais o mesmo.

Pra começar pelo youtube que já invadiu o mundo dos vídeos caseiros e profissionais. Para quem não quer perder tempo navegando pelos trilhões de vídeos do youtube existem sites que tem mais cara de canal de televisão como o playtv que para dar certo precisa que visitantes que conheçam a grade horária. Entrei hoje lá pois fiquei sabendo que o curta metragem "Barba", um filme feito pela produção do site para divulga-lo em salas de cinema vai concorrer na categoria "melhor filme publicitário" em Cannes. Mas não pude ver nenhum vídeo a não ser o curta que foi indicado pois eles tem horário marcado, e hoje a programação começa as 17h. Quem sabe não dou uma passada por lá para ver um pouco! Existe um outro site chamado alltv hosteado no servidor da IG que tem uma cara parecida. E para quem não gosta de ficar preso em horários, o próprio youtube tem canais criados pelos próprios usuários, e existem sites como o mania tv que tem seu conteúdo muito mais hipermidiático, pois você pode navegar pelos programas "sem hora marcada". Hipermídia é um conceito fantástico. Qualquer dia falo só disso, mas vai tomar mais de um post.

Encontrei também um site chamado web tv list que teoricamente te ajuda a achar tvs pela internet americanas, mas ainda não tive tempo de navegar...

Mas pra completar com fofoca fiquei sabendo pelo jornal Metro que o "High school musical 3" começou a ser filmado neste final de semana. Pra quem tem filho fanático (ouvi a história do "filho fanático por high school" diversas vezes...) pode esperar sentado, porque "essas coisas" demoram cerca de um ano para sair do forno.
To esperando mesmo o longa do Speed racer.

Estou postando a ficha técnica do curta da Playtv e o vídeo aqui para vocês darem uma olhada (tem 2:16 minutos)
FICHA TÉCNICA:

CLIENTE: PLAY TV
TÍTULO: BARBA
PRODUTO: INSTITUCIONAL
DIREÇÃO DE CRIAÇÃO: FABIO FERNANDES / EDUARDO LIMA
CRIAÇÃO: FABIO FERNANDES / EDUARDO LIMA / MARCELO NOGUEIRA / LUCIANO LINCOLN
RTVC:REGIANI PETTINELLI
ATENDIMENTO: IVAN MARQUES / PATRICIA BULHÕES
PLANEJAMENTO: FERNAND ALPHEN / JOSÉ AUGUSTO PORTO
MÍDIA: MARCO FORMOSO / DOUGLAS NASCIMENTO / FÁBIO BARACHO
PRODUTORA: PRODUTORA ASSOCIADOS
DIREÇÃO: PEDRO BECKER
FOTOGRAFIA: FERNANDO OLIVEIRA
MONTADOR: PEDRO BECKER
PRODUÇÃO: PRODUTORA ASSOCIADOS / KAFKA FILMES
FINALIZAÇÃO: CASABLANCA / PRODUTORA ASSOCIADOS
PRODUTORA DE SOM: TESIS
MAESTRO/PRODUTOR: SILVIO PIESCO
APROVAÇÃO DO CLIENTE: JONAS SUASSUNA, LEONARDO, PAULO LEAL E ANDRE VAISSMAN.


*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Vejam só vocês, quanta coisa boa...

Resolvi que se der tempo vou a cinema hoje, ver "Estômago", do diretor Marcos Jorge (diretor de filmes como "O encontro", curta premiado em gramado, no festival de curitiba...) que tem no elenco João Miguel (atuou em "O céu de suely", "Cinema, aspirinas e urubus"...). Assim que sair da sessão pretendo fazer uma crítica... dizem que é bom...
E vocês não sabem da nova! Agora temos uma academia brasileira de cinema! não que ela seja super nova, foi fundada em 20 de maio de 2002, mas agora estão dizendo por ai que o "grande prêmio VIVO de cinema" esta ganhando seu espaço. Pra saber mais é só clicar aqui que você vai dar no site oficial da academia. O premiado do ano passado foi "O ano em que meus pais saíram de férias", do Cao Hamburguer, diretor do "Castelo ra-tim-bum". Este eu ainda não vi.
Mas enquanto vemos os filmes aqui do Brasil, Rodrigo Santoro vai participar do novo longa estrelado por Jim Carrey, chamado "I love you Phillip Morris". Nosso astro está fazendo uma ótima carreira, pelo menos ao meu ver... O elenco conta também com Ewan McGregor, que inclusive estará no elenco do filme "Anjos e Demônios", baseado no livro escrito por Dan Brown que antecede a famosa saga do "Código da vinci".
E parece que o filho adotivo do casal Cruise e e Nicole Kidman vai estrear no cinema. Já esta com treze anos, e ele fará o papel do personagem estrelado por Will Smith quando jovem. Diz Tom Cruise que está muito orgulhoso de seu filho pois ele teve de passar por todos os testes de elenco e não teve ajuda de ninguém para conseguir o papel... sei, sei... vou eu lá fazer um teste...

Enfim, muita coisa rolando.

Até um outro encontro!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Uma Enrolação só!

