terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fim das captações, início das edições

O prazo de entrega do curta "Sonho de todo o Junky" será para meio de Julho! aprendi que nada bom sai fácil. Mas quando terminar vocês vão ver!! Estou tentando marcar uma bela de uma "premiere" do nosso filme, e assim que rolar aviso a todos!

abraço!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Vício Semanal

Diferente do que alguns pensam, um seriado não é um filme muito, muito longo. Cada episódio contém em si o ciclo fundado por Aristóteles em “A Poética”, nosso velho conhecido “começo, meio, fim”. Uma situação é apresentada, um problema é proposto e uma solução é dada até o fim do capítulo. Uma solução raramente permanente, raramente estável, raramente inteligente. Considerando a temporada de um seriado, o mesmo ciclo se repete: apresentam-se os personagens, novos e velhos, cria-se um conflito e resolve-se o conflito até o fim da temporada. Se usarmos como objeto de estudo o próprio seriado, com todas as temporadas, do começo ao fim, também vamos observar que a estrutura é a mesma.

Seriados carregam em si uma meta estrutura: um filme, dentro de outro filme, dentro de outro filme. Sabe-se lá até quando vai essa constante.

De maneira menos teórica e, provavelmente, muito mais simples, o que acaba atraindo o espectador é que essa estruturação, na verdade, permite a aproximação de uma narrativa audiovisual à narrativa subjetiva que cada um tem da própria vida. Nada é constante, nada é permanente, nada é regular. Em um dia acordamos bem, no outro tudo dá errado, nos sentimos otimistas, pessimistas, sortudos, azarados. A solução para um problema raramente tem efeito a longo prazo e se existe uma solução, logo haverá outro problema. No fundo, o que o seriado copia é esse esquema de irregularidades da vida real.

Ainda mais curioso é que mesmo cheios de angústias, problemas, conflitos e complicações em nossas vidas, todos os dias, não nos sentimos satisfeitos e perseguimos outras angústias, outros problemas, outros conflitos e outras complicações. Adoramos sair das nossas vidas, mesmo que seja por um instante, mesmo que essa outra vida também não seja assim tão perfeita.

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Debut!

Os meninos haviam comentado comigo sobre participar nesse blog. Dei uma enrolada, eles deram uma esquecida e assim ficou. Adorei o convite e a iniciativa de escrever sobre audiovisual, mas uma coisa me deixava insegura: escrever o quê? Pior ainda. Desde que decidi fazer cinema, escrever sobre cinema me assusta um pouco. “E se eu me tornar uma crítica de cinema e não uma cineasta?”.

Sou uma pessoa confusa de reflexo lento. Se me perguntam alguma coisa que tenha um mínimo grau de importância, preciso de um certo tempo para refletir e responder descentemente. Quase seis meses depois, a luz finalmente veio. “Qual é, Natália, escrever sobre cinema não é tarefa fácil, mas é aquilo que você mais gosta no mundo todo, não é?”.

É! E cá estou eu. Ah! Acho válido uma apresentação ligeira:
Estou no segundo ano de Audiovisual do Senac e alguns dos meus filmes favoritos são “Pequena Miss Sunshine” e “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”. Adoro “cinemão” blockbuster, mas nunca dispenso filmes de digestão mais lenta.

É isso ai, pessoal. Fico muito feliz de fazer parte disso.

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

Comecaram as filmagens!

Ja comecaram as filmagens do curta que estou dirigindo. O Renan ficou encarregado da ass. de direcao e estamos todos vivos. Agora temos mais 5 diarias de gravacao e depois editamos e finalizamos. Acredito que estará pronto ate final de outubro. Mais informações, postaremos aqui!

Ate mais!!!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sábado, 9 de agosto de 2008

Batman - The Dark Night (Chistopher Nolan, 2008)

Essa semana fui ao cinema assistir ao novo filme do Batman: Batman - The Dark Knight.

Demorei um pouco por que gostaria de assistir numa sala mais bacana e com pessoas mais próximas, por isso, na última quinta-feira, fui com alguns amigos da faculdade ao Kinoplex, localizado no Itaim Bibi, onde pudemos assistir ao filme numa sala certificada com o THX, a melhor qualidade de som 5.1 existente no planeta...

Chistopher Nolan("Batman Begins", "O grande truque") mais uma vez supera nossas expectativas assim como fez com Batman Begins. O filme é muito bem dirigido, os enquadramentos são muito precisos e as atuações muito impressionantes. Todos estão muito bem no filme, Christian Bale("O império do sol") retorna no papel do morcegão que tenta combater o crime em Gothan, Aaron Eckhart faz sua estréia como o promotor público Harvey Dent, além de é claro Gary Oldman como Jim Gordon, Morgan Freeman como Lucius Fox e o insuperável Michael Caine no papel de Alfred. Esqueci de alguém? Ah, é claro, Heath Ledger se torna o curinga mais assustador de todos os tempos, não engraçado como Jack Nicholson, e sim demoníaco como nosso querido Alex de "Laranja Mecânica" (S. Kubrick, 1971), um dos objetos de estudo do ator para encarar o personagem. Em diversas cenas do filme entramos em desespero pela chocante atuação de Ledger, existem os momentos sarcásticos é claro, mais em sua grande maioria são cenas de tensão em que ficamos paralisados com a forte energia negativa que o personagem consegue exercer sobre os habitantes de Gothan City. Não vale a pena citar nenhum trecho do filme para não tirar o gostinho...

Existem rumores de que Ledger pudesse ser indicado à um oscar póstumo, se isso acontecesse seria a segunda a vez na história do Oscar, a primeira aconteceu em 1976, com o ator Peter Finch por sua atuação em "Rede de Intrigas" (I. Kershner, 1976). Seria um acontecimento simplesmente fantástico...

Alguns amigos me disseram que o nome do filme está errado, deveria se chamar "The Joker"("O Curinga"), eu discordo. Acho que quanto menos atenção se traz para um personagem maior é seu desempenho, parabéns para Heath Ledger...

Espero que todos vejam e apreciem esse grande filme...e deêm muitas risadas, afinal: "Why so serious?"


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros