quinta-feira, 24 de julho de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Steven Spielberg, 2008)

Steven Spielberg e George Lucas são a dupla dinâmica do cinema. No novo filme da franquia Indiana Jones, a qual Lucas produz e Spielberg dirige, percebemos que além de grandes amigos, os dois cineastas continuam muito talentosos. O novo Indiana é simplesmente fantástico, Harrison Ford retoma o papel que lhe deu grande fama internacional, trazendo consigo novas promessas do cinema. A participação da sensacional Cate Blanchett (Notas sobre um escândalo, Babel), como agente russa, e do ainda novato Shia LaBeouf(Transformers) num papel também muito interessante. Acompanhado pela belissíma trilha do maestro John Williams, o filme não deixa a desejar em nenhum aspecto, é diversão e aventura do começo ao fim, entretenimento para toda a família. Parece um daqueles filmes em que os cineastas fazem como se fosse uma brincadeira, do tipo: Ah Harrison você já sabe como é né? Então vamo lá, pode começar. Liga a Câmera! A história original é de George Lucas, e o nome do personagem veio de seu cachorro: Indiana Jones!

Vendo assim, fazer cinema parece até birncadeira de criança...

bjs pessoal, até a próxima...

*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

Como funciona a decupagem de uma cena? (decupar um roteiro I)

Decupar um roteiro significa pegar aquelas letrinhas escritas em um papel e transforma-las em cinema ou vídeo. Isso significa que você vai criar a forma como vamos ver aquela cena.
Resolvi pegar uma cena do filme "Batman - Begins" no youtube para dar de exemplo.

Vamos começar descrevendo a cena:
Não vou escrever o diálogo por ser longo e nesse caso desnecessário. mas temos um diálogo entre Bruce Wayne e Henri Ducard, e eles estão em uma espécie de prisão. um lugar escuro e feito de pedras.
em um roteiro teríamos a descrição do local e da situação para depois termos o diálogo.

ao olhar esta cena poderíamos dizer que só temos isso para analisar? não.
Podemos ver mais ou menos como a cena foi decupada.

se você observar a cena verá que ela tem 27 cortes, feitos na montagem, é claro.
e esses cortes, significam que a camera filmou pelo menos dois planos, ou seja, ela filmou a mesma cena de pelo menos dois lugares diferentes.
Agora, quais são esses planos?
Tenho que lembra-los que o cinema em geral usa apenas uma camera, então um diretor maluco porderia fazer 28 planos diferentes (ou seja, filmar a mesma cena 28 vezes) e depois junta-los na montagem, mas isso certamente não foi feito.
se você avaliar novamente verá que essa cena, como foi feita, poderia usar de apenas três planos. um que começa com o corpo de Bruce quase inteiro em quadro e faz um traveling (movimento da camera) para frente até fechar o plano no rosto de Bruce. Outro plano seria um que pega Henri da cintura para cima e faz um traveling para trás, e a aproximação do plano em Ducard se dá pelo movimento do próprio personagem. e uma terceira camera pegaria Bruce pelas costas de Henri Ducard, acompanhando o movimento dele.
Repare que o "movimento" da cena se dá pelos travelings em direção ao Bruce, conforme ele vai "realizando" em sua cabeça a "natureza" da conversa. isso significa que a decupagem da cena levou isso em conta.

Então como teria sido a decupagem dessa cena caso minhas considerações estejam corretas:
cena X, 3 planos.

Plano 1: plano médio de bruce com ele em pé. traveling para frente durante o movimento dele até o chão se transformando em um plano fechado. ação completa.
plano 2 (contra plano do primeiro plano): plano médio de Henri. começa parado, e inicia um traveling para trás quando Ducard começa a se movimentar. movimento da camera mais lento que o movimento do personagem, fechando o plano.
Plano 3: "over the sholder" de Ducard, pegando bruce.

(segundo post sobre decupagem? clique aqui!)

qualquer dúvida e-mail pra mim! guilhermferrari@gmail.com

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Heath Ledger, Pandas que lutam kung-fu e Agentes numerados

Bem, gostaria de pronunciar que fui assistir o Batman, e não me arrependi. Masssssss

Enfim, gostei muito do filme, ficou muito bonito. o roteiro ficou maravilhoso, e TODOS os atores superaram minhas expectativas, com exceção de Christian Bale, que eu já esperava muito. O que as pessoas estão falando por ai muito é do Heath Ledger, e isso não deixa de ser a força da mídia jogando em cima da morte do cara. Mas, ele realmente surpreende, e mesmo eu lhes falando que ele surpreende ele vai continuar surpreendendo... hehehe
Vale a pena assistir, mas não vão esperando o melhor filme do ano porque fará vocês terem expectativas de mais.
Logo depois de ver o Batman aluguei o "Devorador de Pecados", que tem um clima parecido com o Constantine, mas um pouco mais misterioso, e mais lento. O devorador de pecados conta com Heath Ledger no papel principal, e vale a pena conferir porque o filme é bem bacana. Não é um terror, ainda que seja classificado assim nas locadoras, eu colocaria como suspense.

Assisti também Kung-fu Panda, com a voz do maravilhoso Jack Black. Morri de dar risadas. foi a melhor animação que vi nos últimos tempos. RECOMENDADÍSSIMO! o desenho conta com as vozes de Jack Black, Angelina Jolie, Jackie Chan... Conta a história de um panda que queria lutar Kung fu, mas na verdade vende macarrão com seu pai e esse é seu legado. Mas por acidente ele vira o escolhido para salvar sua cidade da desgraça total através da luta, e tem que aprender a lutar mesmo sendo gordinho e desajeitado.

Assisti também nas férias o agente 86. Outro filme que me surpreendeu. vi uma matéria com o Steve Carell em que ele dizia que tentou representar de forma fiel a primeira versão do agente, mas eu poderia dizer que não rolou. O filme é muito engraçado, me diverti (ainda que não saia da classificação "piada farofa") mas quem conhece S.Carell sabe que ele tem o jeito dele de interpretar as coisas, que não seria possível ele fazer nem parecido com o anterior.

Outro dos nossos agentes numerados é o James Bond, interpretado por Daniel Craig, dirigido por Marc Forster. O filme da vez é o "Quantum of Solace". Estão dizendo por ai que vai ser melhor que o "Cassino Royale". Para quem não viu D.Craig na pele do James Bond eu posso dizer algumas diferenças entre ele e Pierce Brosnan fazendo o mesmo personagem. O novo James bond é menos charmoso, e mais encrenqueiro. Em compensação, para quem achava uma palhaçada as tecnologias do anterior este usa menos aparatos tecnológicos para se dar bem, e inclusive o carro dele no Cassino Royale não foi destaque de nada.


Estou surpreso com a qualidade dos novos filmes! vamos torcer para continuar assim! ta dando gosto de ir no cinema!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

terça-feira, 22 de julho de 2008

Speed Racer, Homem de Ferro e O Incrível Hulk

Falando um pouco do cinemão americano, gostaria de falar um pouco sobre esses três filmes que vi recentemente...

Speed Racer, mais um trabalho dos genias irmãos Wachowski(Trilogia Matrix, V de Vingança), uma adaptação do famoso desenho dos anos 80, conta a história do jovem Speed Racer que sonha em se tornar um grande piloto de corrida. Apesar do fraco desempenho nas bilheterias de todo o mundo, o filme se resolve em sua proposta. As cores vivas e exageradas permeiam o filme todo, algo que me surpreendeu, pois achava que só funcionasse nas corridas, ou seja, o ambiente estilizado e carregado permeia o filme todo. Apesar de ser uma adaptação de um desenho infantil, o filme marca forte presença nas impressionantes cenas de velocidade, e também não deixa a desejar quanto a história, que promete uma boa continuação...

Homem de Ferro, com certeza o melhor dos três, é uma adaptação dos quadrinhos. Robert Downey Jr. se encaixou perfeitamente no papel, e apresentou a história de maneira brilhante. Um vendedor de armas que passa por uma catástrofe e é obrigado a mudar sua postura. O filme explora a apresentação do herói, assim como no primeiro Homem-Aranha(2002), e deixa algumas características do herói para serem exploradas em filmes posteriores, como seu alcoolismo por exemplo.
Com efeitos especiais fantásticos, Homem de Ferro é entretenimento de primeira...

O incrível Hulk trás dessa vez Edward Norton no papel do cientista Bruce Banner. Muito diferente e (na minha opinião) muito melhor construído que o "Hulk" de Ang Lee(2003), o filme já começa com o Dr. Banner(Norton) procurando uma cura para sua "doença", sendo assim ele passa o filme todo foragido, até o momento em que é requisitado para combater um vilão à altura e com muito mais "raiva" do que ele próprio. Como vem sendo uma característica dos filmes de super-herói atuais, essa versão trás um Hulk muito mais complexado e muito mais preocupado com o "EU" interior, a batalha do herói com ele próprio, uma questão existencial. O personagem se adaptou muito melhor, o figurino é muito mais condizente com o original(Série de Tv americana) e as atitudes também. Norton gostou tanto do projeto que colaborou no roteiro e acabou sendo um dos produtores. Vale o ingresso...

