sábado, 19 de dezembro de 2009

This is it (Kenny Ortega, 2009)

This is M.J.: the man in the mirror...

A vida de Michael Jackson sempre foi repleta de escândalos, polêmicas e mistérios, o "gênio incompreendido" teve uma infância difícil e enfrentou muitos desafios para se tornar o rei do pop. O filme "This is it" mostra a persona Michael Jackson tal como ela é (era), isenta do foco de situações desagradáveis e cheia de amor e carinho para com os demais. M.J. era, no fundo, uma pessoa ingênua, insegura e amedrontada pelo próprio julgamento, uma criança crescida que encontrava nos companheiros de show algo para se preencher. Nos bastidores do que seria o maior show da história da música pop, vemos o quanto Michael era doce e amável com aqueles que o admiravam e estava sempre pronto para elogiar um colega de trabalho e distribuir "eu te amos" para todos. O show em si contaria com uma poderosa infra-estrutura e um investimento financeiro pesado, que incluía uma refilmagem 3D de "Thriller", um especial com o "Jackson Five" e uma montagem pirofágica com dançarinos do mundo todo. Além disso veríamos M.J. numa atuação impecável, dançando como um menino no início da carreira que tenta encontrar sua personalidade. Nos depoimentos de alguns integrantes do show, eles dizem que estar perto de Michael é como um "sonho inalcançável"...momento ruim para partir senhor Jackson.
Como você mesmo diz para sua guitarrista num momento de solo, durante os ensaios: "Chegou a sua hora de brilhar", brilhe Michael, como a estrela que jamais deixará de ser. Adeus, Peter Pan do mundo moderno...


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Besouro (João Daniel Tikhomiroff, 2009)

O modesto voo do "Besouro"...

A ideia proposta pelo diretor do filme "Besouro" era fugir do convencional, fazendo um cinema diferente daquele que se está acostumado a ver no Brasil, um cinema de aventura. Críticas a parte, o filme acaba atingindo seu objetivo, mas deixa de lado um elemento fundamental: a história. O filme foi pensado sim no viés narrativo mas este se desenvolve de maneira pobre e sem vigor, a história foi deixada para trás: personagens mal construídos, raciocínio narrativo que não se conclui, arcos dramáticos inacabados, diálogos mal-contruídos; em determinados momentos ficamos com uma sensação do tipo: por que tal personagem desapareceu? Por que o outro voltou? Por que o personagem 1 não representa o 2 e vice-versa? Ou seja, a impressão que é passada é que a história não é o mais importante e salvo algumas passagens, o filme não se sustenta nesse campo.
Um elemento que, com toda certeza daria muita discussão e dabate seria, no filme, o misticismo: a questão dos mestres da capoeira, do “corpo fechado”, dos orixás, enfim, situações que nos tiram do real e nos levam para um mundo completamente fantasioso (o que seria ideal para o filme, se assumisse essa posição anti-real) são completamente minimizados no filme, a passagem que se tem é curta e não é convincente. Mais uma vez no cinema brasileiro, o filme tem medo de apostar no que fica além-mundo-real.De resto o filme acerta em quase tudo, aposta na beleza estética por meio de um nordeste antigo e embelezado, até mesmo as senzalas possuem um toque especial e simpático; atores muito bonitos com corpos esculturais; além de uma câmera muito segura, que se arrisca (de uma maneira contida) nas sequências de lutas mais sofisticadas bem como nos momentos de treinamento do protagonista. Observação especial para os efeitos de voo do nosso herói, confeccionados por um especialista que já trabalhou com Tarantino e Ang Lee: bem feitos e super convincentes, entretanto nada que já não tenhamos visto em outros cinemas. Resumindo, nada de novo, de novo.


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Show de Bola...

Nessa sexta-feira, dia 20, entra em cartaz um filme para quem gosta de futebol e também pra quem não gosta. Ele é “Maradona”, documentário que retrata a vida do polêmico jogador argentino e novo trabalho do diretor sérvio Emir Kusturica. Mas antes de falar do filme, falemos rapidamente sobre Kusturica: ele já recebeu a Palma de Ouro em Cannes duas vezes - em 1985, por “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios”, e em 1995, por “Underground – Mentiras de Guerra” – e teve a estréia de “Maradona” justamente no mesmo festival, em 2008. Sentiram o peso, né?!
O filme, ao tratar do jogador, acaba abordando uma série de questões polêmicas e provocativas, como drogas, política, futebol e até religião. Algumas vezes, as polêmicas são lançadas pelo próprio diretor, que logo declara Maradona como um Deus – visão apoiada por toda a nação argentina e uma verdadeira alfinetada para nós, brasileiros. Mas por mais que o objetivo fosse registrar depoimentos sobre a versão do próprio Maradona a respeito de sua vida, o filme acaba fazendo mais do que isso: é a busca quase desesperada de um fã. E Kusturica não disfarça, pelo contrário, assume, através de sua própria voz como narração em off, falas em primeira pessoa, o registro de sua imagem em praticamente todos os enquadramentos e na tietagem descarada que pratica ao longo do filme. A primeira cena, na qual ele toca guitarra em um show em Buenos Aires, é um aviso de que ele, e não Maradona, será o personagem principal do filme.
O resultado é quase um vídeo-diário, que registra uma verdadeira jornada, cheia de esforços e sensações, permeados por expectativas e lembranças que Kusturica evoca como um paralelo com a vida do jogador. Dessa forma, “Maradona” deixa de ser somente um documentário sobre um jogador para ser, principalmente, a reflexão síntese de um diretor sobre toda a sua carreira.


*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino, 2009)

Os Bastardos de Tarantino...

