segunda-feira, 27 de julho de 2009

O salvador

Dizem que Jesus salva, mas tenho certeza que os trailers ajudam.

Essa é minha primeira incursão no Audiovisueiros, então desculpa atrapalhar, a leitura de vocês [sic]. Ouvi num RapaduraCast antigo - mas juro que o assunto não é velho - uma discussão sobre trailers de cinema, e como alguns deles são até melhores do que o filme. O trailer é a alma do negócio. Coisa de vendedor mesmo, serve pra te fisgar pelos seus "pontos fracos". Talvez seja a indicação que precisávamos para descobrir que a melhor profissão do mundo audiovisual é ser editor de trailers (e ter a habilidade de salvar a bilheteria de um filme na unha).
Imagine que toda a capacidade de síntese do editor do trailer, e todo o appeal comercial que ele adiciona ao filme naqueles míseros trinta segundos podem salvar uma bilheteria que afundaria fácil, fácil. Ele segura um prejuízo de milhões, coloca a expectativa do público lá em cima e ainda não recebe nome nos créditos. Claro, porque as ideias não são dele - e infelizmente para nossa idealização de sucesso, os méritos também não são. Quem escolhe o que aparece no preview é quase sempre o produtor, cão farejador do mercado e defensor paternal do filhinho que está saindo da moviola.

Um trailer é construído segundo a proposta e o gênero do filme, o público alvo e até mesmo os veículos de exibição. Nas sessões de cinema, por exemplo, é o filme em cartaz que dita os trailers que serão exibidos antes da sessão começar. Um filme de terror exibido à tarde chama um público diferente de uma animação exibida sábado à noite, é claro. Com base nessas variáveis, as distribuidoras escolhem as prévias de cada sessão, e geralmente acertam. Não é difícil ouvir numa sala de cinema, depois que um trailer acaba, uma boa quantidade de comentários positivos do tipo "Gostei, vamos assistir?". Aliás, o cinemão tem sobrevivido à crise graças a seus trailers. Um filme puxa o outro, um estouro de bilheteria leva milhares a assistirem uma pequena prévia do que virá a ser o próximo estouro por consequência, e por aí vai. Afinal, bom marketing move a máquina.

Quer assistir alguns? Aqui vão três dicas de links legais e sempre atualizados com trailers novos:

http://www.apple.com/trailers

http://www.comingsoon.net

http://cinema.uol.com.br (em português)

Vale a pena conferir os trailers de "500 Days of Summer" (o bonitinho 500 Dias de Verão - na verdade, descobri que o nome em português ficou 500 Dias com Ela), "Where the Wild Things Are" (a adaptação do livro infantil homônimo Onde Vivem os Monstros) - e o toque cômico do teaser de "Lesbian Vampire Killers" (comédia de horror que esteve no festival SP Terror com o título Matadores de Vampiras Lésbicas) que você pode ver aqui.

*Maíra Testa é colaboradora do Audiovisueiros

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quando a metáfora transborda

Crítica sobre o curta "Saliva". Clique aqui para assisti-lo


Saliva, de Esmir Filho, acompanha fragmentos da vida e imaginação de uma menina de 12 anos prestes a dar o seu primeiro beijo. Apesar de se tratar de um curta-metragem de ficção, Saliva se dedica não somente à narrativa, mas também ao experimentalismo com a imagem e o som.

Medo, angústia, ansiedade, nojo. Todas essas sensações são exploradas pelo diretor através de metáforas visuais e sonoras. O ato de narrar a história, os momentos que representam a realidade, como conversas em que a amiga a incentiva a beijar, se tornam apenas um pano de fundo no curta. A construção da trama e da personagem se dá principalmente por fragmentos da imaginativa mente desta menina.

O apuro técnico, seja ele visual ou sonoro, é demonstrado, de forma crescente, ao longo do curta. Na parte inicial do filme, as inserções de imaginação da personagem são pequenos toques que dão graça à trama e ajudam na construção da personagem. Porém essas inserções vão crescendo até o ponto em que quase não há mais momentos de representação da realidade. As diferentes metáforas do beijo associado com a água se tornam tão redundantes ao ponto que a trama vai dando lugar ao exibicionismo técnico.

Se por um lado há um exagero no uso de metáforas, Esmir acerta ao dar à personagem diversos momentos de respiro e reflexão, como a cena final em que a personagem aguarda a mãe em frente ao shopping.

Apesar de algum exageros, Saliva consegue retratar de forma bonita e divertida o momento pelo qual a personagem passa.

*Bruno Peres é colaborador do Audiovisueiros

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O sonho de todo Junky

Aqui vai alguns frames do curta que dirigi! Foi uma de nossas últimas produções! Só para ter o gostinho!




















































*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros