quarta-feira, 16 de abril de 2008

Falando de som no cinema

A parte de uma obra de cinema relacionada ao som tem muita importância. Por acaso você já experimentou assistir a um filme com o som desligado? Seria uma experiência bem sem graça. Mas não se preocupem (sei que não estão preocupados...), no mundo de cinema o som é muito bem pensado.

Se pensarmos na equipe de pessoas que se relacionam com o som do cinema veremos que é semelhante a falar da equipe de imagem, porque existem diversas funções completamente diferentes. No caso da equipe que se relaciona com a imagem temos por exemplo o diretor de fotografia e sua equipe, o diretor de arte e sua equipe, e funções que se relacionam com o filme todo como o produtor ou o diretor.
No som temos funções em todas as etapas da produção. Na pré produção, duas funções relacionadas ao som tem muita importância: o sound designer (responsável pela concepção artística do som do filme todo) e o técnico de som, ou som direto (que seria a pessoa responsável pela captação de som no set de filmagem e precisa saber das locações para planejar como será a captação). Na fase de produção o técnico de som direto é a figura mais importante. Na pós produção temos o compositor (nem todo filme tem, mas teoricamente é a pessoa que irá criar a música original do filme), o trilheiro (responsável por criar a "ambientação musical" do filme, que se não houver compositor também será responsável por coletar músicas anteriores ao filme junto com o sound designer), o engenheiro de som - música (a pessoa responsável por editar, mixar e masterizar a trilha musical), o engenheiro de som - diálogo (a pessoa que irá verificar o takes de som para ver a qualidade, sincronizar com o filme e dizer se há ou não a necessidade de dublagem) e até mesmo o engenheiro de som do filme que trabalha junto com o sound designer também.

Todas essas funções podem mudar de cara de acordo com a produção mas basicamente é isso mesmo:
O sound designer e o diretor pensam em como será o som do filme como um todo. Esse processo se chama decupagem de som. Depois que o produtor de set conseguir as locações o sound designer e o técnico de som direto vão conversar sobre quais microfones serão usados, entre outras coisas que influenciam nas qualidades de som decididas na decupagem. A captação acontece, e depois esse material vai para a edição de som, onde será editado e sincronizado. Depois, com o filme quase pronto a trilha sonora será inserida, considerando efeitos de som (como por exemplo o som do sabre de luz, ou um barulho de tiro, explosão...) e a música. Então o filme é mixado e masterizado.

Achei um link na internet que fala muito bem da trilha sonora no cinema, quem se interessar clique aqui, vale a pena conferir!

Ficou alguma dúvida?
de sugestões nos cometários!

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

4 comentários:

Ernesto Dias Jr. disse...

Cinema! Oba!
É sempre bom falar de cinema e mais ainda assistir a um bom filme.
O Bruno resolveu fazer Game Design e eu estou curtindo muito acompanhar os temas que ele aprende na faculdade.
Seria ótimo também aprender junto com você, Gui, e seus amigos.
Mas vamos ao que interessa:
Acabei de assistir Valente (The brave one) com a Jodie Foster. Muito bão. Bão mesmo. Foi o Walmir que recomendou. Policialzão.
E tem o que eu mais gosto num filme (o pessoal todo já sabe disso): HAPPY END!
É isso mesmo. Confesso. Filme sem happy end é cinema também, mas não é diversão. Normalmente é liçãozinha de moral. E se eu quisesse uma ia pra igreja, não pro cinema...

A.Tapadinhas disse...

Acho muito interessante nós termos a opinião de quem gosta (sabe) de cinema, e que ainda por cima está perto de nós para o questionarmos e, eventualmente, cobrar por dar uma opinião com a qual não concordamos. Claro que não é este o caso, pela diferença de estreias, entre Portugal e Brasil... Neste blogue eu gostaria de ver chamadas de atenção, críticas, para a curta-metragem, que é uma parente pobre do cinema, sem direito a existir, tão longe anda dos media e das salas de cinema...
Abraço.
António

Gui Ferrari disse...

vamos pesquisar mais sobre curta-metragens e falaremos deles!!!
Curta metragem também é cinema!

Flavio Ferrari disse...

Muito legal, Gui.
Interessante e instrutivo.
Mas o texto está um pouco longo.
Beijo.