Bastardos Inglórios é um filme que teria tudo para ser "tosco" e bobo: um pequeno grupo de soldados denominados "Bastardos" circula pela Europa numa incansável busca por nazistas com o objetivo de derrubar o Terceiro Reich. Entre escalpos e suásticas, o que se vê na tela é um bom filme, uma obra reconhecida e identificada ao seu diretor. A pergunta é: o filme funciona por que sabemos quem o dirigiu? Saber, nesse sentido, quer dizer conhecer o "estilo" e o "método" de Quentin Tarantino. O roteiro, escrito pelo próprio, é o mais esperado por ele, que só sentiu-se pronto para escrever depois de pouco mais de 20 anos de carreira. Os diálogos, escritos em 4 línguas diferentes, são muito bons, com a dose certa de ironia e humor; os personagens são fortes completados por uma interpretação que beira o não-realismo: Christoph Waltz no papel do coronel nazista Hans Landa é um dos melhores, pena que a resolução de sua história, feita de forma simplificada e rápida, não esteja a sua altura; e Melanie Laurent no papel de Shosanna Dreyfus, uma judia que arquiteta o plano de destuição do império nazista, essa sim colocada num final surpreendente e inesperado. Tarantino abusa da metalinguagem e faz um filme dentro do próprio filme, explorando pelas vertentes a política de propaganda do império nazista. Por outro lado, em alguns momentos, o filme se faz extendo e cansativo, com pelo menos duas sequências que poderiam ser cortadas pela metade.
A fotografia, um dos primores do filme é eficiente enquanto linguagem, faz uso primoroso do extra-campo, principalmente na sequência inicial, quando a câmera dá uma volta completa no ambiente e realiza posteriormente um travelling para baixo nos revelando um fato crucial para o desenrolar da história. A trilha sonora, composta por diferentes estilos musicais é um dos pontos altos do filme, que constrói a partir desse pastiche musical os momentos dramáticos mais interessantes. A sequência do massacre na sala de cinema é outro ponto destacável, quando coloca-se na tela o desejo de muitas pessoas no mundo todo, assassinando o alto escalão do partido nazista de forma quase orquestral: inicia o filme (o filme dentro do filme), o cigarro ainda acesso é arremessado, as pessoas se desesperam, o fogo começa e rouba o lugar da tela dando forma ao rosto de Shosanna Dreyfus, quase como um fantasma gargalhando da desgraça nazista. Ao final, o personagem de Brad Pitt, Aldo Raine, após realizar com sucesso seu último feito, olha para a câmera, que representa a subjetiva de Hans Landa, e diz: "Acho que fiz minha obra-prima", seria essa uma fala do próprio diretor? A dúvida permanece...ou não.


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

domingo, 11 de outubro de 2009

A terceira dimensão e a quarta parede II

(uma continuação)

2009. Toy Story já tem 14 anos de estrada e o anúncio do terceiro filme da turma de brinquedos malucos já foi feito para 2010. De lá para cá as coisas evoluíram bastante (a Disney até comprou a Pixar, quem diria), especialmente em termos técnicos. Adultos começaram a ir ao cinema para ver animação sozinhos, e deixaram as crianças em casa. Nada de infantilidade ou entretenimento vazio - agora, "narrativa cinematográfica" se aplica tanto a um Almodóvar quanto a John Lasseter, o chefão da Disney/Pixar. O tal fenômeno tem explicações simples - os pais não aguentavam mais filmes musicais que as crianças adoravam e eles bocejavam - e complexas - a animação representa a fuga da realidade em sua máxima essência, por permitir a suspensão da descrença por meios primariamente abstratos como a própria representação gráfica de realidades paralelas e mundos inexistentes. Falando fácil ou difícil, o importante é que o público adulto perdeu a vergonha de comprar ingressos pra matinê dublada, e só vem ganhando com isso.
Três bonitos exemplares da nova geração 3D estão nos cinemas pra quem quiser espiar: Up - Altas Aventuras (Up, dir. Pete Docter e Bob Peterson, Disney/Pixar), Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy with a chance of Meatballs, dir. Phil Lord e Chris Miller, Sony) e 9 - A Salvação (9, dir. Shane Acker, Focus Features).
Três animações de estilos completamente diferentes. Up se aproveita muito bem da rasteira de sucessos consecutivos da Pixar com alta qualidade técnica - é impossível descrever o quanto é difícil fazer balões transparentes e que parecem flutuar de verdade! - e apelo forte para as emoções que só os adultos entendem, como a saudade, a solidão e a velhice. Carl é um velho ranzinza cativante e os 10 primeiros minutos do filme valem lágrimas e risos. Tá Chovendo Hambúrguer já explora um veio essencialmente infantil, do sonho de todo moleque banguela que é o de que, um dia, chova comida do céu. De novo, a Sony, que é novata no ramo, esconde piadinhas ácidas e nerds em vários diálogos, ao mesmo tempo em que enche os olhos com todo tipo de guloseima representada em gráficos tão realistas que dão fome. 9 vai ainda mais longe. Aqui, não há nada para crianças, exceto talvez a moral de salvação do mundo. Não há mais humanos, não há mais vida; só engenhocas macabras que caçam as únicas criaturas capazes de dar continuidade àquilo que os homens não souberam cuidar. A técnica é tão menos impressionante do que a força da mensagem, mesmo que o filme escorregue na superficialidade dos personagens e em outros detalhes.
Sim, nenhum dos três filmes é perfeito, de fato. Há problemas de roteiro, de motivação de personagens, até mesmo de exacerbação da técnica. Mas não custa brincar de ser criança. Ficou curioso como as coisas conseguiram chegar até aqui? Dê uma olhada no trailer de Toy Story 3, a trilogia do grande clássico, e tire suas próprias conclusões.

(com a little help de Omelete, Smelly Cat e IMDB)

*Maíra Testa é colaboradora do Audiovisueiros

A terceira dimensão e a quarta parede I

(ou quem disse que animação é para crianças?)