Então pessoal, visitantes, amigos!

Para quem ainda não sabe, lá na faculdade estamos fazendo alguns curtas metragens para concluir o semestre, e está uma correria só! Então eu e o Renan tivemos de cancelar nossa reunião de hoje! Forças maiores... O Renan está agora na locação, que hoje é uma quadra de futebol (se eu não me engano), e hoje mesmo quando saí da faculdade estavamos verificando equipamentos. No final do semestre os vídeos estarão postados aqui! Mas mesmo sem a presença do Renan, acho que posso simular um relatório, falando um pouco dos projetos que estamos envolvidos.

Eu estou em quatro projetos, e deles, dois o Renan também está.
Semana passada tivemos uma pequena pedra no sapato: já era a segunda vez que a locação era a minha casa, mas o grupo teve de gastar uma diária a mais de filmagem graças a atrasos (pois na pré produção planejamos apenas um dia na minha casa). Faltavam poucas cenas e não demoraríamos muito para finalizar lá em casa. Eis que começamos a sentir um cheiro de queimado. O Dedo Light (refletor) deu um curto circuito e queimou o cabo de energia! ficamos com um refletor a menos.

Um outro grupo que faço parte esta filmando um monte de cenas na casa de uma menina do grupo, e eles inclusive pintaram as paredes!!! se um dia vocês quiserem pintar sua casa, ofereçam-na como locação.

Em um outro grupo tivemos um problemão, porque uma das cenas foi filmada em um beco no Bairro do Socorro, no fim de tarde. Então, como já era de se esperar, foram roubados. Mas uma coisa incrível é que os ladrões não levaram os equipamentos, apenas a vara de Boom! Aquela vareta que segura o microfone! hahahahaha Eu não estava na locação, e deixei os meus walk-talks com eles (foram roubados...), mas o Julio (diretor de fotografia) me contou que antes deles roubarem viraram para eles e perguntaram: "isso é pra chamar a polícia?!". O Júlio, desesperado (coitado), falou com a maior pressa do mundo:
"não não! um fala com o outro! um fala com o outro!"

Dias depois, quando foram filmar em outra locação que era em uma rua, os meninos do grupo tiveram que ficar de guarda em volta do set, e uma das meninas do grupo (Heloisa, ass. de direção) fez um comentário que descreve bem a cena:
"Seria cômico se não fosse trágico..."



Enfim, apesar dos pesares, tudo está indo bem. Estressante, mas funcionando...

Até mais!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Happy ending (falando sobre...)

Post inspirado em comentário do Ernesto.

Já vi muita gente falar de final de filme. Tem gente que fica puto quando alguém conta o final de um filme. Tem gente que gosta de final inteligente, sarcástico, simples, leve. E tem gente que gosta de happy end.
Happy end existe desde que nasceu a narrativa. Não que não exista outra boa alternativa para um final bom, mas em boa parte das mídias contadoras de história a grande maioria dos finais é feliz! Depende de qual mídia.

Mas eu não to aqui nesse post para falar de qualquer mídia. Nesse caso eu quero enfatizar o cinema.
O cinema ainda é um bebê, e quando ele surgiu (o nascimento pode ser datado próximo de 1900) outras formas de contar história já existiam. O cinema tentou vários caminhos, entre o circo, experimento científico... e nenhum deles pode se dizer que foi fracassado, pois eles fazem parte do trajeto que fez o cinema ser o que é hoje. Mas chegou um dado momento que o cinema ganhou uma forma. Nas duas primeiras décadas do século XX, um cara chamado David W. Griffith, fez alguns filmes que lhe tornaram o grande responsável pelo desenvolvimento e pela consolidação da linguagem do cinema como a conhecemos hoje.
Essa linguagem ai, que eu falo, tem essa história de happy end.

mas chega de contar a história, o ponto que eu queria chegar é: um filme, para ser bom, não precisa ter happy end. Existem filmes que tem finais bem diferentes de um happy end e são muito bons.

Mas esses exemplos eu quero deixar para vocês. Que filmes lhes chamaram a atenção no final?

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

terça-feira, 22 de abril de 2008

As trilhas de Danny Elfman, PARTE 1



Danny Elfman (Daniel Robert Elfman) passou a trabalhar com trilha sonora depois de se envolver com o mundo da música, quando mudou-se ainda jovem para Los Angeles e fez uma banda com seu irmão chamada “The Mystic Knights of Oingo Boingo”. A banda tornou-se importante no meio underground dos EUA e apareceu em filmes como “de volta para escola”, e compondo inclusive a música tema de “Mulher nota 1000”. Em 1980 Danny Elfman cria a trilha do filme de seu outro irmão chamado “Forbidden zone” e em 1985 é chamado por um fã de sua banda, o hoje muito famoso Tim Burton (Diretor de filmes como “Edward mãos de tesoura”, “Beetlejuice”...), para fazer a trilha de seu primeiro projeto, o curta metragem chamado “Pee-wee’s big adventure”. Esse projeto gerou uma parceiria que dura até hoje, e Danny Elfman faz boa parte das trilhas sonoras dos filmes de Tim Burton. Em 1993, Danny é indicado para o Golden Globe pela trilha do musical animado “Estranho mundo de Jack”, também dirigido por Tim Burton, na qual ele canta algumas das músicas e inclusive co-produziu o projeto e em 1997 é indicado ao oscar por duas trilhas: “Men In Black” e “Gênio indomável”.

