quarta-feira, 23 de abril de 2008

Happy ending (falando sobre...)

Post inspirado em comentário do Ernesto.

Já vi muita gente falar de final de filme. Tem gente que fica puto quando alguém conta o final de um filme. Tem gente que gosta de final inteligente, sarcástico, simples, leve. E tem gente que gosta de happy end.
Happy end existe desde que nasceu a narrativa. Não que não exista outra boa alternativa para um final bom, mas em boa parte das mídias contadoras de história a grande maioria dos finais é feliz! Depende de qual mídia.

Mas eu não to aqui nesse post para falar de qualquer mídia. Nesse caso eu quero enfatizar o cinema.
O cinema ainda é um bebê, e quando ele surgiu (o nascimento pode ser datado próximo de 1900) outras formas de contar história já existiam. O cinema tentou vários caminhos, entre o circo, experimento científico... e nenhum deles pode se dizer que foi fracassado, pois eles fazem parte do trajeto que fez o cinema ser o que é hoje. Mas chegou um dado momento que o cinema ganhou uma forma. Nas duas primeiras décadas do século XX, um cara chamado David W. Griffith, fez alguns filmes que lhe tornaram o grande responsável pelo desenvolvimento e pela consolidação da linguagem do cinema como a conhecemos hoje.
Essa linguagem ai, que eu falo, tem essa história de happy end.

mas chega de contar a história, o ponto que eu queria chegar é: um filme, para ser bom, não precisa ter happy end. Existem filmes que tem finais bem diferentes de um happy end e são muito bons.

Mas esses exemplos eu quero deixar para vocês. Que filmes lhes chamaram a atenção no final?

*Guilherme Ferrari é colaborador do Audiovisueiros

9 comentários:

A.Tapadinhas disse...

Já ouviu falar do festival INDIELISBOA? Privilegia a descoberta de novos autores e tendências, com competição de novos realizadores em longas e curtas metragens. Começou ontem e vai até 4 de Maio. Abre com My Blueberry Nights (documentário) e vão estar presentes e ser homenageados os realizadores Johnnie To (Hong Kong) e José Luís Guerin (Catalão) e, ainda, o novo cinema romeno.
Já vai longa a conversa, não dá para falar do assunto da postagem.
Mas, para ter um happy end, só falta v. chegar a tempo do encerramento do festival, que acha? :)
Abraço.
António

Zan disse...

Vocês se lembram do final de o exorcista? Quando pensávamos que iria acabar num happy end..eis que surge a mão de dentro da terra....
Não é sempre que os finais felizes são bacanas no cinema, às vezes parece bobo demais, não é real.
Já os finais inesperados são mais interessantes. Aqueles que são raros de acontecer...
E os dramas são parecidos com a vida. Aprendemos com eles!
Beijos
Zan

Gui Ferrari disse...

A. tapadinhas:
é impossível para mim aparecer por ai antes de terminar o semestre... mas mesmo assim vou tentar um happy end por aqui mesmo! Obrigado pelo aviso e pelo convite! hahah


Mãe:
eu não assisti o exorcista, mas esse tipo de final pode ser chamado de happy end exatamente porque termina feliz e depois tem um restinho de filme para ligar com uma provável continuação. outro exemplo que não deu em nada foi o final do Godzilla, que temos um happy end mas depois vemos um ovo do monstro se chocando. eu chamaria isso de happy end com "promoção" do próximo capítulo... heeh

Nat... who??? disse...

Não quero ser chata, mas My Blueberry Nights não é um documentário, é o novo filme (de ficção) do Wong Kar Wai, diretor de Hong Kong q fez filmes como Amor a Flor da Pele e 2026. O filme conta com um gde elenco: Jude Law, Natalia Portman, Rachel Waisz, Norah Jones e o cara do Bom Dia e Boa Sorte (q eu não lembro o nome). Ainda não ví por falta de tempo, mas tá na lista, junto com Estômago.

Ah, claro!
Como todos sabem... detesto happy endings... adoro filme com morte no final... ou uma coisa meio A Rosa Púrpura do Cairo.

Flavio Ferrari disse...

Detesto filme que não tenha final feliz.
Pior que isso só filme sem final.

Gui Ferrari disse...

eu não gosto de final de filme que não seja feliz na verdade... a não ser que seja um final muito bom... e eu não gostei do final de "A Rosa púrpura do Cairo", exatamente porque o final é muito triste. Mas o filme é muito bom e vou botar na lista da lateral da página!

Renan Lima disse...

Eu acho que os finais claramente variam de filme para filme:

O que seria do Infiltrados sem aquele final genial?
O que seria de Crash sem aquela reflexão no final, do tipo: porra! O que que eu to fazendo aqui? Quem é você? Eu mal te conheço! a gente pensa que conhece as pessoas!
Os filmes de super-herói que eu tanto amo, onde o herói fica com a mocinha no final, ou sugere essa situação para uma possível continuaçâo!
Os finais surpreendentes de "O sexto sentido", "Clube da Luta" e "Seven", cada filme sugere um tipo de final, que pode ou não corresponder a nossa expectativa. No fundo todos nós gostamos de finais felizes, entretanto devemos nos adequar a necessidade de cada filme, para que não fiquemos frustrados quando assistirmos um filme que não tenha um Happy End.

O que seria de Titanic, Beleza Americana, Moulin Rouge e Á espera de um milagre?

É melhor nem pensar numa coisa dessas...

Nat... who??? disse...

Como você fala bonitinho, Rê!
Quer ser meu amigo?
Ou escrever o final dos meus filmes???

Udi disse...

Sem dúvida, os finais inusitados são os que mais marcam.
E o mais recente que assisti e recomendo ("Na Natureza Selvagem") é daqueles que te "chapam" no final.
Gui: estava mesmo pensando em te pedir prá comentar este filme, fiquei interessada em conhecer uma opinião "jovem" sobre esse filme.

FF, será que você só gosta de filme com happy end? Mas que tem dias que a gente vai à locadora com aquele espírito "quero um filme com final feliz", ah isso tem! ... mas quem não gosta de Romeu e Julieta? Não tem dias que a gente precisa de um pretexto prá chorar? Eu não consigo com novelas mexicanas então, Romeu e Julieta caem como uma luva!

Nat: concordo, My Blueberry Nights não é documentário... e no Brasil, como sempre, puseram um título absolutamente ridículo que, de certa forma "entrega" o filme: O Beijo Roubado.

Gui: mais uma sugestão: que tal fazer uma lista das traduções ridículas que os brasileiros arranjam para filmes estrangeiros?

Renan: concordo 1000% com tudo do seu comentário. (acho até que pintou um clima com a Nat ...risos!)

Será que alguém duvida que eu gosto de cinema?