O cinema, numa época em que ainda era um bocado jovem e desengonçado, teve que aprender a dividir espaço com a animação. Os desenhos de mundos fantasiosos e coloridos do genial Walt Disney quebravam barreiras a cada novo longa, disputando com o cinemão prêmios, bilheteria e prestígio - principalmente pelo apelo infantil numa terra dominada por adultos e melodramas. Em algumas décadas os temidos "sinais dos tempos" começaram a desbancar as princesas e heróis da Disney nas telonas e os trancaram em fitas de VHS que a molecada colecionava em casa. Foi em meados da década de 1990 que a revolução da animação de longa-metragem atingiu em cheio as salas de cinema: Toy Story, a comovente história de um grupo de brinquedos falantes, inaugurou de vez a febre do 3D e a tradição de qualidade técnica dos estúdios da Pixar.
3D significa três dimensões, ou seja, largura, altura e profundidade. Diferente da Branca de Neve colada na tela de outrora, Woody e Buzz eram táteis, uma simulação impressionante do espaço do mundo real. E além das inovações técnicas, surpresa: roteiro. Moral da história, jornada do herói, ah sim, tudo isso - mas o ingrediente especial eram as piadas que só os adultos podiam entender. Animações para as crianças verem e os adultos que as levam se divertirem junto. E no cinema 3D, ah, bom... virou quase tradição.

(continua...)

*Maíra Testa é colaboradora do Audiovisueiros

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PRA QUEM NÃO SABIA!

Então, o talk'n'dance, o projeto sobre o qual falei na postagem de ontem apareceu em uma reportagem da BAND. Para quem quiser dar uma conferida, segue o link:

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Filmes Online (nossa produção)


Então, estou aqui novamente para falar de duas produções que nossa produtora está trabalhando, direcionando para o conteúdo online, como filmes online.
é possível sempre que os filmes saiam em DVD, mas a graça é que você tem cinema e televisão grátis para assistir com conteúdo de qualidade, uma vez que não somos apenas um site de cinema, mas um site de conteúdo audiovisual.

uma delas se chama "Talvez Rockstar", e sua campanha leva o nome de "de repente vira um filme". o site, que já divulguei por aqui, é www.talvezrockstar.com, já esta com diversos novos materiais sobre a campanha e sobre a pós produção. Sempre terá conteúdo novo por lá! O filme terá seu lançamento na web ainda esse ano!


Outra produção, que está parada no momento por falta de patrocínio é o "Talk'n'dance". Através de um dos produtores da YODELEY, Bruno Martins, conseguimos o contato do Christian Petterman, que é critico de cinema da Rolling stones e do guia da folha, além de ter um quadro de cinema no programa do Roni Von. Ele montou um programa de internet, do qual a YODELEY ficou responsável pela captação e publicação que parou em sua 3a edição por falta de recursos. Mas já existem três desses programas, que estão ótimos, na internet já publicados. Para ir para o canal de YOUTUBE do programa clique aqui. Estão publicadas entrevistas com: Laís Bodansky, Esmir Filho e Heitor Dhalia.
Hoje sai uma matéria na band, em um horário infeliz (0:45h) sobre o talk'n'dance. Espero que a matéria ajude-nos a contiuar com o belo projeto.

O foco da produtora está direcionado para conteúdo de internet.

Mais novidades eu publico por aqui!!

beijos e abraços!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros








quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reality Show cibernético

Um tal de Constantine Markides, inventou um reality show cibernético baseado em uma disputa literária. serão 12 competidores que permanecerão anônimos para serem julgados apenas pela qualidade de seus textos, e até o final da disputa terão 12 capítulos de uma ficção. de 10 em 10 dias um competidor será elminado e até dezembro teremos apenas uma ficção completa.

Constantine admite que não gosta de reality shows mas reconhece que eles contém muita força para a captação de público (ele mesmo se diz fã de alguns por essa causa).

O site oficial da disputa é o www.fourthnight.com e ele já publicou o vídeo de inicio da disputa.

Só para matar curiosidade, publiquei o vídeo! espero que o ódio do criador pelos realitys nos presenteie com uma boa obra, certo?


*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O salvador

Dizem que Jesus salva, mas tenho certeza que os trailers ajudam.

Essa é minha primeira incursão no Audiovisueiros, então desculpa atrapalhar, a leitura de vocês [sic]. Ouvi num RapaduraCast antigo - mas juro que o assunto não é velho - uma discussão sobre trailers de cinema, e como alguns deles são até melhores do que o filme. O trailer é a alma do negócio. Coisa de vendedor mesmo, serve pra te fisgar pelos seus "pontos fracos". Talvez seja a indicação que precisávamos para descobrir que a melhor profissão do mundo audiovisual é ser editor de trailers (e ter a habilidade de salvar a bilheteria de um filme na unha).
Imagine que toda a capacidade de síntese do editor do trailer, e todo o appeal comercial que ele adiciona ao filme naqueles míseros trinta segundos podem salvar uma bilheteria que afundaria fácil, fácil. Ele segura um prejuízo de milhões, coloca a expectativa do público lá em cima e ainda não recebe nome nos créditos. Claro, porque as ideias não são dele - e infelizmente para nossa idealização de sucesso, os méritos também não são. Quem escolhe o que aparece no preview é quase sempre o produtor, cão farejador do mercado e defensor paternal do filhinho que está saindo da moviola.

Um trailer é construído segundo a proposta e o gênero do filme, o público alvo e até mesmo os veículos de exibição. Nas sessões de cinema, por exemplo, é o filme em cartaz que dita os trailers que serão exibidos antes da sessão começar. Um filme de terror exibido à tarde chama um público diferente de uma animação exibida sábado à noite, é claro. Com base nessas variáveis, as distribuidoras escolhem as prévias de cada sessão, e geralmente acertam. Não é difícil ouvir numa sala de cinema, depois que um trailer acaba, uma boa quantidade de comentários positivos do tipo "Gostei, vamos assistir?". Aliás, o cinemão tem sobrevivido à crise graças a seus trailers. Um filme puxa o outro, um estouro de bilheteria leva milhares a assistirem uma pequena prévia do que virá a ser o próximo estouro por consequência, e por aí vai. Afinal, bom marketing move a máquina.

Quer assistir alguns? Aqui vão três dicas de links legais e sempre atualizados com trailers novos:

http://www.apple.com/trailers

http://www.comingsoon.net

http://cinema.uol.com.br (em português)

Vale a pena conferir os trailers de "500 Days of Summer" (o bonitinho 500 Dias de Verão - na verdade, descobri que o nome em português ficou 500 Dias com Ela), "Where the Wild Things Are" (a adaptação do livro infantil homônimo Onde Vivem os Monstros) - e o toque cômico do teaser de "Lesbian Vampire Killers" (comédia de horror que esteve no festival SP Terror com o título Matadores de Vampiras Lésbicas) que você pode ver aqui.