Outros projetos conhecidos de Danny Elfman são por exemplo a trilha do filme e o tema da série de televisão “Os Simpsons”, as trilhas dos filmes “Spider man”, “O Cavaleiro sem cabeça”, “Batman Returns”, Big fish”, a nova versão de “A Fantástica fábrica de chocolate”, “A noiva-cadáver”... e uma indinidade de outras obras que provavelmente você já viu.

Quer saber mais?
Entre no IMDB do Danny Elfman:
http://www.imdb.com/name/nm0000384/

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

domingo, 20 de abril de 2008

Reality Show

Quantos reality shows vocês acham que existem no mundo? Começemos pelo google. quando “googlei” a palavra reality show tive a seguinte resposta: “Resultados 1 - 10 de cerca de 22.900.000 para reality show. (0,18 segundos)”. Vocês sabem quão absurdo é isso? Procurando a bíblia você tem 25.900.000!!! a diferença é que a bíblia tem uns 2000 anos a mais de idade!
Mas não tem só isso de interessante sobre os reality shows. Fiz uma pequena pesquisa sobre os reality shows e vi que realmente, nos dias de hoje, esse formato de programa conquista uma legião imensa de fãns.
Se tentarmos, podemos observar cinco grandes categorias de reality shows: os reality shows semelhantes ao “Survivor”, que um grupo de pessoas é submetido a falta de produtos básicos para a sobrevivência e têm que buscar como se sustentar dentro de um ambiente hostil e competitivo; os reality shows do tipo “Big brother” que submete um grupo de pessoas a viver dentro de uma casa sem contato com o resto do mundo e acabam se envolvendo em diversas intrigas; tipo academia artística, que um grupo de espirantes a artístas profissionais tentam ganhar o crédito de um grupo de especialistas no assunto e o público; tipo casal, que uma pessoa solteira é disputada por um grupo de interessados/as; e tipo busca de emprego, que um empresário submete um grupo de candidatos tenta conquistar os valores de um bom funcinário em suas concepções e no final fica com um para a sua empresa.
Mas o que tem de tão especial esses programas que de alguma forma mostram apenas a vida real? Acredito que essa resposta começe dizendo que a pergunta não está correta. Os reality shows não mostram a realidade como ela é, primeiro porque teoricamente não podemos mostrar na teve a imagem de ninguém sem a prévia autorização. Isso significa que as pessoas que estão sendo filmadas sabem que estão ou estarão na teve. Outra coisa é que todos esses programas são manipulados por roteiros previamente pensados para que deêm audiência, e então, dinheiro. É claro que isso é uma nescessidade mas eles deixam de ser o que teoricamente faz as pessoas assistirem. Mas tem coisas que chamam ainda mais a atenção, que é o desejo que está em todo ser humano de espiar, e se o cara não se interessa nada por esse estilo de programa deve ser porque essa pessoa já tem em algum lugar na sua vida esse desejo de espiar os outros suprido.
Para não deixar esse artigo tão longo eu paro a discução por aqui e dou a palavra a vocês, mas antes eu já recomendo o que me trouxe a inspiração para esse post, que foi o filme “EDTV” do diretor Ron Howard. Também postado no tópico Gui Ferrari está a minha crítica do filme.

Por enquanto é só!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

Crítica do filme "EDTV" (Ron Howard, 1999)

Um filme bem agitado, "EDTV" é um longa metragem bem interessante. Mostrando de uma forma crítica e hilariante a fama gerada pelos reality shows aos seus participantes ele quase vê o futuro desse tipo de programa. Lançado em 1999, ano anterior ao Big brother, é a história de um texano chamado Ed, que aceita participar de um programa reality show 24 horas. O canal de teve irá filma-lo durante o dia todo, e o programa não será editado. Tudo parece rolar bem até que ele começa a namorar a ex-namorada de seu irmão mais velho. Enfim, no final das contas, é um filme divertido e leve, com um roteiro simples mas muito bem desenvolvido, mas não ganha no quesito inovação do filme “The Truman Show”, estrelado por Jim carrey, que veio exatemente um ano antes (1998) e tem diversas qualidades que pra mim são mais inovadoras do que as de seu irmão mais novo “EDTV”. Mas “EDTV” é um filme bacana que que não deixa a desejar, como a maioria das criticas que vi na internet falam, pois no caso do filme “The Truman show”, o personagem não sabe que sua vida é um reality show, e no caso dele a própria cidade em que ele vive é falsa e feita de cenários e atores. Já na história de “EDTV”, o personagem sabe que será filmado 24 horas e vive em uma cidade normal, que inclusive assiste o programa dele.
Enfim, acho que vale assistir os dois e dar a sua opinião…


*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros