segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

And the Golden Globe went to...

Bom, primeiro gostaria de me desculpar: no artigo anterior, escreví que o Globo de Ouro seria exibido pela Sony. Pois não foi. Apesar das propagandas e das anunciações. Foi na TNT, no final.
Nesse link do IMDb tem uma lista completa dos vencedores e perdedores do prêmio.
Alguns destaques: Sean Penn não ganhou como melhor ator (prêmio que foi pro Mickey Rourke, de Sin City e Domino), Kate winslet faturou dois prêmios e o independente Slumdog Millionaire parece ser o filme que irá arrecadar mais estatuetas esse ano (só no GdO foram 4).
Bom, se você se animou, fique tranquilo: a temporada de premiações mal começou.
Dia 25 de janeiro tem o Screen Actors Guild, prêmio do sindicato dos atores.
A lista de indicados você encontra aqui.

Até mais!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

And the Golden Globe goes to...

Fãs da cinematografia mundial, aqui vai uma dica ligeira:
Domingo, dia 11 de janeiro, acontece a primeira grande premiação do cinema "mundial": o Golden Globe Award (que será exibido, na TV paga, pela Sony), o prêmio da crítica estrangeira em Hollywood, é uma prévia de dois prêmios de peso: o Oscar (cinema) e o Emmy (TV).
Segue a lista de indicados:

Melhor filme drama:
O curioso caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
The reader
Revolutionary road
Slumdog millionaire

Melhor atriz em filme dramático:
Anne Hathaway - O casamento de Rachel
Angelina Jolie - A troca
Meryl Streep - Doubt
Kristin Scott Thomas - I’ve loved you for so long
Kate Winslet - Revolutionary road

Melhor ator em filme dramático:
Leonardo DiCaprio - Revolutionary road
Frank Langella - Frost/Nixon
Sean Penn - Milk
Brad Pitt - O curioso caso de Benjamin Button
Mickey Rourke - The wrestler

Melhor filme musical ou comédia:
Queime depois de ler
Happy-go-lucky
Na mira do chefe (In Bruges)
Mamma mia!
Vicky Cristina Barcelona

Melhor atriz em filme musical ou comédia:
Rebecca Hall - Vicky Cristina Barcelona
Sally Hawkins - Happy-go-lucky
Frances McDormand - Queime depois de ler
Meryl Streep - Mamma mia!
Emma Thompson - Last chance Harvey

Melhor ator em filme musical ou comédia:
Javier Bardem - Vicky Cristina Barcelona
Colin Farrell - Na mira do chefe (In Bruges)
James Franco - Segurando as pontas
Brendan Gleeson - Na mira do chefe (In Bruges)
Dustin Hoffman - Last chance Harvey

Melhor atriz coadjuvante em filme:
Amy Adams - Doubt
Penelope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis - Doubt
Marisa Tomei - The wrestler
Kate Winslet - The reader

Melhor ator coadjuvante em filme:
Tom Cruise - Trovão tropical
Robert Downey Jr. - Trovão tropical
Ralph Fiennes - A duquesa
Philip Seymour Hoffman - Doubt
Heath Ledger - Batman – O cavaleiro das trevas

Melhor filme de língua estrangeira:
The Baader Meinhof complex (Alemanha)
Everlasting moments (Suécia/Dinamarca)
Gomorra (Itália)
I’ve loved you so long (França)
Waltz with Bashir (Israel)

Melhor diretor de longa-metragem:
Danny Boyle - Slumdog millionaire
Stephen Daldry - The reader
David Fincher - O curioso caso de Benjamin Button
Ron Howard - Frost/Nixon
Sam Mendes - Revolutionary road

Melhor roteiro de longa-metragem:
Simon Beaufoy - Slumdog millionaire
David Hare - The reader
Peter Morgan - Frost/Nixon
Eric Roth - O curioso caso de Benjamin Button
John Patrick Shanley - Doubt

Melhor longa de animação:
Bolt
Kung Fu Panda
Wall-E

Melhor trilha sonora original:
Alexandre Desplat - O curioso caso de Benjamin Button
Clint Eastwood - A troca
James Newton Howard - Defiance
A.R.Rahman - Slumdog millionaire
Hans Zimmer - Frost/Nixon