*Maíra Testa é colaboradora do Audiovisueiros

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quando a metáfora transborda

Crítica sobre o curta "Saliva". Clique aqui para assisti-lo


Saliva, de Esmir Filho, acompanha fragmentos da vida e imaginação de uma menina de 12 anos prestes a dar o seu primeiro beijo. Apesar de se tratar de um curta-metragem de ficção, Saliva se dedica não somente à narrativa, mas também ao experimentalismo com a imagem e o som.

Medo, angústia, ansiedade, nojo. Todas essas sensações são exploradas pelo diretor através de metáforas visuais e sonoras. O ato de narrar a história, os momentos que representam a realidade, como conversas em que a amiga a incentiva a beijar, se tornam apenas um pano de fundo no curta. A construção da trama e da personagem se dá principalmente por fragmentos da imaginativa mente desta menina.

O apuro técnico, seja ele visual ou sonoro, é demonstrado, de forma crescente, ao longo do curta. Na parte inicial do filme, as inserções de imaginação da personagem são pequenos toques que dão graça à trama e ajudam na construção da personagem. Porém essas inserções vão crescendo até o ponto em que quase não há mais momentos de representação da realidade. As diferentes metáforas do beijo associado com a água se tornam tão redundantes ao ponto que a trama vai dando lugar ao exibicionismo técnico.

Se por um lado há um exagero no uso de metáforas, Esmir acerta ao dar à personagem diversos momentos de respiro e reflexão, como a cena final em que a personagem aguarda a mãe em frente ao shopping.

Apesar de algum exageros, Saliva consegue retratar de forma bonita e divertida o momento pelo qual a personagem passa.

*Bruno Peres é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O sonho de todo Junky

Aqui vai alguns frames do curta que dirigi! Foi uma de nossas últimas produções! Só para ter o gostinho!




















































*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quinta-feira, 25 de junho de 2009

FILME "O Pensador" Na Holanda!!

Vejam que legal essa notícia!
O nosso filme foi para a Holanda!
Clique aqui para ver a matéria no site do senac!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

domingo, 21 de junho de 2009

Apenas o começo

2009 parece ser um ano muito bom para a bilheteria do cinema nacional. Até o momento, já superamos o faturamento do cinema brasileiro de 2008 inteiro. E ainda há alguns grandes filmes por vir neste ano; semana que vem estréia "Jean Charles" e no segundo semestre temos o filme de Lula.
Apesar de tantos filmes se destacando na mídia e nas bilheterias, outros passam desapercebidos. É o caso de "Apenas o Fim", de Matheus Souza. O filme narra a última hora de um jovem casal juntos. Mas o que tem tão especial este filme?

"Apenas o fim" é um longa-metragem realizado por estudantes de cinema e de teatro da PUC do Rio de Janeiro. O filme foi realizado sem nenhuma verba, há apenas dois atores em cena e as locações se concentram no campus da universidade e em um quarto de uma casa. O filme foi visto por um produtora que viu o potencial do material e bancou a finalização e distribuição do filme. "Apenas o fim" já participou de diversas mostras, inclusive de São Paulo e do Rio de Janeiro, do qual foi o vencedor do juri popular.

Apesar de um histórico muito interessante, não é apenas por essas razões que vale a pena ver o filme. O roteiro e, principalmente, os diálogos do filme são ótimos, engraçados e retratam muito bem a geração de jovens que, possuem hoje em dia, 20 anos.

A construção dos personagens não é feita por figurino, cenário, flashbacks ou qualquer outro recurso geralmente utilizado pelo cinema. Os personagens são criados e mostrados para o público somente através do diálogo entre o jovem casal.

O filme não é nenhuma pérola do cinema nacional, a direção, fotografia e som do filme deixam a desejar. Mas vale a pena ver a criatividade e potencial de um roteirista que sabe muito construir personagens e entreter o público. Espero que este filme seja apenas o começo da carreira de Matheus Souza.



*Bruno Peres é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 25 de maio de 2009

DE REPENTE VIRA UM FILME...

Gente, uma equipe dos nossos, liderada por Fábio Aguiar na direção e Fabrício Mendieta no roteiro (nada mais, nada menos que os indicados ao "Gramado" universitário pelo filme "O Pensador") estão criando uma nova obra! Com a versão final do roteiro em mãos, pretendem lançar no segundo semestre deste ano um curta chamado "Talvez, Rockstar". Esperemos para ver a obra final!

O site, para quem quiser conferir as novidades sobre o mesmo é clicando aqui em TALVEZ ROCKSTAR.

Muito em breve já terá conteúdo disponível! beeeem divertido!!!

abraços e beijos!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O fenômeno da internet.

Quando um cara se vira pra mim e diz que a internet é um fenômeno eu tenho vontade de dar risada. Como assim amigo? Hoje ainda precisamos falar que é um fenômeno!? Claro que é! Sem dúvidas surpreendente.

A internet tem um poder que representa bem o mundo contemporâneo: a conectividade. Posso muito bem assistir e comentar um vídeo de um Japonês que mora na Rússia sobre o caso de Osama. Posso ouvir uma música Belga sem problemas. Posso comprar um produto coreano pela internet que eles entregam na minha casa! Posso comprar um software pela internet, ou mesmo encontrar um software gratuito que faz a mesma função!

a internet realmente tem coisas maravilhosas, ainda que facilite, por exemplo, a pirataria e a quebra de direitos autorais. Mas não é sobre isso que gostaria de falar hoje.

O que eu gostaria de anunciar é que vi a lista dos vídeos mais vistos da história pela internet.
Eu peguei no site da 89 FM.

