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A terceira dimensão e a quarta parede II

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(uma continuação) 2009. Toy Story já tem 14 anos de estrada e o anúncio do terceiro filme da turma de brinquedos malucos já foi feito para 2010. De lá para cá as coisas evoluíram bastante (a Disney até comprou a Pixar, quem diria), especialmente em termos técnicos. Adultos começaram a ir ao cinema para ver animação sozinhos, e deixaram as crianças em casa. Nada de infantilidade ou entretenimento vazio - agora, "narrativa cinematográfica" se aplica tanto a um Almodóvar quanto a John Lasseter, o chefão da Disney/Pixar. O tal fenômeno tem explicações simples - os pais não aguentavam mais filmes musicais que as crianças adoravam e eles bocejavam - e complexas - a animação representa a fuga da realidade em sua máxima essência, por permitir a suspensão da descrença por meios primariamente abstratos como a própria representação gráfica de realidades paralelas e mundos inexistentes. Falando fácil ou difícil, o importante é que o público adulto perdeu a vergonha de comprar ingresso...

A terceira dimensão e a quarta parede I

(ou quem disse que animação é para crianças?) O cinema, numa época em que ainda era um bocado jovem e desengonçado, teve que aprender a dividir espaço com a animação. Os desenhos de mundos fantasiosos e coloridos do genial Walt Disney quebravam barreiras a cada novo longa, disputando com o cinemão prêmios, bilheteria e prestígio - principalmente pelo apelo infantil numa terra dominada por adultos e melodramas. Em algumas décadas os temidos "sinais dos tempos" começaram a desbancar as princesas e heróis da Disney nas telonas e os trancaram em fitas de VHS que a molecada colecionava em casa. Foi em meados da década de 1990 que a revolução da animação de longa-metragem atingiu em cheio as salas de cinema: Toy Story, a comovente história de um grupo de brinquedos falantes, inaugurou de vez a febre do 3D e a tradição de qualidade técnica dos estúdios da Pixar. 3D significa três dimensões, ou seja, largura, altura e profundidade . Diferente da Branca de Neve colada na tela de o...

PRA QUEM NÃO SABIA!

Então, o talk'n'dance, o projeto sobre o qual falei na postagem de ontem apareceu em uma reportagem da BAND. Para quem quiser dar uma conferida, segue o link: *Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

Filmes Online (nossa produção)

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Então, estou aqui novamente para falar de duas produções que nossa produtora está trabalhando, direcionando para o conteúdo online, como filmes online. é possível sempre que os filmes saiam em DVD, mas a graça é que você tem cinema e televisão grátis para assistir com conteúdo de qualidade, uma vez que não somos apenas um site de cinema, mas um site de conteúdo audiovisual. uma delas se chama "Talvez Rockstar", e sua campanha leva o nome de "de repente vira um filme". o site, que já divulguei por aqui, é www.talvezrockstar.com, já esta com diversos novos materiais sobre a campanha e sobre a pós produção. Sempre terá conteúdo novo por lá! O filme terá seu lançamento na web ainda esse ano! Outra produção, que está parada no momento por falta de patrocínio é o "Talk'n'dance". Através de um dos produtores da YODELEY, Bruno Martins, conseguimos o contato do Christian Petterman, que é critico de cinema da Rolling stones e do guia da folha, além...

Reality Show cibernético

Um tal de Constantine Markides , inventou um reality show cibernético baseado em uma disputa literária. serão 12 competidores que permanecerão anônimos para serem julgados apenas pela qualidade de seus textos, e até o final da disputa terão 12 capítulos de uma ficção. de 10 em 10 dias um competidor será elminado e até dezembro teremos apenas uma ficção completa. Constantine admite que não gosta de reality shows mas reconhece que eles contém muita força para a captação de público (ele mesmo se diz fã de alguns por essa causa). O site oficial da disputa é o www.fourthnight.com e ele já publicou o vídeo de inicio da disputa. Só para matar curiosidade, publiquei o vídeo! espero que o ódio do criador pelos realitys nos presenteie com uma boa obra, certo? *Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

O salvador

Dizem que Jesus salva, mas tenho certeza que os trailers ajudam. Essa é minha primeira incursão no Audiovisueiros, então desculpa atrapalhar, a leitura de vocês [sic]. Ouvi num RapaduraCast antigo - mas juro que o assunto não é velho - uma discussão sobre trailers de cinema, e como alguns deles são até melhores do que o filme. O trailer é a alma do negócio. Coisa de vendedor mesmo, serve pra te fisgar pelos seus "pontos fracos". Talvez seja a indicação que precisávamos para descobrir que a melhor profissão do mundo audiovisual é ser editor de trailers (e ter a habilidade de salvar a bilheteria de um filme na unha). Imagine que toda a capacidade de síntese do editor do trailer, e todo o appeal comercial que ele adiciona ao filme naqueles míseros trinta segundos podem salvar uma bilheteria que afundaria fácil, fácil. Ele segura um prejuízo de milhões, coloca a expectativa do público lá em cima e ainda não recebe nome nos créditos. Claro, porque as ideias não são dele - e inf...

Quando a metáfora transborda

Crítica sobre o curta "Saliva" . Clique aqui para assisti-lo Saliva , de Esmir Filho, acompanha fragmentos da vida e imaginação de uma menina de 12 anos prestes a dar o seu primeiro beijo. Apesar de se tratar de um curta-metragem de ficção, Saliva se dedica não somente à narrativa, mas também ao experimentalismo com a imagem e o som. Medo, angústia, ansiedade, nojo. Todas essas sensações são exploradas pelo diretor através de metáforas visuais e sonoras. O ato de narrar a história, os momentos que representam a realidade, como conversas em que a amiga a incentiva a beijar, se tornam apenas um pano de fundo no curta. A construção da trama e da personagem se dá principalmente por fragmentos da imaginativa mente desta menina. O apuro técnico, seja ele visual ou sonoro, é demonstrado, de forma crescente, ao longo do curta. Na parte inicial do filme, as inserções de imaginação da personagem são pequenos toques que dão graça à trama e ajudam na construção da personagem. ...