Melhor canção original:
Down to earth (Peter Gabriel) - Wall-E
Gran Torino (Clint Eastwood, Jamie Cullum e outros) - Gran Torino
I thought I lost you (Myley Cyrus) - Bolt
Once in a lifetime (Beyoncé) - Cadillac records
The wrestler (Bruce Springsteen) - The wrestler

Melhor série de TV – drama:
Dexter
House
In treatment
Mad men
True blood

Melhor atriz em série dramática:
Sally Field - Brothers and sisters
Mariska Hargitay - Law and order: special victims
January Jones - Mad men
Anna Paquin - True blood
Kyra Sedgwick - Closer

Melhor ator em série dramática:
Gabriel Byrne - In treatment
Michael C. Hall - Dexter
Jon Hamm - Mad men
Hugh Laurie - House
Jonathan Rhys Meyers - The Tudors

Melhor série de TV – musical ou comédia:
30 Rock
Californication
Entourage
The office
Weeds

Melhor atriz em série musical ou cômica:
Christina Applegate - Samatha who?
América Ferrera - Ugly Betty
Tina Fey - 30 Rock
Debra Messing - The starter wife
Mary-Louise Parker - Weeds

Melhor ator em série musical ou cômica:
Alec Baldwin 30 Rock
Steve Carell - The office
Kevin Connolly - Entourage
David Duchovny - Californication
Tony Shalhoub - Monk

Melhor minissérie ou filme feito para a TV:
A Raisin in The Sun
Bernard and Doris
Cranford
John Adams
Recount

Melhor atriz em minissérie ou filme feito para a TV:
Judi Dench - Cranford
Catherine Keener - An American crime
Laura Linney - John Adams
Shirley MacLaine - Coco chanel
Susan Sarandon - Bernard and Doris

Melhor ator em minissérie ou filme feito para a TV:
Ralph Fiennes - Bernard and Doris
Paul Giamatti - John Adams
Kevin Spacey - Recount
Kiefer Sutherland - 24: redemption
Tom Wilkinson - Recount

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme feito para a TV:
Eileen Atkins - Cranford
Laura Dern - Recount
Melissa George - In treatment
Rachel Griffiths - Brothers and sisters
Dianne Wiest - In treatment

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme feito para a TV:
Neil Patrick Harris - How I met your mother
Denis Leary - Recount
Jeremy Piven - Entourage
Blair Underwood - In treatment
Tom Wilkinson - John Adams

Ufa... que listão.
Infelizmente, não tenho grandes apostas. Acredito que esse ano os prêmios de melhor ator serão monopolizados pelo Sean Penn, mas isso é só um chute. A minha torcida vai ficar mesmo nos prêmios da TV, com House e True Blood. Bom, escrevo sobre eles uma outra hora.
É curioso lembrar que além de sua importância como premiação, o Globo de Ouro estréia o tour dos tapetes vermelhos. Quem está com quem, quem veste o quê e quem vai lançar as tendências. Caso tenham esquecido, Hollywood é a maior feira das vaidades que o Mundo já viu. E isso sempre fez sucesso.
Então é isso. Sem programa pra domingo à noite? Bora assistir Globo de Ouro. Chame os amigos, estoure uma pipoca e faça um bolão. Enfim, divirta-se.
Bom fim de semana!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Rebobine, por favor (Michel Gondry, 2008)