Até mais gente...bjs a todos...

*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Edição de som não realista: O básico

Não é todo filme que tem como objetivo mostrar da forma mais fiel possível dentro da linguagem do cinema o mundo como ele é. Aliás, na minha percepção, poucos filmes realmente tem esse objetivo.

Claro que falo isso de forma completamente vazia, exatamente porque uma discussão sobre o cinema e a realidade não é o que quero iniciar.
Gostaria de falar, na verdade, sobre o cinema e a edição de som não realista.

A montagem da imagem é capaz de mostrar através da sua linguagem diversas informações que não estariam lá. Isso quer dizer que o cinema tem qualidades semi-óticas incalculáveis. Um exemplo: se você colocar a imagem de JW Bush seguida de uma imagem de bomba atomica e depois uma de um leão trucidando uma presa, você entenderia que Bush ataca as coisas com fúria, como um leão com fome. Ou que Bush tem o poder de um bomba, o vigor e a vontade de um leão, ou que ele ataca sem pensar, com bombas e dentes... a questão é que essas três imagens separadas não dizem nada disso, mas em conjunto elas formam uma terceira imagem.

O som também é capaz de criar essa terceira "imagem". por exemplo: ao invés de colocar essas três imagens, poderíamos deixar apenas a imagem de Bush e ao fundo colocarmos o som de uma bomba atômica e de um leão. Isso pode não só dar o mesmo sentido como trazer novos sentidos. A voz de Bush poderia ser um rugido de leão, dando a entender que qualquer coisa que ele fala é blablabla vou comer todos vocês bla bla bla.

Lembre-se que o som é capaz de criar novas imagens. O som e a imagem vivem juntos.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

Sobre a edição de som no cinema: dentro e fora do quadro cinematográfico

Assim como a edição de imagem, a edição de som que cria a sensação de realidade do cinema. O som, assim como a imagem, nos faz embarcar no cinema. Você já viu um filme sem som? Como já dizia um professor meu, o Zé Gatti: o cinema sempre foi sonoro. mesmo quando os filmes não tinham uma "banda de som", tinha alguém fazendo musica, ou mesmo narrando o filme enquanto ele passava na tela. Aliás, ter um narrador dentro da sala para o filme foi um hábito que durou até pouco tempo na cinematografia do Japão.

Para se editar o som, temos que lembrar sempre do efeito que o cinema tem com o enquadramento. Diferentemente do teatro, por exemplo, o cinema enquadra o que quer explicitar com a imagem. O que o editor de som tem que fazer na edição não é diferente. Ele "enquadra" o som que deve ser percebido pelo espectador através da mixagem, mudando volumes, selecionando sons que devem ser mostrados e os que devem ser omitidos.

Algo que aprendi com Ismail Xavier é que o enquadramento de mostra uma fração da realidade no momento da captação. O espaço visto pela câmera fornece elementos que nos facilitam entender o espaço "fora da tela", como por exemplo um primeiro plano de um rosto, que nos da a entender que ali tem um corpo inteiro, ainda que só vejamos o corpo.

Se você, por exemplo, em uma edição sonoramente realista/naturalista, vê ao fundo no quadro alguns carros em uma avenida não poderia simplesmente "limar" os sons de carro, exatamente porque o espectador veria os carros mas não os ouviria, dando uma sensação de vazio. Então, se houver a nescessidade de recriar os sons do espaço da cena você precisaria colocar os sons de carro. Aliás, se você tiver em mãos uma cena que se passa em uma cidade, temos um termo que chamamos de "bafo de cidade", que seria o som que os carros, as pessoas, as construções fazem. Isso é muito importante, e é uma das formas de colocar o expectador no mesmo ambiente sonoro que o filme.

Para editar o som, lembre-se também que a localização de cada coisa é muito importante para se recriar um ambiente. você deve colocar, de acordo com os seus recursos em mão, os sons nos seus devidos lugares. Em uma edição estereo, que seriam dois canais (direito e esquerdo) você em um diálogo colocaria cada voz do lado que ela vem.

O som é o responsável por localizar o espectador. lembre-se disso.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Os Bons Companheiros - Martin Scorsese, 1990 (Sobre o filme, ou Análise do filme)


Se você gostou de poderoso chefão e gosta do estilo do Scorsese você não vai querer perder essa daqui. Martin Scorsese dirigiu esse filme chamado GoodFelas (Os Bons Companheiros). Esse filme maravilhoso conta a história de Henry Hill, que é um garoto que vive em frente de um ponto de taxi. A parte importante do ponto de taxi é que é lá que alguns dos maiores mafiosos da Nova Yorque se reúnem e também é frente de um restaurante Italiano. Esse garoto sempre quis ser um gangster, e começa a se meter nas conversas do ponto de taxi de forma que acaba se tornando uma espécie de "boy" dos carcamanos. Todo o processo que o menino passa até se tornar um gangster já é maravilhoso, mas a história que vem depois é de babar nos caras mesmo. Não tem porque eu contar a história daí pra frente, até porque o roteiro é tão maravilhoso que não tem como eu falar o suficiente para valer não assistir o filme.

