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Mídia produzida para internet

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Então, como muita gente já sabe, hoje existem produtoras direcionadas apenas para conteúdo de internet. existem aquelas produtoras que estão tentando também a internet por ser um mercado fértil. e existem estudantes que testam de tudo. Um dos trabalhos que faço parte deste semestre é direcionado para a internet e requer divulgação, portanto gostaria de usar este canal para pedir para vocês visitarem! o projeto é uma espécie de novela criada para ser acompanhada pela internet, porque ela não funciona sozinha. junto com os vídeos o projeto tem a disposição os blogs dos personagens, para que você acompanhe o desenvolvimento da história off screen. desta forma, para entender o blog tem que ver o vídeo e para entender o vídeo tem que entender o blog. façam na ordem que lhes apetecer. o link dos blogs esta no site principal. quando vocês entrarem usem a barra de rolagem para a direita e lá estarão os primeiros capítulos, pois já esta no quinto. o endereço do projeto é: www.incontato.net boa ...

Como funciona a decupagem de uma cena? (decupar um roteiro II)

Muito bem, eu cheguei a dar um exemplo na outra postagem ( clique aqui para chegar nela ) bem superficial para decupar um roteiro, mas acho que ainda falta ensinar algumas coisas basicas antes de seguirmos adiante. Se quiser, quando terminar de ler, vá para a terceira postagem sobre o assunto CLICANDO AQUI! vamos começar com um pouco de vocabulário importantíssimo e básico: Plano geral (aberto) - PG - é uma posição de câmera que captura a totalidade de um cena (como um palco de teatro, que a cena inteira está no mesmo lugar). Establishing shot - é um plano que situa o o local onde acontece a cena. se o filme se passa em nova york, por exemplo, antes de começar o filme a camera pode passar pela estatua da liberdade... enfim... Plano médio - PM - é um plano que captura da cintura para cima dos personagem na cena. Pode estar o personagem sozinho ou pode capturar mais personagens. Plano americano - é um plano que captura dos joelhos para cima, muito próximo de um plano geral. Primeiro Plan...

Sobre pinguins e gente morta

Pra quem sempre gostou de assistir animações sabe que existe mais de um jeito de dar vida para os personagens além de ligar uma camera dirigida a um ator bem treinado. Hoje, as animações representam uma boa porção das produções audiovisuais voltadas às salas de cinema. Uma das técnicas conhecidas e muito usadas (principalmente na televisão) é o famoso 2D, que seria uma série de desenhos com ligeiras alterações em cada um dando a sensação de movimento. Mas uma técnica muito usada hoje em filmes como “Monstros S.A.” ou “Shrek” é o 3D, que é baseado em modelagem de personagens e cenários dentro do computador, de forma que anima-los, uma vez criados, parece bem mais fácil. Agora, um filme que surpreende não só pelas qualidades gráficas mas pelas técnicas utilizadas é o “Surfs up” ou em português “Tá dando onda”. Produzido em 2007, foi indicado ao Oscar de melhor animação em 2008 mas perdeu para o também excelente "Ratatouille". O filme é uma animação em 3D que simula um documentá...

Onde escondemos o lapela? (esconder, colocar o lapela)

Uma dos erros que mais pode rolar em relação ao som no cinema é o aparecimento do nosso pequenino na imagem. O lapela é um pequeno microfone que serve exatamente para ficar o mais proximo possível da boca do personagem, sendo o microfone responsável por captar a fala. O que acontece muitas vezes é que estamos quase terminando de montar o set de filmagem quando alguém vira-se para a equipe e pergunta: onde eu boto o lapela? O que o lapela tem de bom em relação ao shotgun (o microfone que fica na vara de boom) é que ele é mais "duro": capta muito mais o que está proximo dele e muito menos o que está distante, portanto ele é ótimo para cenas externas. normalmente o sistema de lapela consiste em três partes: o microfone (que tem um cabo, o que pode atrapalhar um pouco), que liga em um transmissor (o treco que fica na cintura, mas em uma cena que os atores ficam sentados ele pode ficar no chão, na mesa, ou em qualquer lugar que não apareça mas facilite a transmissão) e um receptor...

Games e Política

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Fui assistir a uma palestra do Gonzalo Frasca, um game designer, pesquisador de games e dono de um currículo bacana com PhD e todos esses maus necessários (isso de acordo com os pesquisadores que eu conheço que alegam que a pesquisa vicia além de dar muito trabalho!). O simpático uruguaio que vestia exatamente o que queria dizer (uma jaqueta da Hello Kitty por cima de uma camiseta do Obama!) falou sobre a relação entre games e política, mas não apenas política de candidatos e eleições como sempre acabo por restringir a palavra, fez um apanhado do que são, essencialmente, os jogos e a que propósitos eles atendem embasando-se no passado, dentre outras coisas jogos de tabuleiro, para levantar questões sobre o atual universo/mercado dos games e a relação deles (principalmente dos jogos para a internet) com a sociedade. Com comparações eficazes e muito divertidas, Frasca, falou sobre como os jogos já ganharam um espaço grande e estão se tornando, em suas palavras, “o novo graffiti”: um meio...

Fim das captações, início das edições

O prazo de entrega do curta "Sonho de todo o Junky" será para meio de Julho! aprendi que nada bom sai fácil. Mas quando terminar vocês vão ver!! Estou tentando marcar uma bela de uma "premiere" do nosso filme, e assim que rolar aviso a todos! abraço! *Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

Vício Semanal

Diferente do que alguns pensam, um seriado não é um filme muito, muito longo. Cada episódio contém em si o ciclo fundado por Aristóteles em “A Poética”, nosso velho conhecido “começo, meio, fim”. Uma situação é apresentada, um problema é proposto e uma solução é dada até o fim do capítulo. Uma solução raramente permanente, raramente estável, raramente inteligente. Considerando a temporada de um seriado, o mesmo ciclo se repete: apresentam-se os personagens, novos e velhos, cria-se um conflito e resolve-se o conflito até o fim da temporada. Se usarmos como objeto de estudo o próprio seriado, com todas as temporadas, do começo ao fim, também vamos observar que a estrutura é a mesma. Seriados carregam em si uma meta estrutura: um filme, dentro de outro filme, dentro de outro filme. Sabe-se lá até quando vai essa constante. De maneira menos teórica e, provavelmente, muito mais simples, o que acaba atraindo o espectador é que essa estruturação, na verdade, permite a aproximação de uma narr...