O novo filme de Michel Gondry(Diretor de "Brilho Eterno de uma mente sem lembranças"), Be Kind Rewind (Rebobine, Por Favor) dividiu a opinião de muitas pessoas.
Alguns disseram que o filme é péssimo, um atentado ao audiovisual, outros disseram que Gondry decepcionou muito seus
fãs, que sua obra deixa a desejar. Alguns se arriscaram a dizer que é impossível assistir à 5 minutos do filme; engraçado, certa vez ouvi de um crítico, cujo nome agora não me lembro, que só se deve deixar uma sessão com 15 minutos de filme passados, que é o tempo necessário para se descobrir se um filme vale ou não a pena, 15 minutos! Não 5!
De qualquer forma, minha opinião se mostra contrária a todas as apresentadas. O filme de Gondry não deixa a desejar em nenhum aspecto: super bem acabado visualmente, com planos muito bem trabalhados, inclusive o magistral plano seqüência que nem imagino como ele tenha feito. Um roteiro de dar inveja, e um elenco de início questionável, mas de final glorificável. Até mesmo o não tão amado assim Jack Black está invejável no filme.
A história acompanha os funcionários de uma locadora que acabam perdendo a grande maioria de suas fitas por uma desmagnetização generalizada, e então para não perderem os clientes se vêem obrigados a refilmar os filmes, dando origem então aos filmes "suecados". A narrativa começa com a refilmagem do "Caça Fantasmas", um show a parte, momento de muitas risadas, com os divertidos personagens. O filme segue esse caminho, refilmando os filmes que o público mais gosta de assistir, tudo de maneira muito discontraída e divertida, sempre com um senso de dever cumprido.
A história passa tembém pelo drama: quando existe a possibilidade de se demolir o prédio onde se encontra a locadora membros da locadora e da comunidade juntam-se para fazer um filme sobre um importante jazzista, que teria morado no prédio e que portanto o teria tornado um prédio histórico, imune a demolição. Resultado? Uma exibição de cinema comovente, que levou todo o público participante ao espetáculo
. E quando quebra-se a televisão onde seria exibido o filme, improvisa-se um lençol na parte de dentro da locadora, entretanto as pessoas que estão na parte de fora também conseguem ver o filme, e se divertem com isso. Essa exibição lembra muito as exibições dos filmes na época do Primeiro Cinema, onde era tudo de maneira meio improvisada.

Enfim, eu vejo o filme de Gondry como uma grande homenagem ao cinema, e aos diretores do próprio. Uma verdadeira lição cinematográfica. Obrigado Gondry, acho que agradeço em nome de muitos...

bjs a todos...


*Renan Lima é editor do Audiovisueiros

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Povo de Nárnia, Uni-vos!


Como fazer um filme de guerra para crianças? Transmitir o calor da batalha sem derramar nenhuma gota de sangue?
O filme “Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian” é um bom exemplo de como esse gênero pode ser explorado, ainda que o público alvo seja o infantil. Mas pense bem antes de classificá-lo como um filme para crianças. Mais amadurecido do que o primeiro filme da série, “As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, “Príncipe Caspian” é repleto de violência (sim, violência dessas que se vê em filme de gladiadores e outras carnificinas) e de reflexões fortes o bastante para nos emocionar. De verdade.
Novamente embarcamos nas aventuras dos órfãos Penvensie, que deixam Londres mais uma vez rumo ao reino de Nárnia. Enquanto um ano se passou no mundo real, 1300 anos passaram-se na terra encantada. Ameaçado de morte pelo seu tio, o tal príncipe do título foge rumo à floresta mágica de Nárnia e consegue o apoio de seus nativos. Além disso, os reis e rainhas que há mais de mil anos desapareceram, retornam agora com o objetivo de salvar, mais uma vez, sua “terra natal”. Quem são eles? Os nossos órfãos londrinos, é claro!
Os efeitos especiais são muito bem feitos. As personagens humanas contracenam quase que todo o tempo com criaturas em 3D e mal se nota tal diferença de... espécie. Da mesma forma, as coreografias de luta são extremamente bem feitas e bem dirigidas. Aliás, a maioria do atores (tá certo, eles não são fenomenais nem nada) não faz feio, mesmo com a pouca idade e a pouca experiência.
Não consigo deixar escapar: a construção de personagens é muito boa e nota-se uma clara evolução delas nesse um ano de elipse temporal. De todas elas, a que mais mudou com certeza foi Edmund que, no primeiro filme, foi um dos pivôs do sucesso da vilã Feiticeira Branca. Ele não esqueceu o que aconteceu e apresenta-se como o mais humilde e simpático dos irmãos, acompanhado, é claro, pela doce caçula, Lucy. Não é a toa que eles serão os únicos irmãos Penvensie presentes na seqüência de “Príncipe Caspian”, “The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader”, prevista para 2010.
Além de personagens bem delineados e de efeitos visuais de qualidade, dilemas e emoções maduras também povoam o filme. Já tava na hora de deixarem de subestimar o público infantil. Afinal, ser criança não é nada fácil, principalmente no reino de Nárnia!

*Natália Vestri é colaboradora do Audiovisueiros