1 - Soulja Boy - "Crank That"
2 - Trailer do Filme "Crepúsculo"
3 - Mariah Carey - "Touch My Body"
4 - Achmed: o Terrorista Morto
5 - Programa Britain's Got a Talent, com Susan Boyle
6 - Leona Lewis - "Bleeding Love"
7 - Avril Lavigne - "Girlfriend"
8 - Chris Brown - "With You"
9 - Trailer do Filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas"
10 - Alicia Keys - No One


é interessante a quantidade de clipes. mais interessante ainda é que a lista foi publicada falando que o mais visto (o do Soulja Boy) tinha 356 milhões de visitas! caramba... muita gente.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Alfie - Narrador X Câmera


Do diretor e roteirista Charles Shyer, "Alfie" não parece ser o tipo de filme que surgiria em um site de Cinema, ainda porque é uma refilmagem a moda de Hollywood, mas considerando que temos a pretensão de ensinar a linguagem audiovisual esta é uma obra que vale a pena lembrar, já que o original não é muito conhecido e ambos tem a característica que quero resaltar.
Da mesma forma que vemos em livros, os filmes tem um formato de narrativa, e alguns deles tem narrador. Neste caso temos um narrador em primeira pessoa e é exatamente sobre isso que quer ressaltar.
Um bom exemplo de filme em que o narrador não é em primeira pessoa seria sem dúvida alguma "Guerra dos Mundos" da produtora do Tom Cruise. Adaptação de um romance, o filme tenta manter o narrador bem semelhante à obra literária. "Meu nome não é Jonny" de Mauro Lima é um exemplo de filme que tem seu narrador em primeira pessoa, conta uma história centrada em apenas um personagem. Alguns filmes tem narradores apenas no início e no final como por exemplo "Simplesmente Amor", e alguns filmes como "Batman - O Cavaleiro Das Trevas" simplesmente não tem narrador. Essa decisão de colocar ou não o narrador em sua obra audiovisual vem antes mesmo de começar a decupagem, ainda no roteiro por ser uma decisão de linguagem no texto. E convenhamos, é uma decisão brutal para a aparência do filme.
Quero usar de bom exemplo o filme que deu origem ao texto. "Alfie" é um filme da categoria comédia romântica, que é centralizado em seu personagem principal interpretado por Jude Law. A diferença deste filme para outros de narração em primeira pessoa é que o personagem não faz a narração em OFF 100% do tempo, e sim as vezes fala com a câmera, o que faz do filme uma obra muito interessante. Não é uma decisão inovadora, mas faz o filme muito mais interessante. Vale a pena conferir nos filmes que você gosta, esse tipo de detalhe, pois assim aguçamos nossa percepção Audiovisual.

Se você vai colocar um narrador em sua obra ou vai deixar a câmera narrar a história é uma decisão sua, mas lembre-se de ter coerência.

té mais!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A nossa fonte de renda (A lei Rouanet)



Hoje nós paulistas tivemos um acontecimento ao qual não pude comparecer. fiquei em frenesi infinito.
é que a lei Rouanet está mudando.
Para quem não sabe, a lei Rouanet é uma das fontes de renda dos cineastas, atores, autores de livros (...) que funciona da seguinte forma:
você inscreve seu projeto no MINC (ministério da cultura) e ele passa por uma espécie de filtro. Se aprovado, vocês (você e seu projeto) tem um período para captar recursos através dela. A forma de captar recursos é encontrar uma empresa interessada em doar parte do imposto devido sobre seu lucro real para sua obra sem nenhum custo (só um pouco de burocracia Brasileira).
Parece lindo, né? OK.
é lindo.
acontece que nosso novo ministro da cultura o Sr. Juca Ferreira propôs uma nova forma de usar a lei.
Para abreviar um pouco o que acontecerá com a nova lei (se sair do papel) é que o MINC no novo texto exige que comitês específicos avaliem cada tipo de projeto, conseguindo assim uma comissão menos generalista. (bacana). outra coisa é que com as novas mudanças as comissões poderão avaliar não só a adequação dos projetos na formatação correta (como era antes) mas também poderão avaliar o mérito artístico de cada proposta (vixx... e o espaço para corrupção vai se abrindo).

mais a mudança mais importante, que divide as opiniões de forma maniqueista é que o governo terá acesso irrestrito a obra financiada pela lei no período de 18 meses a 3 anos (dependendo da finalidade). Ou seja, uma "quebra" de direito autoral até o fim do período imposto.

Parece ruim, e como todo Brasileiro, gostaria de só reclamar dos ministros, mas acontece que essa é uma decisão boa. Dessa forma, o incentivo aos produtores de cultura vira também um incentivo à cultura para o povo! O governo poderá exibir cultura "boa" (selecionada por uma comissão), para o povo sem que o povo tenha que pagar por isso.
FICA bonito no papel né?

mas o evento que eu perdi foi um debate com o ministro no auditório da folha sobre as mudanças na lei. estava com os assentos lotados.

vamos esperar para ver o resultado.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

quarta-feira, 25 de março de 2009

Aos Vencedores...As Batatas...


Tivemos um Oscar um pouco diferente neste ano de 2009. Com o filme Slumdog Milionaire levando oito categorias ficou provado que Bollywood e o cinema indiano são uma realidade. O filme, na verdade, não apresenta nada de inovador. Pelo contrário, tirando a ausência de um elenco estelar e um gordo orçamento, o filme se deixa cair facilmente em clichês, tornando-se um melodrama com um bom roteiro adaptado e uma direção muito sólida. Vale a pena destacar também a bela fotografia do filme.
Benjamin Button, já discutido em outro tópico, salva-se por recursos técnicos e uma boa história. Dica: assistam "Forest Gump" e comparem, vale a pena.
Quanto a "O Leitor", mais uma vez a academia coloca um filme que fala sobre o holocausto em sua lista. A história é razoável e os diálogos são bem articulados. Kate Winslet leva o oscar de melhor atriz por uma exibição em que passa boa parte do filme nua, coloco isto como uma observação, não como crítica. Uma observação curiosa de fato."
No novo filme de Gus Van Sant, "Milk", temos algo um pouco diferente de seus antigos trabalhos: "Elefante" e "Paranoid Park", um filme um pouco menos autoral, mas mesmo assim é possível identificar alguma de suas principais características: uma primorosa montagem e excelente trabalho de personagens. Uma história real, personagens reais. Parabéns para Sean Penn, ainda prefiro Mickey Rourke ("O Lutador", Darren Aronofsky)
E por último, e na minha opinião, o melhor de todos: "Frost/Nixon", fala sobre a entrevista cedida por Richard Nixon à David Frost, onde falam sobre o caso Watergate, logo após a renúncia do presidente americano. Uma lição de Jornalismo e Televisão dentro de uma obra cinematográfica, atuações surpreendentes e enquadramentos ousados. Um filme frio, até mesmo nas cores, que nos deixam completamente compenetrados, uma aula de história, uma obra de arte.
Uma última observação, todos os filmes são contados em formato de FlashBack, uma tendência que vêm se comprovando na cinematografia atual, até mesma na brasileira ("Tropa de Elite", "Meu nome não é Johnny, entre outros)

Um beijo á todos,

até a próxima...