O Filme é baseado em um livro chamado "Wiseguy" que conta a história real de um mafioso, ou seja, a história é baseada em fatos reais.
o filme ganhou vários prêmios e foi indicado a outros. para ver a lista clique aqui.
A trilha sonora é fantástica e muito eclética. ela dá o tom do filme de uma forma maravilhosa. mas realmente a fotografia e os planos do filme são tão fantásticos que eu não me preocuparia em prestar atenção na trilha até porque as musicas não são originais para o filme, tendo músicas do sid vicious, rolling stones... enfim...
De acordo com o IMdb, a cena da sala de jantar com os três gangsters e a mãe de um deles foi boa parte improvisada, inclusive a parte da faca. para quem não assistiu ainda vocês vão gostar muito mais da cena depois dessa informação.
outra coisa legal é que tem uma cena que o personagem Tommy DeVito pergunta para um outro: "do you think i'm funny?... enfim, essa cena foi dirigida e escrita por Joe Pesci, o ator que viveu Tommy DeVito. quem pediu para que ele fisesse isso foi o próprio Martin Escorsese.

se vocês quiserem mais curiosidades sobre o filme acho legal entrarem no IMDB do filme. é só clicar aqui.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sobre mês de julho, trailers e teasers

Pelo menos na minha cabeça, exste uma grande diferença entre "teaser" e "trailer". ambos, defnitivamente, foram criados para divulgação e ambos poderiam ser chamados de teaser (provocador, em inglês). mas o trailer tem como ideia contar um pouco da história, te deixando curioso, e o teaser tem como proposta te convencer a ir ao cinema sem mostrar nada de concreto. Basicamente trailer são aqueles que passam no cinema, grandões e os teasers tem mais daquelas frases curtas sem sentido e é menor.

entrei em um site, se chama trailers de cinema ponto com. e fiquei olhando um pouco. todos os "trailers" que estão lá na verdade são teasers! bem, não que isso acabe com a imagem do site, mas ele deveria divulgar de forma diferente o teaser e o trailer... não sei se é exigência da minha cabeça. outra coisa que reparei é que o Eddy (um amigo meu) estava comigo quando achamos o teaser do Dragon ball!!! muito animados, vimos inclusive que o ator Keanu Reeves estava no filme! achamos fant ástico. então entramos em um site, montado por fãs, que dizia que o teaser nem mesmo tinha sido publicado. o Eddy argumentou comigo, porque eu mesmo mostrei a ele o IMDB, e Keanu Reeves não constava na lista de atores do filme, então era beeeeem possível que o teaser fosse falso. Na verdade o próprio site que vimos o teaser não dizia nada sobre o "escolhido". voltamos para o "trailers de cinema ponto com" e comecei a avaliar com ele o tal do teaser... ERA FALSO! dentro dum site sério! meu deus. se os caras soubessem... aprendemos uma lição... não podemos confiar em tudo que vemos por ai. enfim, no teaser vemos logo de cara um Iphone disfarçado de radar do Dragão, vemos cenas do Matrix com o Morpheus pintado de verde, vemos Vin diesel com um olho a mais, o surfista prateado com um rabo (pra fingir que é o freeza) entre outras computações graficas horríveis, que deixa bem na cara. o Eddy ganhou... vale a pena conferir essa palhaçada. LEMBRANDO QUE O VERDADEIRO TEASER DO FILME NÃO FOI PUBLICADO AINDA. ESSE É FALSO!!!!
Pra ver o teaser FALSO. reparem que a música de fundo é o tema do filme "Requiem for a Dream".

Em Julho temos várias estréias, como o novo Batman, Viagem ao centro da terra, Pequenas histórias, de Helvécio Ratton (o cara que dirigu o menino maluquinho)... enfim... várias estréias.

Nosso querido ator Daniel Radcliffe (o Harry Potter) disse em entrevista sobre o novo Harry que
"há muita energia sexual e haverá algumas metáforas sobre o uso de drogas. será tão polemca como o filme "Trainspottng".

agora eu quero ver... hahahahaha

enfim, muitas novidades e elas não cabem aqui. depois falo mais!

até!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros