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Como funciona a decupagem de uma cena? (decupar um roteiro III)

Percebi, através do Google Analytics e dos e-mails que recebemos dos nossos leitores, que o post sobre decupagem é um dos mais acessados. Portanto resolvi dar continuidade ao estudo... Lembrando que os anteriores são bem "básicos", isso porque decupagem é um processe complicado que define todos os aspectos artísticos e até de produção de um audiovisual. Já disse antes mas repito, a decupagem é específica de cada área, ou seja, existe decupagem de produção, de arte, de fotografia... a que expliquei nos outros posts referem-se à decupagem de direção. para ver as postagens anteriores clique nos link abaixo: - Primeiro Post - Segundo Post Vou direcionar esse novo post baseado no email que recebi de Paulo Fernando. Ele pediu para que eu fizesse um novo post semelhante ao primeiro. Para as observações que vou fazer usarei ESSE VÍDEO. trata-se de uma cena do seriado LOST. , e vou comentar, de forma bem simples e sem nenhuma análise dos objetivos da decupagem (deixo isso para os come...

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Edgar Wright, 2010)

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Um épico de pequenas proporções. Quando Bryan Lee O'Malley lançou a série de quadrinhos Scott Pilgrim em 2004, usando Toronto e um personagem principal meio loser e cabeça-oca como foco, nuvens não se dissiparam e o mundo não mudou para sempre. Apesar de ter atingido relativo sucesso no mundo das graphic novels indie, os leitores de HQs mais ávidos só achavam que a história era boa ou, quase sempre, 'divertida'. Scott só atingiu o pico do amor indie em 2010, quando O'Malley decidiu encerrar a publicação e Edgar Wright, cineasta que virou sensação underground com seu "Todo Mundo Quase Morto" , prometia um épico lançamento de um igualmente épico filme baseado nos seis volumes da série. O lançamento em si foi surpreendentemente fraco. Depois de todo um circo montado em torno de Michael Cera - o ator de um personagem só - e os 7 ex-namorados do mal durante a San Diego Comic-Con em julho, o filme só chegaria por aqui com entrada mais que modesta em três esparsas s...

A Origem (Chistopher Nolan, 2010)

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Depois do filme de herói, Nolan se arrisca agora no campo do sonho, e se sai muito bem... O novo filme de C histopher Nolan se concentra "basicamente" no campo do sonho e da imaginação. Cobb (Leonardo DiCaprio) invade o sonho das pessoas e rouba seus segredos mais profundos para depois vendê-los para algum poderoso "cliente". O filme se constrói, desde o início, de maneira bastante surreal, e não conseguimos saber ao certo em que momento estamos dentro de um sonho, em que momento estamos na própria realidade ou se todo o filme é um grande sonho, enfim, a história permite que diferentes interpretações sejam propostas. Cobb é então contratado para fazer um serviço que seria exatamente o inverso do seu, ele teria que inserir um pensamento na cabeça de um homem, a pedido de uma pessoa que Cobb, anteriormente, teria tentado roubar o sonho. Esse "pensamento inserido" faria com que o herdeiro de um poderoso reino dividisse seu império e evitasse o início de um gr...

Nada foi em vão (Kiwi Dilemma, 2010)

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Dessa vez não estou aqui para escrever alguma crítica ou texto reflexivo sobre algum filme em cartaz. Venho agora divulgar um trabalho meu e de amigos da faculdade, um clip em plano-sequência que filmamos durante um longo dia de domingo. A câmera utilizada foi Cannon 5D Mark II e não existe, mesmo (eu juro), nenhum corte, foi tudo de resultado de muita dedicação e suor de uma galera que está começando uma próspera caminhada no mundo audiovisual. Espero que vocês gostem, e por favor divulguem, sabem como é o mundo da comunicação, um fala para o outro que fala para o outro e enfim... E não deixem de conferir o making of, vale a pena... "É, a gente ainda é cabaço mas até que fazemos um barulho mais ou menos" - Fábio Aguiar, diretor. *Renan Lima é editor do Audiovisueiros

Dzi Croquettes (Tatiana Issa e Raphael Alvarez, 2009)

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Grupo revolucionou o cenário artístico e cultural brasileiro na década de 70... "Bicha não morre filha...vira purpurina", a expressão, hoje popularmenta conhecida, ganha força extrema no documentário dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez, que conta a história do grupo "Dzi Croquettes", famoso na década de 70, por uma inovação teatral através da dança e da música. No contexto histórico, estamos falando do auge da ditadura militar, do AI-5 , onde qualquer forma de liberdade e manifestação política era duramente reprimida, incluindo shows, espetáculos teatrais e até mesmo exibições de filmes em salas de cinema. O grupo, composto inicialmente por 13 homens, fazia shows onde a performance corporal tinha papel de destaque, eles se apresentavam vestidos de mulher ou, na maioria das vezes, semi-nus, gerando ao olhar um certo desconforto e prazer ao mesmo tempo, de uma sexualidade dúbia e andrógina, que mexia com os hormônios e com os desejos de uma platéia extasiada. ...

O Pequeno Nicolau (Laurent Tirard, 2009)

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e a fábula da infância. Conversando com franceses dias desses, soube que existem dois livros que praticamente toda criança na França acaba lendo - a popular fábrica de lágrimas "O Pequeno Príncipe" e a série de quadrinhos "O Pequeno Nicolau", de René Goscinny (o mesmo das histórias de Astérix). O livro de Saint-Exupéry aborda em profundidade a inocência e propõe reflexões filosóficas sobre a pureza, enquanto os livros de Goscinny mergulham no imaginário pueril das crianças quase que literalmente. No ano passado, a série ganhou uma adaptação cinematográfica produzida na França, que entrou em cartaz no Brasil no início do mês. Mantendo o título original dos quadrinhos, Le Petit Nicolas (2009, dir. Laurent Tirard) conta a história de Nicolau - a escolha da tradução de todos os nomes de personagens indica algum apelo, mesmo que esquecido, ao público infantil -, um menino que tem a vida que gostaria de ter: uma boa família, uma professora amável e colegas divertidos. Nic...

É proibido fumar (Anna Muylaert, 2009)

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Sobre músicas e cigarros... O 2° longa-metragem dirigido por Anna Muylaert (o 1° foi Durval Discos, 2002), trás a história de Baby (Glória Pires), coroa solteirona, fumante, professora de música, que vive no apartamento deixado pela mãe e Max (Paulo Miklos), um homem de meia-idade, músico e "supostamente" divorciado. Eles acabam se conhecendo quando ele se torna vizinho de apartamento dela, mas logo descobrem que ambos nutrem um gosto em particular, a música, mas divergem quanto ao gosto pessoal. De qualquer maneira a relação se constitui, entretanto Max não p ermite que Baby fume em seu apartamento, daí o título do filme e a iniciativa de Baby em parar de fumar. Com o decorrer do tempo, Baby descobre que Max mantém contato com sua ex-mulher, que é fumante. A trama se desenvolve de maneira simples, Baby gosta de Max, mas ao mesmo tempo sabe que ele alimenta uma mentira: de não manter relações com sua ex, contudo, a situação muda quando um fato inusitado retira a "ex...