*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

terça-feira, 17 de março de 2009

NOVO FILME - continuação da fantástica trilogia Bourne

Sou um grande fã de filmes de ação. Se tem um filme deste gênero que me tirou da cadeira foi o "Identidade Bourne". Completamente abalado por ser um filme completo, hesitei em assistir a continuação, o "Supremacia Bourne". Mas assisti. Era melhor! Frenético de admiração esperei ansioso pelo terceiro, o "Últimato Bourne"... ANIMAL! Assisti a trilogia cerca de duas vezes: uma com um amigo e outra com minha namorada.
Agora, para os fãs da trilogia:
de acordo com o jornal diário METRO e o site Variety vamos ter uma sequência para essa maravilhosa trilogia! QUATRILOGIA! Hahaha!!! Mas esperem sentados, não tem datas de estréia, não tem nem mesmo nome, mas Matt Damon (no papel de Bourne) e Paul Greengrass (o diretor da trilogia) já confirmaram que vamos ver mais um pouco do Macgyver do ano dois mil.

Para manter a coisa das dicas eu recomendaria, para quem gosta de ação, um puta filmaço chamado "Controle Absoluto". Acabou de lançar na locadora, e tem no papel principal o nosso amiguinho do Transformers (Shia LaBeouf).

Só resta saber se eles vão estuprar a trilogia ou dar mais uma porrada nos filmes de ação de última geração.

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

domingo, 15 de março de 2009

O CURIOSO CASO DAS PESSOAS QUE NÃO ASSISTEM FILMES QUE CONCORREM AO OSCAR

Comecei a reparar se as pessoas assistem os filmes que concorreram ao oscar. Sem contar, obviamente, os meus colegas de trabalho muitas pessoas não os assistem!

Na posição de "especialista" em cinema, ou seja lá o que for, eu deveria ter pelo menos uma mera opinião sobre este assunto. E tenho.

Independente do por que, para uma pessoa que gosta de cinema, de qualquer categoria possível, você muito provavelmente esta jogando fora uma boa oportunidade de entretenimento!

E é para que você não perca essa oportunidade que nós, equipe incansável dos Audiovisueiros, estamos aqui. Não é como se todos os filmes que concorrem ao maior prêmio de cinema do mundo fossem bons (realmente nem todos são), mas tem boas coisas por lá, prometo pra você.

A julgar pelo meu título, vocês sabem que eu queria mesmo era falar do filme "O curioso caso de Benjamin Button". FILMAÇO!
Foi dirigido por David Fincher (Diretor de "Clube da Luta", "O quarto do pânico" e "Zodíaco"). O cara tem seu mérito, certo?
Escrito por Eric Roth (já ouviu falar em "Forrest Gump?).
Já que falamos de oscar, ele ganhou três: Maquiagem, Efeitos Visuais e direção de arte. foi indicado pra uma porrada deles.

Por volta de 1990, o filme foi pensado para direção de Spielberg e Tom cruise no papel de Button. Depois (1998) pensaram em Ron Roward (diretor de "Código da Vinci", "Frost/nixon" - que concorreu a alguns oscars também) para a direção e -Travolta!- no papel principal.
Mas, talvez por obra de um destino direcionado para a satisfação de todos, Brad Pitt fez o que muitos dizem ser o seu melhor trabalho até hoje.

ASSISTAM! LIÇÃO DE CASA.

*Guilherme Ferrar é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Estréias da Temporada

Olá!
Nossa! Andei sumida!
Bom, venho novamente com dicas rápidas.
Faltando três semanas para o Oscar, as salas de cinema começam a mostrar os filmes que concorrem ao prêmio, com lançamentos nas últimas duas semanas e nas próximas duas.
Infelizmente, só pude assistir a dois deles, mas farei uma breve lista, caso queira um programa cinematográfico para o fim de semana. Ainda há bastante tempo para isso!
O Lutador, Milk, O Leitor e Foi Apenas um Sonho são alguns que tem suas estréias agora. Todos eles tiveram indicações nos grandes prêmios desse ano. O Lutador tem o ator Michey Rourke, que recebeu o Globo de Ouro por sua interpretação. Milk trás Sean Penn sob a batuta do diretor Gus Van Sant (de Elefante e Paranoid Park). O Leitor e Foi Apenas um Sonho têm, ambos, a presença elogiada de Kate Winslet. A Troca e O Curioso Caso de Benjamin Button são os únicos filmes que eu ví. O primeiro foi dirigido por Clint Eastwood e tem Angelina Jolie como atriz principal. Apesar da alta dose de ansiedade que o filme gera no espectador, é um divertimento que vale o ingresso, com direção e atuação muito bem realizadas. Benjamin Button supre boas doses de glicose cinematográfica e prima nos efeitos de maquiagem. Não sei se o filme merece tanto minha atenção, mas quero assistí-lo novamente. Ele é um pouco longo (tem aproximadamente 3 horas) mas também vale o ingresso.
Ao que tudo indica, a temporada está repleta de filmes com temática sensível, que pretendem tocar o espectador com dramas bem melodramáticos. Pessoalmente, não acho isso nem um pouco negativo. Melodrama é bom e todo mundo gosta!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

And the Golden Globe went to...

Bom, primeiro gostaria de me desculpar: no artigo anterior, escreví que o Globo de Ouro seria exibido pela Sony. Pois não foi. Apesar das propagandas e das anunciações. Foi na TNT, no final.
Nesse link do IMDb tem uma lista completa dos vencedores e perdedores do prêmio.
Alguns destaques: Sean Penn não ganhou como melhor ator (prêmio que foi pro Mickey Rourke, de Sin City e Domino), Kate winslet faturou dois prêmios e o independente Slumdog Millionaire parece ser o filme que irá arrecadar mais estatuetas esse ano (só no GdO foram 4).
Bom, se você se animou, fique tranquilo: a temporada de premiações mal começou.
Dia 25 de janeiro tem o Screen Actors Guild, prêmio do sindicato dos atores.
A lista de indicados você encontra aqui.

Até mais!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

And the Golden Globe goes to...

Fãs da cinematografia mundial, aqui vai uma dica ligeira:
Domingo, dia 11 de janeiro, acontece a primeira grande premiação do cinema "mundial": o Golden Globe Award (que será exibido, na TV paga, pela Sony), o prêmio da crítica estrangeira em Hollywood, é uma prévia de dois prêmios de peso: o Oscar (cinema) e o Emmy (TV).
Segue a lista de indicados:

Melhor filme drama:
O curioso caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
The reader
Revolutionary road
Slumdog millionaire

Melhor atriz em filme dramático:
Anne Hathaway - O casamento de Rachel
Angelina Jolie - A troca
Meryl Streep - Doubt
Kristin Scott Thomas - I’ve loved you for so long
Kate Winslet - Revolutionary road

Melhor ator em filme dramático:
Leonardo DiCaprio - Revolutionary road
Frank Langella - Frost/Nixon
Sean Penn - Milk
Brad Pitt - O curioso caso de Benjamin Button
Mickey Rourke - The wrestler

Melhor filme musical ou comédia:
Queime depois de ler
Happy-go-lucky
Na mira do chefe (In Bruges)
Mamma mia!
Vicky Cristina Barcelona

Melhor atriz em filme musical ou comédia:
Rebecca Hall - Vicky Cristina Barcelona
Sally Hawkins - Happy-go-lucky
Frances McDormand - Queime depois de ler
Meryl Streep - Mamma mia!
Emma Thompson - Last chance Harvey

Melhor ator em filme musical ou comédia:
Javier Bardem - Vicky Cristina Barcelona
Colin Farrell - Na mira do chefe (In Bruges)
James Franco - Segurando as pontas
Brendan Gleeson - Na mira do chefe (In Bruges)
Dustin Hoffman - Last chance Harvey

Melhor atriz coadjuvante em filme:
Amy Adams - Doubt
Penelope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis - Doubt
Marisa Tomei - The wrestler
Kate Winslet - The reader

Melhor ator coadjuvante em filme:
Tom Cruise - Trovão tropical
Robert Downey Jr. - Trovão tropical
Ralph Fiennes - A duquesa
Philip Seymour Hoffman - Doubt
Heath Ledger - Batman – O cavaleiro das trevas

Melhor filme de língua estrangeira:
The Baader Meinhof complex (Alemanha)
Everlasting moments (Suécia/Dinamarca)
Gomorra (Itália)
I’ve loved you so long (França)
Waltz with Bashir (Israel)

Melhor diretor de longa-metragem:
Danny Boyle - Slumdog millionaire
Stephen Daldry - The reader
David Fincher - O curioso caso de Benjamin Button
Ron Howard - Frost/Nixon
Sam Mendes - Revolutionary road

Melhor roteiro de longa-metragem:
Simon Beaufoy - Slumdog millionaire
David Hare - The reader
Peter Morgan - Frost/Nixon
Eric Roth - O curioso caso de Benjamin Button
John Patrick Shanley - Doubt

Melhor longa de animação:
Bolt
Kung Fu Panda
Wall-E

Melhor trilha sonora original:
Alexandre Desplat - O curioso caso de Benjamin Button
Clint Eastwood - A troca
James Newton Howard - Defiance
A.R.Rahman - Slumdog millionaire
Hans Zimmer - Frost/Nixon

Melhor canção original:
Down to earth (Peter Gabriel) - Wall-E
Gran Torino (Clint Eastwood, Jamie Cullum e outros) - Gran Torino
I thought I lost you (Myley Cyrus) - Bolt
Once in a lifetime (Beyoncé) - Cadillac records
The wrestler (Bruce Springsteen) - The wrestler

Melhor série de TV – drama:
Dexter
House
In treatment
Mad men
True blood

Melhor atriz em série dramática:
Sally Field - Brothers and sisters
Mariska Hargitay - Law and order: special victims
January Jones - Mad men
Anna Paquin - True blood
Kyra Sedgwick - Closer

Melhor ator em série dramática:
Gabriel Byrne - In treatment
Michael C. Hall - Dexter
Jon Hamm - Mad men
Hugh Laurie - House
Jonathan Rhys Meyers - The Tudors

Melhor série de TV – musical ou comédia:
30 Rock
Californication
Entourage
The office
Weeds

Melhor atriz em série musical ou cômica:
Christina Applegate - Samatha who?
América Ferrera - Ugly Betty
Tina Fey - 30 Rock
Debra Messing - The starter wife
Mary-Louise Parker - Weeds

Melhor ator em série musical ou cômica:
Alec Baldwin 30 Rock
Steve Carell - The office
Kevin Connolly - Entourage
David Duchovny - Californication
Tony Shalhoub - Monk

Melhor minissérie ou filme feito para a TV:
A Raisin in The Sun
Bernard and Doris
Cranford
John Adams
Recount

Melhor atriz em minissérie ou filme feito para a TV:
Judi Dench - Cranford
Catherine Keener - An American crime
Laura Linney - John Adams
Shirley MacLaine - Coco chanel
Susan Sarandon - Bernard and Doris

Melhor ator em minissérie ou filme feito para a TV:
Ralph Fiennes - Bernard and Doris
Paul Giamatti - John Adams
Kevin Spacey - Recount
Kiefer Sutherland - 24: redemption
Tom Wilkinson - Recount

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme feito para a TV:
Eileen Atkins - Cranford
Laura Dern - Recount
Melissa George - In treatment
Rachel Griffiths - Brothers and sisters
Dianne Wiest - In treatment

