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Minhas mães e meu pai (Lisa Cholodenko, 2010)

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Filhos de mães lésbicas querem conhecer "O doador de sêmen" A premissa é simples, a filha mais velha Joni (Mia Wasikowaska), ao completar a maioridade, encoraja o irmão mais novo Laser (Josh Hutcherson) a encontrar o pai biológico do casal, sem que "as mães" Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening) saibam. A partir de uma ligação, os filhos descobrem quem foi o "doador" e propôem um encontro. A partir disso se iniciam diversas situações que vão tomando proporções cada vez mais catastróficas. De início, somente os filhos fazem um contato com o pai biológico, Paul (Mark Ruffalo), mas logo as "mães" ficam sabendo e também decidem conhecer o homem, marcando um almoço com caráter "familiar". Jules trabalha com jardinagem e decide ajudar no novo estabelecimento de Paul, que administra um restaurante. Eles iniciam um contato mais amplo, enquanto os filhos vivem um novo momento em suas vidas, a presença do ser masculino é recente e gera ba...

Inverno da Alma (Debra Granik, 2010)

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Filme independente americano surpreende com fortes interpretações. Antes de falar do filme de fato, acho importante salientar que não existe nenhuma grande distribuidora por trás dessa produção, exatamente como vem acontecendo com alguns filmes indicados ao Oscar de melhor filme nos últimos anos, a exemplo de Pequena Miss Sunshine (2006) e Juno (2007) . Eu gostaria de achar que o Oscar está proporcionando uma maior abertura para produções independentes, gostaria. Mas de qualquer forma o filme chamou bastante atenção pelo fato de ter vencido o Prêmio do Júri do Festival de Sundance e o Gotham Awards, além de ter sido exibido e vencido dois prêmios no Festival de Berlim . Inverno da Alma conta a história de uma menina de 17 anos, Ree Dolly (Jennifer Lawrence), que toma conta dos dois irmãos menores e de sua mãe doente. Logo de início ficamos sabendo que seu pai desapareceu no mundo e deixou sua família, mas agora o pai precisa retornar e comparecer em uma audiência judicial o...

A rede social (David Fincher, 2010)

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Ou como o mundo aprendeu a cultuar alguém que passou por cima de todos para atingir seus objetivos. A premissa é básica e conhecida: a história do criador do Facebook, Mark Zuckerberg. O filme já começa num ritmo alucinante, em um bar, quando Mark conversa com uma garota, e pela velocidade da conversa ficamos por dentro do universo tratado indic ando logo de cara que o ambiente multimidiático da internet está incorporado ao fime. Na história, Mark é um inteligente nerd excluído que passa mais tempo na frente do computador do que fazendo qualquer outra coisa e aos poucos vai descobrindo que as pessoas se interessam muito pelas redes virtuais, pelo fato de poderem interagir na "web", contar sobre suas próprias vidas na internet, em um lugar onde todos os seus "amigos" possam ler e comentar. Com a ajuda de seu amigo Eduardo Saverin, eles criam o "TheFacebook", um site de relacionamentos que começa de maneira modesta, apenas dentro do ambiente universitário. M...

Filmes em 1ª pessoa

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Rec, Rec 2 e a questão do ponto de vista... No prime iro filme da agora constituída franquia "REC" (Além do segundo filme que já foi lançado, teremos mais outros dois, prometidos para a segunda metade desse ano), uma repórter, e seu fiel cameraman "Pablo" decidem acompanhar um dia de um grupo de bombeiros, fazendo uma reportagem para uma TV espanhola. Eles então recebem um chamado, vindo de um prédio, onde uma mulher ficou presa em seu apartamento, e lá descobrem uma ameaça muito maior. Independente do acontecimento estabelecido dentro do filme, a discussão que proponho aqui é sobre, exclusivamente, o ponto de vista. Durante todo o tempo fílmico, a visão que é estabelecida para nós, espectadores, é a do cameraman Pablo, nosso olhar é guiado por sua câmera de reportagem, unicamente. Quando a câmera é desligada, temos um black, não existe um corte para outra câmera, enfim, somos Pablo, e essa é nossa única opção, somos obrigados a nos identificar com um único personag...

A internet como ferramenta de publicação e divulgação I

A famosa afirmação de McLuhan, “o meio é a mensagem” , pretendia fazer um contraponto para a leitura tradicional dos meios como simples canais de passagem ou suporte aos conteúdos. A tese de McLuhan é a de que, longe de ser “transparente” ou inerte, o meio influencia a interpretação da mensagem e é determinante para a geração do conteúdo . Lamentavelmente, ele faleceu exatamente no momento do surgimento da Internet, um projeto ambicioso iniciado nos anos 60 e consolidado no início da década de 80 com a adoção do protocolo universal de comunicação entre computadores (TCP/IP). Talvez a internet não seja a principal criação do momento em que vivemos, mas sem dúvidas representa uma mudança na forma pela qual nos comunicamos e é a demonstração cabal da tese de McLuhan. Entre palavras como convergência, web, rede de computadores, e-commerce, busca de informação e redes sociais, o que é a internet? Uma plataforma de entretenimento; uma ferramenta de trabalho; um meio de comunicação? Ela pode ...

Como funciona a decupagem de uma cena? (decupar um roteiro III)

Percebi, através do Google Analytics e dos e-mails que recebemos dos nossos leitores, que o post sobre decupagem é um dos mais acessados. Portanto resolvi dar continuidade ao estudo... Lembrando que os anteriores são bem "básicos", isso porque decupagem é um processe complicado que define todos os aspectos artísticos e até de produção de um audiovisual. Já disse antes mas repito, a decupagem é específica de cada área, ou seja, existe decupagem de produção, de arte, de fotografia... a que expliquei nos outros posts referem-se à decupagem de direção. para ver as postagens anteriores clique nos link abaixo: - Primeiro Post - Segundo Post Vou direcionar esse novo post baseado no email que recebi de Paulo Fernando. Ele pediu para que eu fizesse um novo post semelhante ao primeiro. Para as observações que vou fazer usarei ESSE VÍDEO. trata-se de uma cena do seriado LOST. , e vou comentar, de forma bem simples e sem nenhuma análise dos objetivos da decupagem (deixo isso para os come...

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Edgar Wright, 2010)

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Um épico de pequenas proporções. Quando Bryan Lee O'Malley lançou a série de quadrinhos Scott Pilgrim em 2004, usando Toronto e um personagem principal meio loser e cabeça-oca como foco, nuvens não se dissiparam e o mundo não mudou para sempre. Apesar de ter atingido relativo sucesso no mundo das graphic novels indie, os leitores de HQs mais ávidos só achavam que a história era boa ou, quase sempre, 'divertida'. Scott só atingiu o pico do amor indie em 2010, quando O'Malley decidiu encerrar a publicação e Edgar Wright, cineasta que virou sensação underground com seu "Todo Mundo Quase Morto" , prometia um épico lançamento de um igualmente épico filme baseado nos seis volumes da série. O lançamento em si foi surpreendentemente fraco. Depois de todo um circo montado em torno de Michael Cera - o ator de um personagem só - e os 7 ex-namorados do mal durante a San Diego Comic-Con em julho, o filme só chegaria por aqui com entrada mais que modesta em três esparsas s...