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Homem de Ferro 2 (Jon Favreau, 2010)

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Continuação é boa, mas não supera o 1° filme... Robert Downey Jr. retorna no papel do herói milionário Tony Stark, dessa vez assumindo sua identidade secreta publicamente. Nesse novo filme, Stark começa a sofrer com o equipamento instalado em seu peito e revela-se (nessa parte a trama se identifica bastante com a história original) um legítimo alcoólatra, sendo assim, passa boa parte do filme bêbado, o que gera uma pequena crise de identidade e um certo mal-estar para com as pessoas de sua confiança. Em sua companhia continuam a secretaria Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) e James Rhodes (Don Cheadle), subtituindo o ator Terrence Howard. O vilão da vez é Ivan Vanko, interpretado por Mickey Rourke que tenta vingar o pai, este que teria sido enganado, no passado, pelo pai de Tony Stark. O enredo se apresenta de maneira clara, sabemos o tempo todo o que está acontecendo, do que Stark tem medo, o que esconde, o que estão tramando contra ele, enfim, não existem muitas surpresas no filme, m...

O mundo imaginário do Dr. Parnassus (Terry Gilliam, 2009)

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Surreal e fantástico enriquecem último filme com a participação de Heath Ledger O filme criou muita espectativa a partir da última aparição de Ledger no cinema e acabou gerando inclusive, algumas polêmicas pela troca de atores. O novo filme de Terry Gilliam (um dos criadores da série Monty Python), conta a história de Parnassus, um senhor de mais de 1000 anos, que fez um pacto com o diabo, onde teria que dar a ele sua filha, assim que esta completasse 16 anos. O senhor Parnassus comanda uma pequena trupe: um anão; um jovem menino e sua filha e eles apresentam seus espetáculos contando com a ajuda de um enorme espelho mágico, onde as pessoas podem entrar e se deliciar com suas mais profundas imaginações. Então, eles encontram Tony (Ledger), um rapaz em estado de amnésia que acaba incorporado ao grupo e passa a participar dos espetáculos. Parnassus faz então um outro pacto com o diabo para salvar sua filha e Tony acaba envolvido na situação, consciente ou inconscientemente. O filme t...

Mary e Max (Adam Elliot, 2009)

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Stop Motion resgata o espírito da amizade Max, um velho rabugento e Mary, uma jovenzinha de 8 anos? Não, não é um novo filme do Woody Allen, estou falando de uma animação em stop motion exibida no festival de Sundance, que conta a história dos protagonistas já citado s, que não se conhecem mas buscam a mesma coisas: um amigo de verdade. Mary vive com seus pais em uma pequena cidade da Austrália, cultiva uma infância sem graça, onde a única diversão é beber leite condensado assistindo ao seu desenho favorito, "Os Noblets", já Max é um senhor de 44 anos que vive em Nova Iorque, grande amante de cachorro quente de chocolate, encontra em seus animais de estimação e em "Os Noblets" algum sopro de vida. Em um determinado dia, Mary encontra o endereço de Max em uma lista telefônica e eles começam a trocar correspondências. O diálogo se inicia com a pergunta de Mary para Max: "De onde veêm os bebês?", e a partir disso eles iniciam um longo processo de conhecim...

Viajo porque preciso, volto porque te amo (Marcelo Gomes e Karim Aiñouz, 2009)

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Marcelo Gomes e Karim Aiñouz em "Viajo" Poderíamos resumir o novo filme de Karim Aiñouz e Marcelo Gomes como uma poesia narrativa, com uma "quase" estrutura clássica (começo, meio e fim) permeada por momentos profundamente subjetivos e emotivos. A história do filme se resume a uma viagem pelo nordeste brasileiro, feita pelo geólogo José Renato (Irandhir Santos, Pedra do Reino) onde ele faz uma pesquisa sobre um possível canal que será construído a partir do desvio das águas. José Renato, personagem o qual nunca vemos o rosto, nos conta dados técnicos sobre a sua viagem, sobre o seu trabalho, informações que ele vai coleta nto para algum fim, que aos poucos vai ficando em segundo plano. Já no pano de fundo da história, outra narrativa começa a se expandir e tomar conta da situação, é uma leitura sobre a memória, o passado e a nostalgia. Percebemos que José deixou um grande amor para trás e que isso ainda o afeta e o perturba, mas ele sabe que deve continuar, esqu...

Tudo pode dar certo (Woody Allen, 2009)

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O retorno às raízes de Woody Allen... O novo filme de Woody Allen, "Tudo pode dar certo" (Eua/França, 2009) retoma alguns conceitos contruídos pelo diretor ao longo de sua carreira. Primeiramente, temos um personagem idoso, o alter-ego de Woody Allen, vivido por Larry David, que reclama da vida e diz ser o único que realmente entende a raça humana, este se envolve com uma jovem, a bela atriz Evan R achel Wood, ingênua e sedutora, que precisa dar um rumo na sua vida, e temos também um segundo homem, o belíssimo Henry Cavill, um jovem que se apaixona pela menina e recebe ajuda mãe da mesma para conseguir ficar com ela. Adiociona-se o humor inóspito e as situações inusitadas, características marcantes do cinema woodyaliano . Afora a semelhança com um outro filme do mesmo diretor, "Manhattan" (Eua, 1979), pelas relações e pelas caracterísiticas dos personagens, ainda temos a quebra da 4ª parede, quando, logo no início do filme, David olha diretamente para a câmera ...

How i met your mother (CBS, desde 2005)

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Antes de mais nada, aqui vai um SPOILER, a série já está no meio da sua 5ª temporada e o protagonista ainda não conheceu a mãe de seus filhos. Continuando... How i met Your mother veio suprir a (minha) necessidade de séries água com açúcar como FRIENDS . Ela conta a historia de TED, ou melhor, TED conta para seus filhos a história de como conheceu a mãe deles, mas esse é apenas um pano de fundo para descobrirmos as partes mais interessantes da vida de TED. A série não tem nada de inovador, mas tudo que ela tem de clichê, ela faz melhor. Sua montagem é evidente e descontraída e seus personagens são muito bem construídos. O protagonista consegue não ser nem o malandro conquistador e nem o bonzinho, ele é um equilíbrio perfeito, um homem comum que ainda assim consegue ser carismático. Diferente do que acontece na maioria das comédias românticas, em que o protagonista tenta alterar características de sua personalidade para conseguir o que quer, TED demonstra uma personalidade e contin...

Os famosos e os duendes da morte (Esmir Filho, 2009)

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O cinema sensitivo de Esmir Filho... Mais do que ver e ouvir, é preciso sentir o 1° longa-metragem do diretor Esmir Filho (premiado com os curtas "Alguma coisa assim" e "Saliva"). Sentir, no sentido de captar as sensações que o filme nos permite compartilhar: as sensações daqueles jovens gaúchos, da ponte mortal, da músic a, dos sentimentos reprimidos, do ambiente, da calmitude, do silêncio e do "cú", este último, utilizado no filme como espressão equivalente para o "fim do mundo". Repetindo a estética desenvolvida em "Saliva", Esmir segue novamente com essa preocupação em conciliar som e imagem na criação de sensações, seja de maneira diegética ou não-diegética: uma música (elemento presente e marcante no filme), um barulho de mar, um zumbido de grilo, uma locomotiva de trem, um diálogo em off, enfim, elementos que nos fazem, mesmo que por instantes, ser aqueles personagens, sem se fazer necessário o uso da câmera subjetiva. A hist...