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme feito para a TV:
Neil Patrick Harris - How I met your mother
Denis Leary - Recount
Jeremy Piven - Entourage
Blair Underwood - In treatment
Tom Wilkinson - John Adams

Ufa... que listão.
Infelizmente, não tenho grandes apostas. Acredito que esse ano os prêmios de melhor ator serão monopolizados pelo Sean Penn, mas isso é só um chute. A minha torcida vai ficar mesmo nos prêmios da TV, com House e True Blood. Bom, escrevo sobre eles uma outra hora.
É curioso lembrar que além de sua importância como premiação, o Globo de Ouro estréia o tour dos tapetes vermelhos. Quem está com quem, quem veste o quê e quem vai lançar as tendências. Caso tenham esquecido, Hollywood é a maior feira das vaidades que o Mundo já viu. E isso sempre fez sucesso.
Então é isso. Sem programa pra domingo à noite? Bora assistir Globo de Ouro. Chame os amigos, estoure uma pipoca e faça um bolão. Enfim, divirta-se.
Bom fim de semana!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Rebobine, por favor (Michel Gondry, 2008)

O novo filme de Michel Gondry(Diretor de "Brilho Eterno de uma mente sem lembranças"), Be Kind Rewind (Rebobine, Por Favor) dividiu a opinião de muitas pessoas.
Alguns disseram que o filme é péssimo, um atentado ao audiovisual, outros disseram que Gondry decepcionou muito seus
fãs, que sua obra deixa a desejar. Alguns se arriscaram a dizer que é impossível assistir à 5 minutos do filme; engraçado, certa vez ouvi de um crítico, cujo nome agora não me lembro, que só se deve deixar uma sessão com 15 minutos de filme passados, que é o tempo necessário para se descobrir se um filme vale ou não a pena, 15 minutos! Não 5!
De qualquer forma, minha opinião se mostra contrária a todas as apresentadas. O filme de Gondry não deixa a desejar em nenhum aspecto: super bem acabado visualmente, com planos muito bem trabalhados, inclusive o magistral plano seqüência que nem imagino como ele tenha feito. Um roteiro de dar inveja, e um elenco de início questionável, mas de final glorificável. Até mesmo o não tão amado assim Jack Black está invejável no filme.
A história acompanha os funcionários de uma locadora que acabam perdendo a grande maioria de suas fitas por uma desmagnetização generalizada, e então para não perderem os clientes se vêem obrigados a refilmar os filmes, dando origem então aos filmes "suecados". A narrativa começa com a refilmagem do "Caça Fantasmas", um show a parte, momento de muitas risadas, com os divertidos personagens. O filme segue esse caminho, refilmando os filmes que o público mais gosta de assistir, tudo de maneira muito discontraída e divertida, sempre com um senso de dever cumprido.
A história passa tembém pelo drama: quando existe a possibilidade de se demolir o prédio onde se encontra a locadora membros da locadora e da comunidade juntam-se para fazer um filme sobre um importante jazzista, que teria morado no prédio e que portanto o teria tornado um prédio histórico, imune a demolição. Resultado? Uma exibição de cinema comovente, que levou todo o público participante ao espetáculo
. E quando quebra-se a televisão onde seria exibido o filme, improvisa-se um lençol na parte de dentro da locadora, entretanto as pessoas que estão na parte de fora também conseguem ver o filme, e se divertem com isso. Essa exibição lembra muito as exibições dos filmes na época do Primeiro Cinema, onde era tudo de maneira meio improvisada.

Enfim, eu vejo o filme de Gondry como uma grande homenagem ao cinema, e aos diretores do próprio. Uma verdadeira lição cinematográfica. Obrigado Gondry, acho que agradeço em nome de muitos...

bjs a todos...


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Povo de Nárnia, Uni-vos!


Como fazer um filme de guerra para crianças? Transmitir o calor da batalha sem derramar nenhuma gota de sangue?
O filme “Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian” é um bom exemplo de como esse gênero pode ser explorado, ainda que o público alvo seja o infantil. Mas pense bem antes de classificá-lo como um filme para crianças. Mais amadurecido do que o primeiro filme da série, “As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, “Príncipe Caspian” é repleto de violência (sim, violência dessas que se vê em filme de gladiadores e outras carnificinas) e de reflexões fortes o bastante para nos emocionar. De verdade.
Novamente embarcamos nas aventuras dos órfãos Penvensie, que deixam Londres mais uma vez rumo ao reino de Nárnia. Enquanto um ano se passou no mundo real, 1300 anos passaram-se na terra encantada. Ameaçado de morte pelo seu tio, o tal príncipe do título foge rumo à floresta mágica de Nárnia e consegue o apoio de seus nativos. Além disso, os reis e rainhas que há mais de mil anos desapareceram, retornam agora com o objetivo de salvar, mais uma vez, sua “terra natal”. Quem são eles? Os nossos órfãos londrinos, é claro!
Os efeitos especiais são muito bem feitos. As personagens humanas contracenam quase que todo o tempo com criaturas em 3D e mal se nota tal diferença de... espécie. Da mesma forma, as coreografias de luta são extremamente bem feitas e bem dirigidas. Aliás, a maioria do atores (tá certo, eles não são fenomenais nem nada) não faz feio, mesmo com a pouca idade e a pouca experiência.
Não consigo deixar escapar: a construção de personagens é muito boa e nota-se uma clara evolução delas nesse um ano de elipse temporal. De todas elas, a que mais mudou com certeza foi Edmund que, no primeiro filme, foi um dos pivôs do sucesso da vilã Feiticeira Branca. Ele não esqueceu o que aconteceu e apresenta-se como o mais humilde e simpático dos irmãos, acompanhado, é claro, pela doce caçula, Lucy. Não é a toa que eles serão os únicos irmãos Penvensie presentes na seqüência de “Príncipe Caspian”, “The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader”, prevista para 2010.
Além de personagens bem delineados e de efeitos visuais de qualidade, dilemas e emoções maduras também povoam o filme. Já tava na hora de deixarem de subestimar o público infantil. Afinal, ser criança não é nada fácil, principalmente no reino de Nárnia!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros